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Rússia lança maior ataque com drones contra Kirovohrad desde o início da invasão em larga escala

Na noite de 14 para 15 de outubro, a Rússia realizou o maior ataque com drones à região de Kirovohrad desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, lançando cerca de 360 drones ao longo de mais de 10 horas. Os ataques mataram três moradores de Kropyvnytskyi e feriram seis; o centro logístico da rede de supermercados Faino Market foi totalmente destruído.

Pontos principais

  • Maior ataque com drones à região de Kirovohrad desde o início da invasão em larga escala
  • Cerca de 360 drones russos lançados sobre a região; ataque durou mais de 10 horas
  • Três mortos em Kropyvnytskyi e seis feridos, cinco hospitalizados
  • 26 locais atingidos na região, segundo a administração militar; 33 trens de passageiros atrasados
  • Centro logístico da rede Faino Market destruído em Kropyvnytskyi
  • Ataque fez parte de bombardeio nacional da Rússia com 580 drones e dois mísseis Kh-59; defesa ucraniana derrubou 536 alvos

Por que importa

O ataque é oficialmente descrito como o mais massivo já lançado contra Kirovohrad desde o início da invasão em larga escala e representou um peso desproporcional sobre Kropyvnytskyi, matando civis e danificando infraestruturas críticas, armazéns e áreas residenciais. Além do custo humano, o bombardeio destruiu o centro logístico da rede Faino Market, prejudicando o abastecimento de lojas, e interrompeu o tráfego ferroviário de passageiros pela região, no contexto de uma das maiores ofensivas noturnas com drones já registradas no país.

O que aconteceu

Na noite de 14 para 15 de outubro de 2026, forças russas lançaram cerca de 360 drones sobre a região de Kirovohrad, em um ataque que durou mais de 10 horas e é considerado o maior já realizado contra a região desde o início da invasão em larga escala. Os alvos incluíram infraestruturas críticas, empresas de transporte, instalações logísticas, armazéns e edifícios residenciais, com Kropyvnytskyi concentrando a maior parte dos danos.

Em Kropyvnytskyi, drones atingiram territórios de empresas, centros logísticos, depósitos, prédios residenciais e áreas adjacentes, provocando incêndios; infraestruturas de transporte também foram atingidas nos distritos de Kropyvnytskyi e Novoukrainka, com incêndios e danos a casas, áreas próximas e veículos. Além da capital regional, foram atingidas as cidades de Znamianka, Oleksandriia e Pomichna — e, segundo um relato, também Svitlovodsk.

O ataque matou três moradores de Kropyvnytskyi e deixou seis feridos, cinco dos quais hospitalizados. Um dos alvos foi o centro logístico da rede de supermercados Faino Market em Kropyvnytskyi, totalmente destruído por drones kamikaze; funcionários da empresa morreram no ataque, embora o número não tenha sido divulgado. Em Znamianka, uma casa residencial foi destruída e outras oito residências e um prédio de três andares (convertido de dormitório) foram danificados. Até as 11h30 de 15 de outubro, 197 pedidos de vistoria de imóveis haviam sido registrados em Kropyvnytskyi.

O chefe da Administração Militar da região de Kirovohrad, Andrii Raikovych, relatou o ataque e informou que 26 locais foram atingidos na região, enquanto o Serviço Estatal de Emergências (DSNS) registrou 25 locais. O tráfego ferroviário pela região também foi afetado: até o meio-dia de 15 de outubro, 33 trens de passageiros estavam atrasados em razão dos bombardeios.

O episódio fez parte de uma ofensiva aérea russa mais ampla em todo o país: durante a noite, a Rússia lançou dois mísseis guiados Kh-59 e 580 drones de ataque contra a Ucrânia, dos quais a defesa antiaérea ucraniana derrubou 536.

O que dizem as fontes ucranianas

Todas as fontes utilizadas são veículos e agências de mídia em língua ucraniana baseados na Ucrânia. A cobertura trata o evento como um ataque russo à Ucrânia, enfatizando a responsabilidade da Rússia e o custo humano, infraestrutural e comercial para a região de Kirovohrad e Kropyvnytskyi. As matérias privilegiam relatos oficiais ucranianos — principalmente do chefe da Administração Militar regional, Andrii Raikovych, e do Serviço Estatal de Emergências — e dão destaque à experiência de vítimas e empresas ucranianas, como o centro logístico destruído da Faino Market.

As fontes ucranianas sublinham os transtornos ao transporte civil (33 trens atrasados) e o bombardeio nacional mais amplo (580 drones, 536 derrubados), situando o ataque dentro da resposta da defesa antiaérea do país. As reportagens caracterizam o ataque como tendo alvejado deliberadamente infraestruturas civis e críticas e utilizam a expressão "o ataque mais massivo desde o início da invasão em larga escala".

Onde as versões divergem

Os relatos divergem sobre o número de locais atingidos em Kirovohrad: o Serviço Estatal de Emergências (DSNS) registrou 25 locais, enquanto a Administração Militar regional, por meio de Andrii Raikovych, informou 26. O conjunto de comunidades atingidas além de Kropyvnytskyi também varia: a maioria das fontes cita Znamianka, Oleksandriia e Pomichna, mas um relato inclui ainda Svitlovodsk. Por fim, ao longo da noite, houve relatos iniciais de duas mortes após o ataque à área adjacente de um prédio residencial em Kropyvnytskyi; o balanço final confirmado foi de três mortos na cidade.

Contexto

O chefe da Administração Militar da região de Kirovohrad, Andrii Raikovych, e o Serviço Estatal de Emergências (DSNS) foram as principais fontes oficiais que relataram o ataque e suas consequências. Raikovych afirmou que o ataque atingiu deliberadamente infraestruturas críticas, empresas de transporte, instalações logísticas e edifícios residenciais. Além de Kropyvnytskyi, foram atingidas as cidades de Znamianka, Oleksandriia, Pomichna e outras comunidades da região; Svitlovodsk também foi listada em alguns relatos. Em Znamianka, uma casa residencial foi totalmente destruída e outras residências e um prédio de três andares foram danificados. Até a manhã de 15 de outubro, 197 pedidos de vistoria de imóveis danificados haviam sido registrados em Kropyvnytskyi.