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Caças F-16 romenos derrubam dois drones que violaram espaço aéreo sobre o Mar Negro

Na noite de 17 de outubro, caças F-16 da Força Aérea da Romênia derrubaram dois drones não tripulados que violaram o espaço aéreo do país sobre o Mar Negro, nas proximidades da cidade de Sulina. As duas aeronaves, em missão de polícia aérea, haviam decolado da base aérea de Borcea. O Ministério da Defesa da Romênia reportou o incidente e notificou aliados da OTAN e parceiros da UE.

Pontos principais

  • Na noite de 17 de outubro, caças F-16 romenos derrubaram dois drones que violaram o espaço aéreo sobre o Mar Negro.
  • O primeiro drone entrou no espaço aéreo às 17h59 e foi abatido dois minutos depois, a cerca de 25 km a sudeste de Sulina.
  • O segundo drone foi destruído às 18h05, a aproximadamente 20 km a leste de Sulina, minutos após o primeiro.
  • Dois F-16 da Força Aérea Romena decolaram às 17h43 da base aérea de Borcea para a interceptação.
  • Radar detectou grupo de alvos aéreos a cerca de 120 km a leste da Ilha das Serpentes, movendo-se para o sudoeste.
  • A Romênia notificou aliados da OTAN e parceiros da UE sobre o incidente.
  • Por iniciativa da Romênia, reunião especial do Conselho do Atlântico Norte sobre defesa e dissuasão no Mar Negro será realizada em 21 de outubro.

Por que importa

A Romênia, membro da OTAN e da UE, foi obrigada a empregar aeronaves de combate para defender seu espaço aéreo contra drones não identificados, em incidente ocorrido no Mar Negro, onde a atividade de drones russos perto de território da OTAN tem sido recorrente. Bucareste descreveu o Mar Negro como artéria marítima crítica para exportações globais de grãos, energia e bens industriais, enquadrando a violação como ameaça à segurança alimentar e energética internacional. A Romênia notificou aliados da OTAN e parceiros da UE e conseguiu a convocação de reunião especial do Conselho do Atlântico Norte sobre defesa e dissuasão no Mar Negro. O episódio ocorre após relatos anteriores de ataques de drones perto da Romênia, aumentando preocupações sobre transbordamento do conflito para território da OTAN.

O que aconteceu

Na noite de 17 de outubro, dois drones violaram o espaço aéreo da Romênia sobre o Mar Negro. Radar romeno detectou um grupo de alvos aéreos a cerca de 120 km a leste da Ilha das Serpentes (Ostriv Zmiinyi), movendo-se em direção sudoeste. Às 17h43, dois caças F-16 da Força Aérea Romena, em missão de polícia aérea, decolaram da base aérea de Borcea (86ª Base Aérea). O primeiro drone entrou no espaço aéreo romeno às 17h59 e foi derrubado dois minutos depois, a aproximadamente 25 km a sudeste da cidade de Sulina. O segundo drone cruzou a fronteira aérea no mesmo trecho e foi destruído às 18h05, a cerca de 20 km a leste de Sulina. Ambas as alvos foram identificados como veículos aéreos não tripulados (drones) e abatidos sobre as águas territoriais romenas, com intervalo de poucos minutos entre as duas ações. O Ministério da Defesa da Romênia reportou o incidente via Radio România Constanța, afirmou que publicaria informações adicionais após o encerramento da missão e informou aliados da OTAN e parceiros da UE. A Romênia qualificou o Mar Negro como artéria marítima crítica para exportações globais de grãos, energia e bens industriais, cuja estabilidade é vital para a segurança alimentar e energética internacional. Por iniciativa de Bucareste, reunião especial do Conselho do Atlântico Norte sobre defesa e dissuasão no Mar Negro foi marcada para 21 de outubro.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre o tempo exato entre a detecção do segundo drone e sua derrubada: algumas fontes indicam cinco minutos após a detecção, enquanto outra indica quatro minutos após a detecção e cinco minutos após a violação do espaço aéreo.

Contexto

Relatos anteriores indicavam ataques de drones contra petroleiros perto da Romênia antes deste incidente. A Rússia é suspeita na Europa de ser responsável pelos incidentes com drones, embora nenhuma fonte do material atribua diretamente a responsabilidade a Moscou. A Romênia e a Bulgária estariam coordenando para acelerar a criação de um Centro de Segurança Marítima da UE no Mar Negro.