Detido suspeito russo do assassinato de cinco soldados ucranianos em Kharkiv
Em 13 de outubro, um homem armado com fuzil automático matou cinco soldados da 72ª Brigada Mecanizada Independente que estavam em uma casa particular na vila de Kutuzivka, distrito de Kharkiv. No dia seguinte, a polícia deteve em um dos distritos da cidade de Kharkiv um suspeito identificado como Leonid Ryzhykov, de 36 anos, natural de São Petersburgo e soldado do 2º Batalhão do 1009º Regimento de Fuzileiros Motorizados das Forças Armadas da Rússia. O suspeito foi notificado sob a acusação de violação das leis e costumes de guerra, e também é investigado pelo assassinato de um pescador civil de 60 anos.
Pontos principais
- Em 13 de outubro, cinco soldados da 72ª Brigada Mecanizada Independente foram mortos a tiros de fuzil automático em uma casa particular na vila de Kutuzivka, distrito de Kharkiv.
- No dia seguinte, a polícia deteve em um dos distritos de Kharkiv um suspeito de 36 anos, cidadão russo nascido em São Petersburgo.
- O suspeito foi identificado como Leonid Ryzhykov, soldado do 2º Batalhão do 1009º Regimento de Fuzileiros Motorizados das Forças Armadas da Rússia.
- Ryzhykov foi notificado sob a Parte 2 do Artigo 438 do Código Penal da Ucrânia (violação das leis e costumes de guerra que resultou em morte), com pena prevista de 10 a 15 anos de prisão ou prisão perpétua.
- A investigação apura se o suspeito também matou um pescador civil de 60 anos na comunidade de Tsyrkuny, a quem teria dado um tiro na cabeça antes de atacar os soldados.
- A detenção ocorreu em menos de 24 horas após o crime, com participação da polícia, serviço de aplicação da lei militar, SBU, Ministério Público e Guarda Nacional.
- A investigação trabalha com a hipótese de ligação do atacante a um grupo russo de reconhecimento e sabotagem (DRG).
Por que importa
O caso aprofunda a preocupação com a atividade de grupos russos de reconhecimento e sabotagem (DRG) em território controlado pela Ucrânia, e amplia o impacto humano ao incluir a morte de um civil. O tratamento jurídico sob o Artigo 438, relativo a violações das leis e costumes de guerra, sinaliza que a Ucrânia enquadra o ataque como um possível crime de guerra, e não apenas como homicídio comum. A rápida identificação e detenção do suspeito, em menos de 24 horas, foi destacada pelas autoridades como resultado de uma operação coordenada de várias agências.
O que aconteceu
Em 13 de outubro, um homem vestido com roupas civis entrou em uma casa particular na vila de Kutuzivka, distrito de Kharkiv, onde cinco soldados da 72ª Brigada Mecanizada Independente (nomeada em homenagem aos Zaporozhianos Negros) estavam temporariamente hospedados. Ele abriu fogo com um fuzil automático, matando todos os cinco. O atirador fugiu do local, abandonou a arma e seguiu em direção a Kharkiv por uma faixa de mata. No mesmo dia, segundo a investigação, ele havia matado um pescador local de 60 anos na comunidade de Tsyrkuny, com um tiro na cabeça, supostamente por medo de ser reconhecido. Na noite de 14 de outubro, a polícia deteve em um dos distritos de Kharkiv um suspeito de 36 anos, nascido em São Petersburgo, identificado como Leonid Ryzhykov, soldado do 2º Batalhão do 1009º Regimento de Fuzileiros Motorizados das Forças Armadas da Rússia. Ele foi notificado sob a Parte 2 do Artigo 438 do Código Penal da Ucrânia, relativo a violação das leis e costumes de guerra, com pena de 10 a 15 anos de prisão ou prisão perpétua. A polícia também apura sua possível participação na morte do pescador. O caso foi aberto em 14 de outubro sob a supervisão da Promotoria do Distrito de Kharkiv, com base na Parte 2 do Artigo 115 (homicídio intencional de duas ou mais pessoas).
O que dizem as fontes ucranianas
A cobertura ucraniana enfatiza a dimensão do ataque contra soldados da 72ª Brigada Mecanizada que descansavam em uma residência particular, e destaca como versão principal da investigação a hipótese de que o autor seria membro de um grupo russo de reconhecimento e sabotagem (DRG). As reportagens dão grande destaque à rápida prisão do suspeito, Leonid Ryzhykov, em menos de 24 horas, e à notificação sob o Artigo 438, que trata de violações das leis e costumes de guerra, enquadrando o caso como crime de guerra. A morte do pescador civil de 60 anos é apresentada como parte do mesmo caso, ampliando o impacto humano. A operação envolveu a Polícia Nacional, o Serviço de Aplicação da Lei Militar, o SBU, o Ministério Público e a Guarda Nacional, e foi descrita como resultado de uma ação coordenada entre as agências.
O que dizem as fontes internacionais
A única fonte não ucraniana identificada na síntese, uma agência do Azerbaijão em inglês, apresenta o caso de forma mais resumida, como o ato de um prisioneiro de guerra russo que teria matado cinco soldados ucranianos na região de Kharkiv. O foco recai sobre o status do suspeito como prisioneiro de guerra russo e nos fatos básicos do assassinato, sem destacar a posterior detenção, a hipótese de ligação com uma DRG ou a morte do civil.
Onde as versões divergem
As primeiras reportagens, baseadas em fontes anônimas, indicavam que dois homens desconhecidos teriam realizado o ataque na casa particular, e algumas versões chegaram a descrever o autor como um militar russo que teria fugido de cativeiro. Reportagens posteriores, com base em informações oficiais da investigação, identificam um único suspeito detido, Leonid Ryzhykov, embora a polícia siga procurando um possível segundo participante. Há também divergência sobre como o atacante teria chegado às linhas ucranianas: versões iniciais falavam em fuga de cativeiro, enquanto a narrativa oficial posterior descreve que ele desertou de sua posição perto da vila de Starytsia, no distrito de Chuhuiv, entre 5 e 6 de outubro, e seguiu a pé até Kharkiv. Por fim, uma matéria localiza o ataque na vila de Momotove, enquanto a maioria das fontes aponta a vila de Kutuzivka, no distrito de Kharkiv.
Contexto
A 72ª Brigada Mecanizada Independente das Forças Armadas da Ucrânia leva o nome dos Zaporozhianos Negros (Chorni Zaporozhtsi). A vila de Kutuzivka fica no distrito de Kharkiv, na região de mesmo nome. A Polícia Nacional e a Promotoria-Geral da Ucrânia já atribuíram em outras ocasiões incidentes em áreas de retaguarda à atividade de grupos russos de reconhecimento e sabotagem, mas também costumam verificar explicações alternativas, como a presença de militares russos que fugiram de cativeiro.