Embaixador da Ucrânia na ONU cita aumento de 55% em baixas civis e pede resolução contra a Rússia
O representante permanente da Ucrânia na ONU, Andriy Melnyk, discursou em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira, citando dados de observadores da ONU que apontam 2.222 civis mortos e mais de 13.000 feridos na Ucrânia nos primeiros oito meses de 2026 — um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior. Melnyk pediu aos membros do Conselho que aprovassem uma resolução obrigando a Rússia a encerrar a guerra, cessar as mortes diárias de civis e retirar suas tropas do território ucraniano. Também foi mencionado um recente ataque com mísseis russos a Pryluky, do qual foi resgatada uma menina de 5 anos chamada Zoryana.
Pontos principais
- Reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU foi realizada na sexta-feira (10 de outubro) devido à intensificação das ações russas contra a Ucrânia.
- Observadores da ONU citados por Melnyk registram 2.222 civis mortos e mais de 13.000 feridos na Ucrânia nos primeiros oito meses de 2026.
- O total de baixas civis nos primeiros oito meses de 2026 representa um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior.
- Melnyk pediu uma resolução do Conselho que force a Rússia a pôr fim à guerra, parar as mortes diárias de civis e retirar tropas.
- Melnyk afirmou que a Rússia não vencerá a guerra por causa de seus fracassos na linha de frente e do peso dos gastos militares.
- Foi mencionado no encontro um recente ataque com mísseis russos a Pryluky, do qual foi resgatada uma menina de 5 anos chamada Zoryana.
Por que importa
A sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU sinaliza a gravidade atribuída aos recentes eventos na Ucrânia. Os números citados por observadores da ONU mostram um aumento acentuado de mortes e feridos civis em comparação com o ano anterior, e um ataque russo específico a Pryluky foi levantado como catalisador da sessão. O elemento humano — o resgate de uma criança pequena — foi destacado ao lado das estatísticas de baixas, dando rosto pessoal ao debate diplomático.
O que aconteceu
O representante permanente da Ucrânia na ONU, Andriy Melnyk, discursou em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira, relacionada à intensificação das ações russas contra a Ucrânia. Citando observadores da ONU, Melnyk apresentou dados de 2.222 civis mortos e mais de 13.000 feridos na Ucrânia nos primeiros oito meses de 2026 — um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ele pediu aos membros do Conselho de Segurança que aprovassem uma resolução obrigando a Rússia a encerrar a guerra, parar as mortes diárias de civis e retirar suas tropas do território ucraniano.
Melnyk afirmou que os ucranianos não podem aceitar a abordagem puramente procedimental do Conselho diante da guerra e que a Rússia não a vencerá, apontando os fracassos de Moscou na linha de frente e o colapso gradual de sua economia sob o peso dos gastos militares. Segundo ele, os gastos de guerra da Rússia já alcançaram 12% do produto econômico total e absorvem quase metade do orçamento federal. Melnyk também manifestou a esperança de que enviar membros do Conselho a Kiev para testemunhar os eventos pessoalmente os ajude a reconhecer a responsabilidade pela inação.
No encontro, foi mencionado um recente ataque com mísseis russos a Pryluky, do qual foi resgatada uma menina de 5 anos chamada Zoryana. Também foi citado que, em média, 400 civis morrem ou são feridos por semana na Ucrânia.
O que dizem as fontes ucranianas
A fonte em língua ucraniana destaca ao lado dos números de baixas uma criança ucraniana sobrevivente nominalmente identificada e um ataque específico a uma cidade ucraniana, personalizando a discussão diplomática. Esse enquadramento dá dimensão humana concreta aos dados agregados apresentados a um órgão internacional.