Evento: 25 de setembro · Publicado em

Reino Unido corta em 70% pagamentos do programa "Homes for Ukraine" a partir de janeiro de 2027

O governo do Reino Unido anunciou o corte de 70% no financiamento do programa "Homes for Ukraine", reduzindo o pagamento mensal a anfitriões de £350 para £100 e diminuindo a verba repassada a prefeituras por pessoa acolhida. As mudanças entram em vigor em 1º de janeiro de 2027. O programa, criado após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, já apoiou 181 mil dos 234 mil ucranianos que buscaram refúgio no país.

Pontos principais

  • Financiamento do programa "Homes for Ukraine" cortado em 70%
  • Pagamento mensal a anfitriões cai de £350 para £100
  • Verba por chegada repassada a prefeituras reduzidas de £5.900 para £3.300
  • Mudanças entram em vigor em 1º de janeiro de 2027
  • Anfitriões poderão se tornar locadores e cobrar aluguel dos refugiados
  • Programa já atendeu 181 mil dos 234 mil ucranianos refugiados no Reino Unido
  • Governo britânico afirma que o programa segue aberto e que foram alocados mais de £1,81 bilhão ao esquema

Por que importa

O corte atinge um dos maiores programas britânicos de apoio a ucranianos deslocados pela guerra e altera a relação entre anfitriões e refugiados, já que os hospedeiros poderão se tornar locadores e cobrar aluguel. Grupos vulneráveis, como pessoas idosas e com problemas de saúde, correm o risco de perder moradia gratuita. A mudança também sinaliza uma reorientação do governo do Reino Unido, que deixa de tratar o esquema como resposta emergencial e o reorganiza como apoio de longo prazo.

O que aconteceu

O governo do Reino Unido anunciou a redução de 70% no financiamento do programa "Homes for Ukraine". Os pagamentos mensais feitos a anfitriões cairão de £350 para £100, e a verba repassada às prefeituras por cada pessoa acolhida diminuirá de £5.900 para £3.300. As novas regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2027. Uma das possibilidades previstas é que anfitriões passem a atuar como locadores e cobrem aluguel dos refugiados ucranianos. O Ministério da Habitação, Comunidades e Governo Local do Reino Unido afirmou que o objetivo é transformar o programa de um mecanismo de resposta emergencial em um sistema mais sustentável, e que a porta do esquema segue aberta. A decisão provocou preocupação entre ucranianos e famílias anfitriãs diante do risco de que idosos e pessoas com problemas de saúde percam moradia gratuita por não conseguirem arcar com aluguel.

O que dizem as fontes internacionais

A cobertura internacional apresenta a decisão como uma reformulação de longo prazo, e não como uma retirada. O Ministério da Habitação, Comunidades e Governo Local britânico enquadrou as mudanças como a transição de uma resposta emergencial para um sistema mais sustentável, com o esquema permanecendo aberto. Os veículos destacam ainda que anfitriões poderão se tornar locadores e cobrar aluguel, descrevendo a política como um redesenho estrutural. O total de £1,81 bilhão já alocado é citado como contexto para sustentar o argumento do governo de que a redução é viável.

Contexto

O programa "Homes for Ukraine" foi lançado após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022. Desde então, prestou apoio a 181 mil dos 234 mil ucranianos que buscaram refúgio no Reino Unido. O governo britânico afirma ter destinado mais de £1,81 bilhão ao esquema.