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Vice-presidente do Parlamento Europeu faz greve de fome por Oleshky ocupada

Pina Picierno, vice-presidente do Parlamento Europeu, anunciou em 20 de outubro uma greve de fome para chamar a atenção internacional para a crise humanitária em Oleshky, cidade na parte temporariamente ocupada da província de Kherson, na margem esquerda do Dnipro. Segundo Picierno, milhares de pessoas na cidade estão sem acesso adequado a alimentos e medicamentos, com a minagem do território tornando impossível uma fuga segura. Ela pede cessar-fogo humanitário imediato, acesso a ajuda e evacuação civil.

Pontos principais

  • A vice-presidente do Parlamento Europeu, Pina Picierno, anunciou greve de fome em apoio a Oleshky
  • Anunciada em 20 de outubro, em publicação na rede social X, para destacar a crise humanitária na cidade temporariamente ocupada da província de Kherson
  • Picierno exige cessar-fogo humanitário imediato, acesso a alimentos e medicamentos, e evacuação segura de civis
  • Afirma que milhares de pessoas em Oleshky não têm acesso adequado a alimentos e medicamentos
  • Picierno informa que a cidade está minada, impedindo a fuga segura, e que quem ficou corre risco de morrer de fome
  • Antes da invasão em grande escala, Oleshky tinha cerca de 24 mil habitantes; restam aproximadamente 2 mil, incluindo 50 crianças

Por que importa

Uma autoridade sênior do Parlamento Europeu está usando um ato pessoal e não violento de protesto para colocar em evidência a emergência humanitária em uma cidade ucraniana ocupada. A pressão internacional recai sobre a Rússia, que segundo a Ucrânia bloqueia o acesso humanitário, impede a entrega de ajuda e dificulta a evacuação de civis. A ação amplia a visibilidade da crise de Oleshky e se soma aos apelos diplomáticos ucranianos na ONU e com o Vaticano.

O que aconteceu

Em 20 de outubro, Pina Picierno, vice-presidente do Parlamento Europeu, anunciou uma greve de fome por meio de publicação em sua conta na rede social X para denunciar a crise humanitária na cidade de Oleshky, localizada na parte temporariamente ocupada da província de Kherson, na margem esquerda do Dnipro. Picierno afirmou que milhares de residentes estão sem acesso adequado a alimentos e medicamentos, que a cidade está minada — o que torna impossível uma fuga segura — e que a população restante corre o risco de morrer de fome. Suas exigências incluem cessar-fogo humanitário imediato, acesso a alimentos e medicamentos e evacuação segura de civis. Ela também pediu que organizações da sociedade civil, cidadãos e instituições nacionais e locais aderissem à ação não violenta.

Contexto

Oleshky está situada na parte temporariamente ocupada da província de Kherson, na margem esquerda do Dnipro. Antes da invasão em grande escala, a cidade tinha cerca de 24 mil habitantes; no momento da reportagem restam aproximadamente 2 mil, incluindo 50 crianças. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou em 20 de setembro que a Rússia bloqueia a entrega de alimentos e medicamentos, atrapalha missões humanitárias e evacuações, e ataca civis com drones na margem esquerda ocupada de Kherson. Militares ucranianos vêm usando drones para entregar alimentos, medicamentos e kits infantis aos moradores de Oleshky, incluindo uma entrega de quase 400 pacotes totalizando 4 toneladas e, segundo a administração militar da província de Kherson em 27 de setembro, uma remessa posterior de 4 mil kg de alimentos para 100 localidades. O ombudsman Dmytro Lubinets afirmou em 16 de setembro que a Rússia há muito não confirma disposição para evacuar civis de Oleshky, apesar de acordos anteriores. Em 26 de setembro, Andrii Sybiha pediu a organizações internacionais que mobilizassem recursos para levar ajuda à cidade; em 20 de setembro, ele afirmou que a Ucrânia levaria a situação de Oleshky e de outras comunidades ocupadas à Assembleia Geral da ONU. Em 19 de outubro, Lubinets disse que Ucrânia e Rússia finalizavam detalhes para a evacuação de civis da comunidade ocupada para território controlado pela Ucrânia, e no mesmo dia o presidente Volodymyr Zelensky discutiu a situação humanitária em Oleshky por telefone com o Papa Leão XIV.