Audiência sobre extradição de ucraniano suspeito no caso Nord Stream é adiada na Croácia
Uma audiência judicial agendada para 4 de setembro na Croácia sobre a possível extradição do ucraniano Volodymyr Zhuravlov para a Alemanha, no caso do sabotagem dos gasodutos Nord Stream, foi adiada depois que a Alemanha atualizou o mandado de prisão europeu e acrescentou a qualificação de "crime de guerra". A informação foi divulgada pelo escritório de advocacia Katerynchuk, Moor and Partners, que representa Zhuravlov. A audiência foi remarcada e a defesa afirma que seguirá trabalhando no caso.
Pontos principais
- Audiência em Zagreb/Pula sobre a extradição de Volodymyr Zhurlov para a Alemanha estava marcada para 4 de setembro de 2026.
- Sessão foi adiada após a Alemanha atualizar o mandado de prisão europeu e acrescentar a qualificação de "crime de guerra".
- Zhuravlov é considerado pela investigação alemã como um dos mergulhadores que instalaram explosivos nos gasodutos.
- Esta é a terceira tentativa de detê-lo: em 2024 ele escapou da Polônia para a Ucrânia; em setembro de 2025 a Polônia se recusou a extraditá-lo.
- Em 19 de agosto de 2026, ele foi detido na Croácia com base em mandado de prisão europeu emitido pela Alemanha.
- A informação foi comunicada pelo escritório Katerynchuk, Moor and Partners, que defende o suspeito.
Por que importa
O adiamento prolonga o processo de extradição e mostra que os promotores alemães estão ampliando o enquadramento jurídico do caso, passando de sabotagem para também "crime de guerra", o que pode alterar a estratégia de defesa e o alcance das investigações.
O que aconteceu
No dia 4 de setembro de 2026, estava prevista uma audiência judicial na Croácia sobre a extradição do cidadão ucraniano Volodymyr Zhuravlov para a Alemanha, no âmbito do caso da sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2. A sessão foi adiada porque o lado alemão atualizou o mandado de prisão europeu e acrescentou uma nova qualificação ao caso: "crime de guerra". A defesa, representada pelo escritório Katerynchuk, Moor and Partners, informou que a mudança abre uma nova etapa na luta pelos direitos do cidadão ucraniano e que seguirá trabalhando no caso. Zhuravlov havia sido detido na Croácia em 19 de agosto, e as autoridades croatas o acusaram de participação conjunta em explosão, sabotagem anticonstitucional e destruição de instalações. A investigação alemã o identifica como um dos mergulhadores que colocaram os explosivos nos gasodutos. Esta é a terceira tentativa da Alemanha para detê-lo: em 2024 ele conseguiu fugir da Polônia para a Ucrânia, e em setembro de 2025 a Polônia se recusou a extraditá-lo.
Onde as versões divergem
Há divergências entre fontes sobre datas exatas: uma fonte indica que Zhuravlov foi detido na Croácia em 19 de agosto, enquanto outra se refere a agosto de 2026 sem dia específico. Também diverge o relato sobre a extradição do principal suspeito, Serhiy Kuznetsov, para a Alemanha — uma fonte menciona o outono de 2025 e outra indica novembro de 2025.
Contexto
Na noite de 26 de setembro de 2022, três das quatro tubulações dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 foram destruídas por explosões no fundo do Mar Báltico, deixando apenas uma intacta; embora não estivessem em operação, os gasodutos continham gás técnico. Em agosto de 2025, investigadores alemães emitiram mandados de prisão contra seis cidadãos ucranianos suspeitos da sabotagem. O principal suspeito identificado é Serhiy Kuznetsov, considerado o comandante do grupo, preso na Itália em agosto de 2025, extraditado para a Alemanha no outono (novembro) de 2025 e formalmente indiciado em 1º de julho de 2026, com julgamento marcado para o fim de outubro em Hamburgo. Kuznetsov nega as acusações. A investigação alemã também fala em um suposto "rastro estatal" ucraniano no caso, enquanto a Procuradoria-Geral da Ucrânia afirmou, em 9 de julho, não ter encontrado provas de envolvimento do país. A Rússia acusou o Reino Unido, que rejeitou a acusação. O Wall Street Journal relatou que a operação foi planejada por oficiais militares e empresários ucranianos e executada a partir de um iate comum com mapas batimétricos públicos.