Ataque russo com mísseis e drones atinge Kiev e região; pelo menos 12 mortos, incluindo ferroviários
Na noite de 31 de agosto para 1º de setembro, forças russas lançaram um grande ataque com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones contra Kiev, a região de Kiev e outras partes da Ucrânia. Um depósito ferroviário de Kiev foi atingido por mísseis balísticos, matando pelo menos sete pessoas — seis delas funcionários da Ukrzaliznytsia (Ferrovias Ucranianas). O presidente Volodymyr Zelenskyy informou que 12 pessoas morreram em todo o país durante a noite, incluindo um cidadão indiano.
Pontos principais
- Sete mortos no depósito ferroviário de Kiev; seis eram funcionários da Ukrzaliznytsia
- Oito mortos no total em Kiev, segundo a hromadske; 12 em toda a Ucrânia, segundo o presidente Zelensky, incluindo um cidadão indiano
- A Rússia utilizou mísseis Iskander-M/KN-23/S-400, Zircons, Kalibr, Kh-31P, mísseis 'Banderole' e 218 drones Shahed, além de drones-decoy 'Parodia'
- Defesa aérea ucraniana abateu cinco mísseis balísticos, dois 'Banderole', cinco Kalibrs e 187 drones
- Uma oficina ferroviária foi destruída e o tráfego em dois trechos foi suspenso temporariamente
- Em Boryspil, um prédio residencial de cinco andares e uma empresa foram danificados; números de vítimas variam entre as fontes
- Rússia atingiu o ponto de fronteira 'Orlivka' com a Romênia, suspendendo temporariamente o processamento de cidadãos e veículos
Por que importa
O ataque provocou a maior perda de ferroviários registrada neste incidente, com seis funcionários da Ukrzaliznytsia entre os sete mortos no depósito de Kiev. Infraestrutura crítica de transporte — um depósito ferroviário e o ponto de fronteira de Orlivka com a Romênia — foi danificada ou teve operação suspensa. A dimensão do ataque, combinando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e mais de 200 drones Shahed em uma única campanha noturna, evidencia a diversidade de armamentos de longo alcance usados pela Rússia, com vítimas civis em múltiplas regiões da Ucrânia, inclusive um cidadão estrangeiro.
O que aconteceu
Na noite de 31 de agosto para 1º de setembro, a Rússia lançou um ataque de grande escala com mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones, contra Kiev, a região de Kiev e outras partes da Ucrânia. O armamento empregado incluiu mísseis balísticos Iskander-M/KN-23/S-400, Zircons, mísseis anti-radar Kh-31P, mísseis 'Banderole', 218 drones Shahed e drones-decoy 'Parodia'. A defesa aérea ucraniana relatou ter abatido cinco mísseis balísticos, dois 'Banderole', cinco Kalibrs e 187 drones, com impactos registrados em 28 locais e destroços em outros 10.
O alvo de maior destaque foi um depósito ferroviário de Kiev, atingido por mísseis balísticos. Sete pessoas morreram no local, sendo seis funcionários da Ukrzaliznytsia; um ferroviário foi hospitalizado. Uma oficina foi destruída, houve incêndios e o tráfego em dois trechos ferroviários foi temporariamente suspenso. O chefe da Ukrzaliznytsia, Oleksandr Pertsovskyi, descreveu a destruição no depósito. Reportagens atribuem a maior parte das mortes em Kiev ao distrito de Darnytskyi e mencionam que muitos ferroviários sobreviveram por terem buscado abrigo.
No distrito de Holosiivskyi, uma pessoa morreu. No distrito de Solomianskyi, um drone atingiu um prédio residencial; socorristas retiraram um homem e uma mulher dos escombros. Segundo Zelensky, quatro pessoas morreram e 13 ficaram feridas (incluindo uma criança) em Boryspil, onde um prédio residencial de cinco andares e uma empresa foram danificados; relatos divergem sobre o número exato de vítimas e evacuados no município. Ataques também foram registrados em Odessa e na região de Odessa, com bombas KAB e drones deixando milhares de famílias sem eletricidade, e em Zaporizhzhia, onde um veículo de resgate foi atingido, ferindo quatro socorristas.
No front diplomático-aduaneiro, o ataque atingiu o ponto de fronteira 'Orlivka' entre a Ucrânia e a Romênia, provocando incêndios e suspensão temporária do processamento de cidadãos e veículos. Zelensky informou um total de 12 mortos em todo o país durante a noite, incluindo um cidadão indiano. Aproximadamente 350 socorristas foram mobilizados em Kiev e na região.
Onde as versões divergem
As cifras de vítimas em Boryspil variam: um relato do presidente Zelensky menciona quatro mortos e 13 feridos (incluindo uma criança), enquanto outra reportagem indica oito feridos, e uma terceira detalha dois mortos e três feridos em uma empresa atingida, mais um morto após o impacto em um prédio de oficina automotiva. O número de evacuados no prédio danificado de Boryspil é apresentado como 48 por uma fonte e 50 por outra. O total de mortos em Kiev também é apresentado de duas formas: sete no depósito (sendo seis ferroviários) em uma leitura mais restrita, e oito em toda a cidade em outra; a diferença reflete o escopo considerado (depósito vs. cidade) mais do que uma contradição direta.
Contexto
De acordo com o Ministério das Comunidades e do Desenvolvimento Territorial, a Rússia realizou mais de 1.000 ataques contra instalações da Ukrzaliznytsia no primeiro semestre de 2026, frente a uma média de cerca de 82 ataques mensais no primeiro semestre de 2025. Reportagem da NV registra que o número mensal de ataques subiu de 134 em janeiro para 207 em março de 2026, uma média de cerca de seis strikes diários, e o Texty documentou cerca de 50 ataques a material rodante entre dezembro de 2025 e meados de maio de 2026. O depósito ferroviário de Kiev atingido faz parte dessa rede, alvo recorrente. O ponto de fronteira 'Orlivka', atingido no ataque, é um cruzamento terrestre relevante entre a Ucrânia e a Romênia. Separadamente, Odessa e a região de Odessa foram atingidas com bombas KAB e drones, deixando milhares de famílias sem eletricidade.