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Ferrexpo capta US$ 100 milhões com aporte de US$ 50 mi do dono da Kernel

A suíça Ferrexpo, dona de plantas de minério de ferro na Ucrânia, levantou cerca de US$ 100 milhões em uma colocação privada de ações a 16,5 pennies cada. Metade do valor veio do empresário Andriy Verevsky, dono da Kernel, que passará a deter 21,4% da empresa. Os recursos devem permitir a retomada da produção nos ativos ucranianos, suspensa em agosto por riscos de segurança.

Pontos principais

  • Ferrexpo vendeu 448.848.484 ações novas a 16,5 pennies cada, levantando cerca de US$ 100 milhões.
  • As novas ações representam aproximadamente 73,1% do número de ações em circulação antes da operação.
  • Andriy Verevsky, dono da Kernel, investiu US$ 50 milhões e receberá 224.424.242 ações, elevando sua participação para 21,44%.
  • Fevamotinico, ligada à família Zhevago, subscreveu 179.539.393 ações; sua participação caiu de 49,27% para 45,3%.
  • A operação depende da aprovação dos acionistas em assembleia em 21 de setembro.
  • A produção na Ucrânia foi suspensa em 5 de agosto por riscos de segurança; a empresa disse que o caixa só duraria até meados de setembro.
  • Três dos quatro navios de exportação permanecem bloqueados em portos, e uma carga avaliada em US$ 5–6 milhões foi danificada por um drone russo.
  • Os recursos devem reforçar a liquidez e permitir a retomada das operações em Poltavsky e Yeristivsky GZKs.

Por que importa

A Ferrexpo é uma das maiores produtoras de minério de ferro da Ucrânia e fornecedora relevante para siderúrgicas europeias e globais; sua solvência afeta empregos locais e a cadeia de suprimentos. O investimento de Andriy Verevsky, dono da Kernel, o torna acionista de 21,4% em uma segunda gigante agroindustrial/mineradora, em um movimento raro de的投资 cruzado entre grandes grupos ucranianos. A recapitalização ocorre após a suspensão de produção de agosto, motivada por riscos de segurança e bloqueio de portos, evidenciando o impacto da guerra no setor mineral ucraniano.

O que aconteceu

A Ferrexpo, grupo suíço de minério de ferro com ativos na Ucrânia, concluiu em 4 de setembro uma colocação de 448.848.484 ações novas a 16,5 pennies cada, captando cerca de US$ 100 milhões. Andriy Verevsky entrou com US$ 50 milhões, recebendo 224.424.242 ações e elevando sua participação para 21,44%. Fevamotinico, maior acionista anterior com 49,27% e ligada à família Zhevago, subscreveu 179.539.393 ações adicionais, vendo sua fatia cair para 45,3%. A operação é condicional à aprovação dos acionistas em assembleia em 21 de setembro; a negociação das novas ações na Bolsa de Londres está prevista para 22 de setembro, e a das ações existentes, suspensas desde 1º de maio, para 7 de setembro. Os recursos destinam-se a reforçar o caixa da companhia e retomar a produção nos complexos mineradores de Poltava e Yeristivsky, paralisados desde 5 de agosto por riscos de segurança. O diretor-presidente interino Lucio Genovese afirmou que o financiamento permitirá retomar as exportações para clientes europeus e internacionais. A Ferrexpo também enfrentava o bloqueio de três dos quatro navios planejados para exportação e a perda de uma carga avaliada em US$ 5–6 milhões danificada por um drone russo. O conselho entende que o valor captado deve cobrir as necessidades operacionais de curto prazo, permitindo operar em ritmo reduzido por até 18 meses.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura em língua ucraniana enquadra o negócio em termos estratégicos, destacando o papel de Verevsky e a retomada prevista dos complexos Poltavsky e Yeristivsky, na região de Poltava. Os veículos de comunicação sublinham a diluição do controlador anterior (Fevamotinico, ligada a Kostyantyn Zhevago) e a nova participação de 21,4% de Verevsky, tratando o desfecho como uma mudança no mapa acionário de uma produtora de relevância estratégica para a Ucrânia. Também enfatizam as consequências da guerra como gatilho imediato da captação: a paralisação de 5 de agosto, o bloqueio em portos e o ataque de drone russo a um navio de carga.

Onde as versões divergem

A apuração diverge sobre a composição exata da captação: uma das matérias da Forbes Ukraine registra o total de US$ 100 milhões e o aporte de US$ 50 milhões de Verevsky, sem detalhar a contribuição de Fevamotinico; já outras reportagens da Forbes Ukraine e da NV atribuem 'cerca de US$ 50 milhões' a Verevsky e 'cerca de US$ 40 milhões' a Fevamotinico, deixando aproximadamente US$ 10 milhões da operação sem origem especificada nas fontes consultadas.

Contexto

A Ferrexpo é um grupo suíço de minério de ferro cujos principais ativos — Poltavsky GZK (100%), Yeristivsky GZK (100%) e Bilanivsky GZK (99,9%) — ficam na Ucrânia. A empresa suspendeu a produção em 5 de agosto citando riscos de segurança e afirmou, à época, que o caixa disponível só duraria até meados de setembro. O caixa líquido (sem obrigações de arrendamento) caiu de US$ 47 milhões no fim de 2025 para cerca de US$ 21 milhões em 30 de junho de 2026, e cerca de US$ 17,8 milhões em 28 de agosto de 2026. Três dos quatro navios de exportação permanecem bloqueados em portos, e uma carga avaliada em US$ 5–6 milhões foi danificada por um drone russo. Em 2025, a Ferrexpo produziu 3,22 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro, queda de 47% ante 2024; a produção comercial total recuou 9%, para 6,1 milhões de toneladas. Fevamotinico, acionista majoritária com 49,27% e vinculada a Kostyantyn Zhevago, condicionou sua participação ao fato de sua fatia não cair abaixo de 45,2% e de nenhum terceiro, exceto Verevsky, ultrapassar 15% após a recapitalização. Zhevago está sob sanções ucranianas e enfrenta processos de falência relacionados à Poltava GZK.