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Destroços de drones russos caem em quatro distritos da Moldávia durante ataque à Ucrânia

Na manhã de 3 de outubro, destroços de drones e possíveis mísseis foram encontrados em quatro distritos da Moldávia após moradores relatarem explosões. Não houve vítimas. O incidente ocorreu durante um grande ataque aéreo russo contra a Ucrânia, e a presidente Maia Sandu afirmou que a guerra está "se aproximando perigosamente" do país.

Pontos principais

  • Destroços foram encontrados nos distritos de Causeni, Stefan Voda, Hincesti e Anenii Noi, a 6–120 km da fronteira com a Ucrânia.
  • O Serviço de Operações Aéreas do Exército Nacional da Moldávia registrou a entrada de cinco drones entre 07h45 e 08h00; uma sexta incursão não autorizada foi registrada às 08h04–08h05.
  • Não houve vítimas nem feridos; a polícia e o Exército Nacional foram aos locais para documentar os casos.
  • Moldovan Defence Minister Anatolie Nosatîi later clarified that the objects were missiles and drones, not five drones, as police had first reported.
  • O Ministério da Defesa da Moldávia afirmou que se tratava de dois drones e três mísseis, não cinco drones como informado inicialmente pela polícia.
  • A presidente Maia Sandu disse que "cinco meios russos de ataque aéreo, incluindo mísseis e drones Banderol, violaram nosso espaço aéreo e explodiram em nosso território".
  • Na noite de 3 de outubro, a Rússia lançou 157 drones contra a Ucrânia — 45 deles a jato — e a defesa aérea ucraniana abateu ou suprimiu 131.

Por que importa

Múltiplos meios russos de ataque aéreo entraram e explodiram no território de um Estado vizinho não beligerante durante um ataque à Ucrânia. A presidente Maia Sandu declarou publicamente que a guerra está "se aproximando perigosamente" da Moldávia, elevando o peso diplomático do episódio. O incidente faz parte de uma série recente de incursões de drones russos no espaço aéreo moldavo entre o final de setembro e o início de outubro, e coincidiu com uma das maiores salvas noturnas de drones contra a Ucrânia (157 drones, 45 deles a jato), ilustrando como ataques à Ucrânia podem transbordar para países vizinhos.

O que aconteceu

Na manhã de 3 de outubro, o Serviço de Operações Aéreas do Exército Nacional da Moldávia registrou a entrada de cinco veículos aéreos não tripulados no espaço aéreo do país entre 07h45 e 08h00. Os drones foram detectados perto das localidades de Anenii Noi, Stefan Voda, Hincesti, Tudora e Causeni. A primeira chamada relatando explosões veio da cidade de Causeni às 07h50.

Destroços de drones foram encontrados em pelo menos cinco locais em quatro distritos: Causeni (incluindo nas imediações da cidade de Causeni e perto da vila de Konstantynivka, onde a explosão incendiou vegetação), Stefan Voda (perto da vila de Crocmaz, onde um drone caiu em um vinhedo ao lado de uma instalação agrícola, quebrando janelas de um prédio e iniciando um incêndio em vegetação seca), Hincesti (perto da vila de Dubrovka) e Anenii Noi (entre as vilas de Delacau e Puhaceni). Os destroços estavam a distâncias de aproximadamente 6 a 120 km da fronteira com a Ucrânia. Não houve vítimas.

Uma sexta incursão não autorizada foi registrada às 08h04, quando um objeto entrou no espaço aéreo moldavo vindo de Udobne, na região de Odesa, em direção à vila de Palanka, e saiu às 08h05 em direção à cidade ucraniana de Bilyaivka. O tipo de objeto não foi especificado.

Inicialmente, a polícia relatou fragmentos de drones em cinco locais; depois, o Ministério da Defesa esclareceu que se tratava de dois drones e três mísseis. O ministro da Defesa, Anatolie Nosatîi, afirmou que pelo menos um dos drones era a jato. A presidente Maia Sandu condenou o ataque russo à Ucrânia e disse que "cinco meios russos de ataque aéreo, incluindo mísseis e drones Banderol, violaram nosso espaço aéreo e explodiram em nosso território", acrescentando que a guerra está "se aproximando perigosamente" da Moldávia.

O episódio ocorreu em meio a uma grande salva russa de drones contra a Ucrânia na noite de 3 de outubro: a Força Aérea ucraniana relatou 157 drones lançados, 45 deles a jato, com 131 derrubados ou suprimidos pela defesa aérea. Mais cedo naquela manhã, a Força Aérea da Ucrânia havia relatado um ataque com drones a jato e munições Banderol contra a região de Odesa, que faz fronteira com a Moldávia.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre a composição do que caiu na Moldávia. Relatos iniciais da polícia descreveram os destroços como fragmentos de pelo menos cinco drones, encontrados em cinco locais. Posteriormente, o Ministério da Defesa e o ministro Anatolie Nosatîi esclareceram que se tratava de dois drones e três mísseis, não cinco drones, e que pelo menos um dos drones era a jato. A presidente Maia Sandu, por sua vez, falou em "cinco meios russos de ataque aéreo, incluindo mísseis e drones Banderol".

Há também divergência sobre o número total de incursões no espaço aéreo moldavo naquela manhã: o Serviço de Operações Aéreas registrou cinco drones entre 07h45 e 08h00, mas uma sexta incursão não autorizada (objeto não identificado) foi registrada às 08h04–08h05, totalizando cinco ou seis violações conforme a fonte.

Contexto

Os quatro distritos afetados — Causeni, Stefan Voda, Hincesti e Anenii Noi — ficam relativamente próximos da fronteira com a Ucrânia, com destroços encontrados a 6–120 km dela. A incursão de 3 de outubro foi precedida por outras semelhantes: em 24 de setembro, um drone Geran-4 explodiu no ar no distrito de Briceni após colidir com árvores; em 30 de setembro, um drone a jato caiu perto da vila de Hîrbovăț, no distrito de Anenii Noi, e explodiu a cerca de 40 metros de altura após atingir um poste de linha de comunicação — no mesmo dia, outro drone sobrevoou a Moldávia, provocando o fechamento parcial do espaço aéreo, e o Ministério da Defesa relatou três violações em 24 horas; em 1º de outubro, um drone russo Geran-4 explodiu perto de uma rodovia na Moldávia, abrindo uma cratera.

Naquela manhã, a Força Aérea da Ucrânia havia relatado um ataque contra a região de Odesa, que faz fronteira com a Moldávia, usando drones a jato e munições Banderol. Os drones russos usados nesses incidentes são tipicamente aparelhos do tipo Shahed, de projeto iraniano, produzidos na Rússia sob a designação Geran, com a variante Geran-4 equipada com motor turbojato.