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IAEA: novos ataques perto da usina nuclear de Zaporizhzzyia; Grossi negocia oitavo cessar-fogo local

A AIEA relatou ataques com drones nas proximidades da Usina Nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP), ocupada pela Rússia, que danificaram transformadores da Usina Térmica de Zaporizhzhia (ZTES), essenciais para o fornecimento externo de energia da central nuclear. Um ataque em 22 de setembro também desativou uma estação de monitoramento de radiação fora do sítio da ZNPP. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, está negociando com ambas as partes um novo cessar-fogo localizado para viabilizar obras de reparo — o oitavo desse tipo intermediado pela agência.

Pontos principais

  • A AIEA registrou ataques nos dias 19, 20 e 27 de setembro nas proximidades da Usina Térmica de Zaporizhzhia (ZTES).
  • Os ataques danificaram transformadores críticos para o fornecimento externo de energia da Usina Nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP).
  • Em 22 de setembro, um ataque desativou uma estação de monitoramento de radiação instalada fora do sítio da ZNPP, reduzindo a capacidade de acompanhar os níveis de radiação.
  • O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, negocia com as duas partes um cessar-fogo localizado para permitir reparos na ZTES — o oitavo desse tipo intermediado pela AIEA.
  • Em 7 de setembro, engenheiros de energia ucranianos religaram a linha 'Ferosplavna-1', que fornece energia externa à ZNPP.
  • A ZNPP está sob ocupação russa desde o início de março de 2022, e uma missão da AIEA está presente no local desde setembro de 2022.
  • Um funcionário da ZNPP morreu durante ataques a Enerhodar.

Por que importa

Os transformadores danificados na Usina Térmica de Zaporizhzhia são essenciais para o fornecimento externo de energia da ZNPP, e a central já perdeu energia externa repetidamente durante a guerra — o que a obrigou, em alguns episódios, a operar com geradores a diesel. A queda de uma estação de monitoramento de radiação limita a capacidade da AIEA de acompanhar os níveis de radiação nas proximidades da planta. A necessidade de negociar um oitavo cessar-fogo localizado mostra que o risco à segurança nuclear no local é recorrente, e o apelo público de Grossi reforça a urgência de conter ataques perto da ZNPP.

O que aconteceu

A AIEA informou que a Usina Térmica de Zaporizhzhia (ZTES), vizinha à Usina Nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP), foi atingida em ataques nos dias 19, 20 e 27 de setembro. Os ataques danificaram transformadores considerados críticos para o fornecimento externo de energia à ZNPP. Em 22 de setembro, uma estação de monitoramento de radiação localizada fora do sítio da ZNPP foi desativada por um ataque, reduzindo a capacidade de monitorar a radiação na região. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que está negociando com ambas as partes um novo cessar-fogo localizado para possibilitar reparos na ZTES — o oitavo acordo desse tipo intermediado pela AIEA para restabelecer o fornecimento externo de energia à ZNPP — e que a medida deve entrar em vigor o mais rápido possível. Grossi declarou ainda que ataques que ameaçam a segurança nuclear permanecem inaceitáveis e devem cessar imediatamente, e que todas as partes devem exercer máxima contenção militar perto da planta e de sua infraestrutura energética.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura em língua ucraniana apresenta os ataques como uma ameaça à segurança nuclear da ZNPP ocupada e destaca os danos aos transformadores da ZTES e a perda da estação de monitoramento de radiação. As reportagens sublinham o caráter recorrente do risco, lembrando que a ZNPP já perdeu energia externa várias vezes durante a guerra e que o cessar-fogo em negociação seria o oitavo promovido pela AIEA para restabelecer esse fornecimento. A imprensa ucraniana também enfatiza o trabalho dos profissionais de energia do país, como a religação, em 7 de setembro, da linha externa 'Ferosplavna-1' que alimenta a ZNPP, destacando o papel da Ucrânia em manter a planta suprida apesar da ocupação.

Onde as versões divergem

A responsabilidade pelos ataques individuais perto da ZNPP e da ZTES não está estabelecida nos fatos disponíveis: a AIEA registra os ataques e os danos, mas não atribui a autoria dos drones nos incidentes citados. Em um episódio anterior, em 30 de maio, a Rosatom afirmou que forças ucranianas teriam atingido com um drone a sala de máquinas da Unidade 6 da ZNPP, acusação negada pelo agrupamento 'Sul' das Forças Armadas da Ucrânia — a AIEA inspecionou o local, encontrou danos e fragmentos de drone, porém também não atribuiu a autoria.

Contexto

A Rússia ocupa a Usina Nuclear de Zaporizhzhia desde o início de março de 2022 e a mantém sob seu controle desde então; uma missão da AIEA está presente na ZNPP desde setembro de 2022. Segundo a reportagem disponível, a ZNPP sofreu 15 blecautes desde o início do ano em que perdeu a energia externa e passou a operar com geradores a diesel. O blecaute mais longo durou cerca de um mês, entre 23 de setembro e 23 de outubro de 2025, após um ataque russo. Em 7 de setembro de 2026, engenheiros de energia ucranianos restabeleceram a operação da linha 'Ferosplavna-1', que fornece energia externa à ZNPP. Durante ataques a Enerhodar, um funcionário da ZNPP morreu.