Ucrânia realiza primeira contraofensiva subterrânea em massa da história, afirma comando da Guarda Nacional
O 2º Corpo 'Khartiia' da Guarda Nacional da Ucrânia realizou a operação 'Veles' na direção de Kupiansk, na região de Kharkiv, avançando mais de 15 km por dutos de gás até a retaguarda das posições russas, segundo comunicado divulgado em 22 de outubro. A ação, que combinou avanço subterrâneo, ações na superfície e ataques com drones, resultou na captura de mais de 30 soldados russos e em mais de 100 baixas do lado inimigo, de acordo com o corpo.
Pontos principais
- Avanço de mais de 15 km por dutos de gás subterrâneos até a retaguarda russa na direção de Kupiansk, em Kharkiv.
- Operação conduzida pelo 2º Corpo 'Khartiia' da Guarda Nacional da Ucrânia, comandado pelo brigadeiro-general Ihor Obolensky.
- Mais de 30 militares russos capturados e baixas russas superiores a 100, segundo o 'Khartiia'.
- Ação coordenou avanço subterrâneo, progressão na superfície e ataques de drones, com centro conjunto com a brigada 'Achilles'.
- Participaram a 13ª Brigada da NGU 'Khartiia', unidades da HUR — incluindo o Legião 'Liberdade da Rússia' e o Corpo Voluntário Russo —, o 23º Regimento de Assalto 'R.U.H.', o 21º Regimento de Sistemas Não Tripulados 'Lava' e a 429ª Brigada de Sistemas Não Tripulados 'Achilles'.
- O 'Khartiia' descreve a operação como a primeira contraofensiva subterrânea em grande escala da história.
- Objetivo declarado foi impedir que tropas russas usassem os dutos para infiltrar a retaguarda de Kupiansk.
Por que importa
A operação representa um marco tático inédito: segundo o comando, é a primeira contraofensiva subterrânea em grande escala da história. O avanço de mais de 15 km por dutos de gás demonstra que a Ucrânia adaptou uma vulnerabilidade russa em oportunidade, e o sucesso operacional preencheu a lacuna que o próprio inimigo planejava explorar para infiltrar a retaguarda de Kupiansk. A coordenação em três dimensões — subterrânea, terrestre e drones — aponta para um novo modelo de combate para a guerra de trincheiras.
O que aconteceu
Em 22 de outubro, o 2º Corpo 'Khartiia' da Guarda Nacional da Ucrânia anunciou a realização da operação 'Veles' na direção de Kupiansk, na região de Kharkiv. Tropas ucranianas percorreram mais de 15 km por dutos de gás subterrâneos, surgindo na retaguarda das posições russas. O avanço subterrâneo foi conduzido em paralelo à progressão de outras unidades na superfície e a ataques de drones, articulados por um centro conjunto com a brigada de sistemas não tripulados 'Achilles'. Segundo o 'Khartiia', mais de 30 soldados russos foram capturados e as perdas inimigas superaram 100 pessoas. A preparação incluiu treinamento físico e psicológico para operações em espaços confinados, e a infraestrutura da rota foi montada por sapadores, engenheiros e um batalhão de apoio, já que sob a terra não havia sinal de GPS nem radiocomunicação estável. O comunicado do corpo descreve 'Veles' como a primeira contraofensiva subterrânea em grande escala do mundo e afirma que a operação frustrou o plano russo de usar os próprios dutos para se infiltrar na retaguarda de Kupiansk, próximo ao rio Oskil.
Contexto
O 2º Corpo 'Khartiia' originou-se em 2022 como formação voluntária da defesa territorial, tornou-se a 13ª Brigada de Destinação Operacional da Guarda Nacional em 2023 e foi reorganizado como 2º Corpo em 15 de abril de 2025, sob o comando do brigadeiro-general Ihor Obolensky. Em 27 de setembro, foi relatado que forças russas haviam evacuado civis da comunidade de Kupiansk através de um duto de gás, supostamente usando crianças e idosos como cobertura para a retirada de suas próprias tropas — uma tática que, segundo o lado ucraniano, foi estudada na preparação da operação. Sob a terra, as tropas não tinham GPS nem radiocomunicação estável e dependiam de soluções tecnológicas próprias do corpo para navegação, comunicação e suporte à vida. O agrupamento operacional incluiu a 13ª Brigada 'Khartiia', unidades da Diretoria Principal de Inteligência (HUR) — entre elas o Legião 'Liberdade da Rússia' e o Corpo Voluntário Russo (RDK) —, o 23º Regimento de Assalto 'R.U.H.', o 21º Regimento de Sistemas Não Tripulados 'Lava', a 429ª Brigada de Sistemas Não Tripulados 'Achilles' e outras unidades das Forças de Defesa. O relatório sobre a operação foi publicado em 22 de outubro de 2026.