SBU prende em Kharkiv casal suspeito de transmitir dados sobre defesa e infraestrutura da Ucrânia à inteligência militar russa
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) deteve em Kharkiv um soldado mobilizado da brigada de Defesa Territorial e sua companheira civil, suspeitos de передавать à inteligência militar russa (GRU) informações sobre unidades militares ucranianas, fortificações e infraestrutura energética. Ambos foram notificados da acusação de alta traição cometida em estado de guerra e estão presos sem direito a fiança, enfrentando pena de prisão perpétua com confisco de bens.
Pontos principais
- SBU deteve em Kharkiv um casal suspeito de alta traição a favor da Rússia.
- O homem havia sido mobilizado para uma brigada da Defesa Territorial das Forças Armadas da Ucrânia e servia como soldado da reserva.
- A Rússia teria recrutado o suspeito por meio de seu vizinho, professor de uma universidade de Kharkiv exposto pela SBU em março de 2024 por ajustar ataques contra a cidade.
- O homem передавал ao GRU russo dados sobre posições de defesa antiaérea, guerra eletrônica e fortificações em Kharkiv, além de marcar no Google Maps a localização de usinas termoelétricas e subestações elétricas.
- A companheira civil do suspeito percorria a cidade identificando bases militares ucranianas e depois passou a reportar diretamente a um curador na Rússia.
- O marido foi preso durante uma nova missão de reconhecimento; a esposa foi detida em casa. Nas buscas foram apreendidos 12 smartphones, 4 notebooks e 2 tablets.
- Ambos foram notificados sob o art. 111, §2, do Código Penal da Ucrânia (alta traição em estado de guerra) e estão presos sem fiança; a pena pode chegar à prisão perpétua com confisco de patrimônio.
Por que importa
A suposta atividade dos detidos envolvia acesso a informações sensíveis sobre unidades militares, posições defensivas e infraestrutura energética crítica de Kharkiv, segundo a investigação. A prisão do casal e a aplicação de alta traição em estado de guerra, com pena que pode chegar à prisão perpétua e sem possibilidade de fiança, ilustram a prioridade dada pelas autoridades ucranianas a casos de espionagem em favor da Rússia em região próxima à fronteira e sob bombardeios regulares.
O que aconteceu
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) anunciou a detenção, em Kharkiv, de um casal suspeito de передавать informações à inteligência militar russa (GRU). O homem havia sido mobilizado para uma brigada da Defesa Territorial das Forças Armadas da Ucrânia e servia como soldado da reserva de uma companhia de retaguarda de uma unidade de combate. Segundo a SBU, ele передавал ao GRU dados sobre a localização de unidades de defesa antiaérea, de guerra eletrônica e de fortificações dos defensores de Kharkiv, e marcava em Google Maps a geolocalização de usinas termoelétricas locais e subestações elétricas que abastecem a cidade e distritos vizinhos. O recrutamento teria sido feito por meio de seu vizinho, professor de uma universidade de Kharkiv que a SBU havia desmascarado em março de 2024 por ajustar ataques russos contra a cidade. O suspeito envolveu na cooperação sua companheira civil, desempregada, que inicialmente percorria a cidade para identificar pontos de aquartelamento das tropas ucranianas e передава情报; depois passou a reportar diretamente a um curador na Rússia. A próxima tarefa designada ao homem era passar por treinamento como operador de sistemas não tripulados e передавать à agência russa materiais obtidos durante o curso. O marido foi preso em flagrante durante uma nova saída de reconhecimento, e a esposa foi detida em casa. Nas buscas foram apreendidos 12 smartphones, 4 notebooks e 2 tablets, que o casal trocava constantemente para manter a comunicação com o GRU. Ambos foram notificados da suspeita de alta traição cometida em estado de guerra, conforme o art. 111, §2, do Código Penal da Ucrânia, e estão presos sem direito a fiança; podem pegar prisão perpétua com confisco de patrimônio.
O que dizem as fontes ucranianas
As reportagens ucranianas, baseadas em comunicado da SBU e na Procuradoria Especializada em Defesa da Região Leste, destacam o trabalho da contra-inteligência militar que documentou as ações do casal passo a passo. Os relatos detalham a posição do suspeito como soldado da reserva em uma brigada de Defesa Territorial, os tipos de informação передавados — incluindo coordenadas de pontos de apoio de pelotão e locais de transbordo de equipamento militar em Kharkiv e na região — e a participação ativa da companheira, que não apenas coletava dados sobre bases militares e infraestrutura em Kharkiv, Poltava e Kirovohrad, mas também reportava diretamente ao curador russo. As matérias enfatizam a gravidade da acusação em estado de guerra e a prisão preventiva sem fiança.
O que dizem as fontes internacionais
A versão em inglês disponível resume a detenção e a suposta cooperação com a inteligência militar russa com menos detalhes sobre as atividades específicas da esposa e a cronografia das передач de dados. O foco fica na condição de mobilizado do suspeito, na apreensão de eletrônicos e nas consequências penais em estado de guerra, sem aprofundar o histórico de recrutamento por meio do professor universitário nem a lista de alvos infraestruturais.
Contexto
A SBU afirmou que o suspeito foi recrutado por meio de seu vizinho, um professor de uma universidade de Kharkiv que a própria agência havia desmascarado em março de 2024 por ajustar ataques russos contra a cidade. A investigação resultou em buscas em que foram apreendidos múltiplos dispositivos eletrônicos que, segundo a SBU, eram usados para a comunicação com a inteligência militar russa.