Drone russo atinge trem próximo à fronteira com a Polônia
Um drone russo atingiu um trem na região da fronteira entre Ucrânia e Polônia em 13 de setembro de 2026, no mesmo ponto em que pouco antes havia passado um trem diplomático com líderes europeus, entre eles os ex-primeiros-ministros Boris Johnson, Carl Bildt e Sanna Marin. Ninguém morreu no ataque. O incidente ocorre em meio a uma série de ataques russos a postos de fronteira e infraestrutura ferroviária ucraniana.
Pontos principais
- Em 13 de setembro de 2026, drones russos atingiram duas vezes a região do posto de controle de Yahodyn, na fronteira com a Polônia.
- O drone acertou a locomotiva de um trem que seguia de Kiev a Varsóvia; não houve vítimas.
- Pouco antes, um trem diplomático havia cruzado para a Polônia com ex-primeiros-ministros e autoridades europeias, incluindo Johnson, Bildt e Marin.
- Ukrzaliznytsia não descartou que o trem diplomático (YES Express) tenha sido o alvo do ataque.
- O chanceler alemão Friedrich Merz tinha como assessor no trem Günter Sautter.
- O atacante foi descrito como um drone 'mesh-shahed', operando com rede de repetidores.
- Em 15 de setembro, o chanceler Andrii Sybiha afirmou que mais de 500 locomotivas foram danificadas ou destruídas desde o início da invasão em larga escala.
Por que importa
O ataque ocorre em um trecho da fronteira com um país membro da OTAN e da UE, segundos depois de um trem diplomático com ex-líderes europeus ter passado pelo local. Kiev e outros países europeus passaram a utilizar trens especiais noturnos entre a Polônia e a Ucrânia porque o espaço aéreo ucraniano está fechado há anos; o incidente levanta preocupações sobre a segurança dessa rota e pode limitar o trânsito de autoridades ocidentais ao país.
O que aconteceu
Em 13 de setembro de 2026, a região do posto de controle de Yahodyn, na fronteira entre Ucrânia e Polônia, foi alvo de dois ataques com drones russos. Primeiro, drones atingiram caminhões e um posto de gasolina na redondeza. Algumas horas depois, um drone atingiu a locomotiva de um trem de passageiros que seguia de Kiev a Varsóvia, a cerca de dois quilômetros da fronteira. Ninguém se feriu, segundo a Ukrzaliznytsia. Pouco antes da segunda explosão, um trem diplomático que transportava participantes da conferência Yalta European Strategy (YES), incluindo ex-primeiros-ministros, assessores de segurança de Estados-membros da UE e autoridades como o ex-diretor da CIA David Petraeus, havia cruzado a fronteira em direção à Polônia, antecipando o horário previsto. O deputado holandês do Parlamento Europeu Reinier van Lanschot, que estava no trem diplomático, relatou que o drone atingiu o ponto exato onde eles tinham estado minutos antes. A Ukrzaliznytsia não descartou que o alvo tenha sido o YES Express. Em 15 de setembro, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que mais de 500 locomotivas foram danificadas ou destruídas na Ucrânia desde o início da invasão em larga escala e pediu aos parceiros que ajudem a repor o material rodante.
O que dizem as fontes ucranianas
Kiev descreve o ataque como parte de uma campanha russa sistemática contra trens em circulação nos últimos meses e contra postos de fronteira ucranianos. A Ukrzaliznytsia citou, em particular, o ataque a 9 de setembro de 2026 ao posto de Starokozache, na fronteira com a Moldávia, que matou duas pessoas e feriu três, além de ataques anteriores ao complexo de Orlivka, na fronteira com a Romênia. Sybiha pediu aos parceiros a substituição do equipamento ferroviário perdido.
O que dizem as fontes internacionais
Fontes europeias destacaram que pouco antes do ataque um trem diplomático havia cruzado para a Polônia com ex-líderes europeus e assessores de segurança de Estados-membros da UE. A Alemanha anunciou que não haveria mais viagens de trem de altos funcionários à Ucrânia até que a situação de segurança pudesse ser melhor avaliada. A Otan e a UE não comentaram diretamente o episódio nesta síntese.