Rússia lança campanha online de influência antes das eleições de meio de mandato nos EUA
A Rússia implantou uma campanha online clandestina de influência nos Estados Unidos antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, visando políticos americanos que apoiam a Ucrânia, de ambos os partidos. As operações buscam criar uma sensação de caos e anarquia, minar a confiança nas instituições americanas e levantar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Legisladores americanos divulgaram as conclusões com base em um relatório secreto da inteligência dos EUA, que também descreve tentativas de influência da China e do Irã.
Pontos principais
- Eleições de meio de mandato nos EUA estão marcadas para 3 de novembro.
- Rússia lançou campanha online secreta para influenciar a opinião pública e desacreditar políticos americanos que apoiam a Ucrânia.
- Campanha visa democratas e republicanos pró-Ucrânia, buscando criar sensação de caos e anarquia.
- Operações incluem minar a confiança em instituições americanas e levantar dúvidas sobre urnas eletrônicas.
- Inteligência dos EUA não encontrou provas de tentativas russas de hackear infraestrutura eleitoral ou redes de campanhas.
- Mark Warner afirmou que Moscou provavelmente usa IA para acelerar a desinformação e direcioná-la a audiências específicas.
- Rede social X removeu mais de 13 mil contas ligadas a campanhas de desinformação da Rússia, China e Irã.
Por que importa
As revelações indicam que Moscou busca influenciar o eleitorado americano e atingir candidatos que apoiam a Ucrânia em ambos os partidos, potencialmente enfraquecendo o apoio bipartisan a Kiev. O uso relatado de inteligência artificial para amplificar a desinformação e direcioná-la com mais precisão representa uma evolução nas tácticas de influência russa, tornando-as mais difíceis de rastrear. Embora a inteligência dos EUA não tenha identificado tentativas de hackear a infraestrutura eleitoral, a campanha visa corroer a confiança nas instituições democráticas e nos resultados eleitorais.
O que aconteceu
Os senadores Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, e Jim Himes, membro de alto escalão do Comitê de Inteligência da Câmara, divulgaram em 21 de outubro as conclusões de um relatório secreto da inteligência americana sobre interferência estrangeira nas eleições. Segundo os legisladores, a Rússia implantou uma campanha online clandestina para influenciar a opinião pública e desacreditar políticos americanos que apoiam a Ucrânia, independentemente de filiação partidária. As operações russas buscam criar uma sensação de caos e anarquia, minar a confiança nas instituições americanas e levantar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. A inteligência dos EUA não encontrou provas de tentativas russas de hackear a infraestrutura eleitoral ou as redes de campanhas. O mesmo relatório também descreve tentativas de influência da China e do Irã, mas a Rússia recebeu atenção especial devido à escala de suas operações. A rede social X anunciou a remoção de mais de 13 mil contas ligadas a campanhas de desinformação da Rússia, China e Irã. Warner afirmou que Moscou provavelmente utiliza ferramentas de inteligência artificial para acelerar a disseminação de desinformação e identificar audiências com mais precisão.
O que dizem as fontes ucranianas
A cobertura ucraniana enfatiza o alvo da campanha russa: políticos americanos que apoiam a Ucrânia, de ambos os partidos. Os veículos ucranianos apresentam a operação como parte de um esforço mais amplo de Moscou para minar as instituições dos EUA, criar instabilidade social e interferir em eleições. A cobertura também destaca a escala da atividade russa em relação às operações relatadas da China e do Irã.
O que dizem as fontes internacionais
A reportagem gira em torno da avaliação da inteligência dos EUA e de legisladores dos comitês de inteligência do Congresso de que a Rússia está conduzindo operações online clandestinas de influência. O contexto histórico inclui as operações russas em ciclos eleitorais americanos anteriores e em outros países, enquanto distingue a atividade de desinformação relatada de qualquer tentativa detectada de hackear a infraestrutura eleitoral.
Onde as versões divergem
Um porta-voz do presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, o republicano Rick Crawford, criticou Mark Warner e Jim Himes por divulgarem informações de inteligência e afirmou que os legisladores forneceram detalhes seletivos à imprensa. O mesmo porta-voz acrescentou que os democratas buscam destacar as ações da Rússia, mas nunca as do Partido Comunista Chinês.
Contexto
A inteligência dos EUA descreveu operações russas de desinformação em ciclos eleitorais americanos desde 2016, voltadas principalmente contra os democratas. Os esforços de influência russos em 2016 incluíram operações contra Hillary Clinton, e a Rússia também foi acusada de interferência eleitoral na Geórgia, Moldávia e França. O mesmo relatório secreto também descreve tentativas de influência da China e do Irã, mas a Rússia atraiu atenção especial devido à escala de suas operações. A rede social X afirmou ter removido mais de 13 mil contas ligadas a campanhas de desinformação da Rússia, China e Irã.