Drones atingem refinaria em Perm; Zelensky reivindica ataques na Rússia
Na noite de 7 de setembro, drones atacaram a cidade russa de Perm, onde está localizada a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez, uma das maiores da Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que as forças ucranianas atingiram refinarias nas regiões de Perm, Ryazan e Tartaristão, além de uma base de drones de ataque em Kursk e um alvo no Mar Negro. Autoridades locais reportaram uma morte e quatro feridos em Perm, e o governador regional afirmou que 27 drones foram abatidos na região.
Pontos principais
- Drones atacaram a cidade russa de Perm na noite de 7 de setembro, atingindo, segundo relatos preliminares, a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez.
- Zelensky afirmou em postagem no Telegram que forças ucranianas atingiram refinarias em Perm, Ryazan e Tartaristão, uma base de drones em Kursk e um alvo no Mar Negro.
- A Lukoil-Permnefteorgsintez processa mais de 13 milhões de toneladas de petróleo por ano e exporta mais da metade de seus produtos.
- A refinaria de Perm está a mais de 1.600 km da fronteira com a Ucrânia.
- Autoridades locais reportaram uma morte e quatro feridos em Perm; um prédio residencial foi danificado.
- O governador de Perm, Dmitry Makhonin, afirmou que 27 drones foram abatidos na região.
- Também foram registrados danos em outras regiões: duas mortes em Belgorod, danos a uma torre de celular na Tchuváquia e incêndio em uma base aérea em Taganrog.
Por que importa
Um segundo ataque a drones em Perm em poucas semanas evidencia a capacidade ucraniana de atingir alvos a mais de 1.600 km de profundidade no território russo. A Lukoil-Permnefteorgsintez é uma das maiores refinarias do país, com mais de 13 milhões de toneladas processadas por ano e mais de 50% da produção voltada à exportação, de modo que danos ao complexo podem afetar tanto o abastecimento interno de combustíveis russo quanto os volumes exportados. Ao reivindicar ataques em três regiões diferentes e a uma base de drones em Kursk, Zelensky ampliou publicamente o escopo das operações de longo alcance reconhecidas pela Ucrânia. A noite também deixou vítimas e danos colaterais longe dos alvos declarados.
O que aconteceu
Na noite de 7 de setembro de 2026, drones atingiram a cidade russa de Perm, a mais de 1.600 km da fronteira com a Ucrânia. Imagens de moradores mostraram drones sobrevoando a região e colunas de fumaça foram registradas na área da refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez, que processa mais de 13 milhões de toneladas de petróleo por ano. Satélites da NASA detectaram um incêndio na área da refinaria que teria começado antes da 1h, hora local. Autoridades locais reportaram uma morte e quatro feridos, além de danos em um prédio residencial. O governador Dmitry Makhonin afirmou que 27 drones foram abatidos na região. No mesmo dia, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, publicou no Telegram que forças ucranianas de longo alcance atingiram refinarias em Perm, Ryazan e Tartaristão, uma base de armazenamento e lançamento de drones de ataque em Kursk e um alvo no Mar Negro, descrevendo os ataques como resposta aos bombardeios russos contra a Ucrânia. A noite também registrou um incêndio em uma base aérea em Taganrog (oblast de Rostov), danificado confirmado por Yuriy Slyusar; duas mortes no oblast de Belgorod; danos a uma torre de celular na Tchuváquia; e danos a casas, veículos e linhas de energia no oblast de Voronezh.
O que dizem as fontes ucranianas
A cobertura ucraniana destaca o ataque a Perm como o ponto central da noite e enfatiza o valor estratégico da refinaria — sua escala, sua parcela superior a 50% de exportações e sua localização a mais de 1.600 km da Ucrânia — sublinhando a capacidade Kyiv de atingir alvos profundos em território russo. Os textos também contextualizam o ataque como parte de uma sequência em Perm, junto com o ataque de 21 de agosto e o incêndio na fábrica de motores de foguetes Proton-PM em 2 de setembro. Zelensky amplia o enquadramento ao incluir refinarias em três regiões, uma base de drones em Kursk e um alvo no Mar Negro, apresentado como uma operação coordenada de longo alcance e não como um incidente isolado.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre o alvo exato dos drones em Perm: algumas apontam a refinaria Lukoil-Permnefteorgsintez, enquanto outra versão indica um fábrica de pólvora e a empresa Mashinostroitel no bairro de Zakamsk, que produz componentes de motores aeronáuticos e motores de foguete de combustível sólido. Há também uma divergência de atribuição: no momento da publicação, militares ucranianos não haviam comentado oficialmente os ataques da noite de 7 de setembro, embora Zelensky tenha reivindicado separadamente os ataques em Ryazan, Perm, Tartaristão, Kursk e no Mar Negro.
Contexto
A Lukoil-Permnefteorgsintez pertence ao grupo Lukoil e está localizada em Perm, a mais de 1.600 km da fronteira com a Ucrânia. Perm já havia sido atingida por drones em 21 de agosto; naquele ataque, uma unidade primária de destilação atmosférica a vácuo da refinaria foi provavelmente danificada, e Zelensky confirmou um ataque ucraniano à refinaria e ao aeródromo militar de Marynivka. Em 2 de setembro, um incêndio separado atingiu a fábrica de motores de foguetes Proton-PM em Perm. Após o ataque de 21 de agosto, o aeroporto Bolshoye Savino, em Perm, recebeu restrições temporárias a pousos e decolagens.