Zelensky anuncia encontro com Trump na terceira semana de setembro e quer discutir mísseis antibalísticos
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em 8 de setembro que espera se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terceira semana de setembro. O tema central será o fornecimento de mísseis antibalísticos americanos, segundo Zelensky. O anúncio ocorre após uma grande ataque russo a Kiev na noite de 7 e 8 de setembro, no qual a maioria dos mísseis balísticos não foi interceptada, e depois da visita a Kiev dos enviados especiais americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.
Pontos principais
- Zelensky anunciou em 8 de setembro que espera se encontrar com Trump na terceira semana de setembro.
- O principal tema previsto para o encontro é o fornecimento de mísseis antibalísticos americanos à Ucrânia.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, confirmou que uma reunião pessoal entre Zelensky e Trump foi preliminarmente acordada para o final deste mês.
- O ataque russo a Kiev na noite de 7 e 8 de setembro utilizou cerca de 180 alvos aéreos — incluindo mísseis balísticos Oniks, Iskander-M/S-400/KN-23, 32 mísseis de cruzeiro Kh-101 e 166 drones — dos quais cerca de 90% foram destruídos.
- A Ucrânia afirma que recebeu neste ano três vezes menos mísseis para defesa antibalística do que no ano anterior, com parceiros citando o conflito no Oriente Médio como motivo oficial.
- Os enviados especiais americanos Steve Witkoff e Jared Kushner visitaram Kiev em 6 de setembro e foram informados em detalhes sobre as necessidades de defesa antibalística da Ucrânia.
- Zelensky afirmou que Ucrânia e EUA avançam rumo a um formato trilateral de negociação (Ucrânia-EUA-Rússia), com possíveis locais incluindo Emirados Árabes Unidos, Suíça ou Turquia.
Por que importa
A reunião seria o primeiro encontro pessoal entre Zelensky e Trump desde a reunião na Casa Branca em 28 de julho e acontece em meio a uma ofensiva diplomática intensificada que envolve os enviados especiais Witkoff e Kushner. O pedido central da Ucrânia — mísseis interceptores antibalísticos americanos — responde ao que Zelensky descreve como um déficit agudo, evidenciado pelo ataque massivo russo a Kiev na noite de 7 e 8 de setembro, no qual a maioria dos mísseis balísticos não pôde ser interceptada. O encontro coincide com a semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU, que abre em 22 de setembro em Nova York, vinculando a agenda bilateral à diplomacia multilateral mais ampla. As discussões caminham para um formato trilateral Ucrânia-EUA-Rússia, com possíveis locais incluindo Emirados Árabes Unidos, Suíça ou Turquia, o que indica uma possível expansão das trilhas de negociação.
O que aconteceu
Em 8 de setembro, o presidente Zelensky anunciou que espera se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, na terceira semana de setembro, com o fornecimento de mísseis antibalísticos americanos como tema central. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, confirmou que uma reunião pessoal foi preliminarmente acordada para o final deste mês, com a abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, em 22 de setembro, citada como um possível local. Zelensky também afirmou que Ucrânia e EUA estão avançando rumo a um formato trilateral de negociação que incluiria a Rússia, com possíveis locais para a próxima reunião incluindo Emirados Árabes Unidos, Suíça ou Turquia. A diplomacia que antecedeu o anúncio incluiu a visita dos enviados especiais americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou em 5 de setembro para conversas com Vladimir Putin e depois a Kiev em 6 de setembro, quando foram informados em detalhes sobre as necessidades antibalísticas da Ucrânia. Durante essas visitas, Ucrânia e Rússia concordaram com uma moratória mútua de três dias sobre ataques às respectivas capitais. Após o ataque russo em grande escala a Kiev na noite de 7 e 8 de setembro, Zelensky disse que cerca de 180 alvos aéreos foram lançados e cerca de 90% foram destruídos, com mais de 30 mísseis de cruzeiro abatidos, mas a maioria dos mísseis balísticos não pôde ser interceptada. Zelensky também revelou que a Ucrânia está desenvolvendo um programa antibalístico próprio chamado "Freya" e espera apoio dos EUA e da Europa.
O que dizem as fontes ucranianas
As fontes ucranianas centralizam a cobertura do encontro anunciado na necessidade urgente de mísseis interceptores antibalísticos americanos, enquadrando-o como resposta ao ataque de 7 e 8 de setembro a Kiev e a um declínio documentado nas entregas. O trabalho diplomático dos enviados Witkoff e Kushner é destacado, e a moratória sobre ataques às capitais é apresentada como um resultado concreto de sua visita. A imprensa ucraniana detalha o programa antibalístico nacional "Freya" e o pedido de Zelensky por apoio americano e europeu. Itens da agenda bilateral são reportados a partir do briefing do Ministério das Relações Exteriores, incluindo um 'plano de prosperidade', garantias de segurança, um acordo sobre drones e defesa aérea adicional. A reportagem do Financial Times sobre a recusa de Trump em fornecer 300 mísseis Patriot é enquadrada como uma restrição imposta pelas preocupações com os estoques americanos e pelo Oriente Médio, embora se busque entregas parciais, como sistemas Crotale e mísseis AIM para NASAMS.
O que dizem as fontes internacionais
A única fonte não ucraniana — a agência azerbaijana APA, em inglês — registra o encontro Zelensky-Trump de setembro em termos neutros como preparação para uma reunião pessoal, sem a agenda detalhada e o enquadramento sobre o déficit de mísseis que predominam na cobertura ucraniana.
Onde as versões divergem
Os números de vítimas do ataque a Kiev em 8 de setembro divergem entre fontes: a Forbes Ukraine e a NV relatam 2 mortos e 10 feridos, enquanto outras fontes relatam ao menos 2 mortos e 12 feridos.
Contexto
Os enviados especiais americanos Steve Witkoff e Jared Kushner visitaram Moscou em 5 de setembro para conversas com Vladimir Putin e depois Kiev em 6 de setembro para conversas com Zelensky, marcando a primeira visita deles a Kiev desde o início do segundo mandato de Trump. Durante a visita dos enviados, Ucrânia e Rússia concordaram com uma moratória mútua de três dias sobre ataques às respectivas capitais. Witkoff afirmou após as reuniões em Moscou e Kiev que houve 'progresso substancial' no processo de paz e que as partes concordaram com um cronograma para conversas trilaterais adicionais. Kushner disse em Kiev que Trump busca não apenas o fim da guerra, mas também uma paz de longo prazo, e que encerrar a guerra antes do inverno não está garantido. Zelensky afirmou que a Ucrânia está preparando seu próprio programa antibalístico chamado 'Freya' e conta com apoio dos EUA e de parceiros europeus. O Financial Times relatou que Trump recusou o pedido ucraniano de 300 mísseis Patriot para preservar os estoques americanos em meio a preocupações com um potencial conflito com o Irã; a Ucrânia também havia pedido a tecnologia de produção do Patriot, que Trump inicialmente quase aceitou, mas depois recuou. Segundo Zelensky, a Ucrânia recebeu três vezes menos mísseis antibalísticos este ano do que no anterior, com parceiros citando o conflito no Oriente Médio como motivo oficial; parceiros confirmaram entregas de vários sistemas de defesa aérea Crotale e mísseis AIM para NASAMS. Possíveis temas bilaterais listados pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Heorhii Tykhyi, incluem capacidades adicionais de defesa aérea, um 'plano de prosperidade', garantias de segurança e um acordo sobre drones. Possíveis temas trilaterais mencionados por Zelensky incluem exportações de energia e grãos, com a trilha humanitária — sobretudo trocas de prisioneiros — apontada como prioridade principal. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia confirmou que uma reunião pessoal Zelensky-Trump foi preliminarmente acordada para o final deste mês, com o programa de participação da delegação ucraniana no segmento de alto nível da Assembleia Geral da ONU ainda em elaboração.