Ataque russo com drones atinge prédio residencial em Boryspil, na região de Kiev; duas mulheres ficam feridas
Na noite de sábado, 5 de setembro, a Rússia atacou com drones a cidade de Boryspil, na região de Kiev, atingindo um prédio residencial de nove andares. O impacto danificou o telhado e o andar superior, provocando incêndio na cobertura e em um apartamento. Duas mulheres foram hospitalizadas com barotrauma acústico e traumatismo torácico fechado, segundo o chefe da administração militar regional.
Pontos principais
- Ataque russo atingiu Boryspil, região de Kiev, na noite de 5 de setembro
- Prédio residencial de 9 andares teve telhado e andar superior danificados
- Incêndio se alastrou pelo telhado e por um dos apartamentos do edifício
- Duas mulheres foram hospitalizadas com barotrauma acústico e traumatismo torácico fechado
- Tymur Tkachenko, chefe da administração regional de Kiev, relatou os ferimentos
- Relatório inicial da administração militar afirmava não haver vítimas; comunicado posterior atualizou para duas pessoas feridas
- Equipes de resgate e serviços de emergência trabalharam no local para conter os danos
Por que importa
Um edifício residencial em uma das principais cidades da região de Kiev foi diretamente atingido durante um ataque noturno com drones, deixando duas pessoas hospitalizadas. O incidente contraria o relatório inicial, que apontava não haver vítimas. A ocorrência se deu em meio a relatos de negociações lideradas pelos Estados Unidos, levantando dúvidas sobre a observância de alguma contenção em meio ao conflito. Na mesma noite, uma campanha mais ampla de drones russos afetou várias regiões e provocou reação diplomática no exterior.
O que aconteceu
Na noite de sábado, 5 de setembro, um ataque com drones russos atingiu a cidade de Boryspil, na região de Kiev. O impacto danificou o telhado e o andar superior de um prédio residencial de nove andares e provocou incêndio na cobertura e em um dos apartamentos. Equipes de resgate e serviços de emergência foram mobilizados para o local. Um material consultado aponta que o ataque ocorreu pouco depois da meia-noite, por meio de drones de ataque. Pessoas foram retiradas do edifício, e duas mulheres foram hospitalizadas com barotrauma acústico e traumatismo torácico fechado. O relatório inicial da administração militar regional afirmava não haver vítimas; posteriormente, o chefe da administração, Tymur Tkachenko, atualizou o balanço para dois feridos. Na mesma noite, ameaças de mísseis e drones também foram registradas em Dnipropetrovsk, Poltava, Sumy e Kharkiv. Separadamente, um drone russo atingiu o prédio da SBU no centro de Kiev, em episódio que provocou a convocação do embaixador russo pela Eslováquia.
O que dizem as fontes ucranianas
As fontes ucranianas destacam os danos causados à população civil e atribuem o ataque diretamente à Rússia, com ênfase nos ferimentos às duas mulheres. Vários artigos ucranianos apontam a possível coincidência com supostas ordens de cessar-fogo relacionadas às visitas de negociadores americanos, apresentando o ataque como ocorrido apesar da atividade diplomática em curso.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre o número de vítimas: o relato inicial da administração militar da região de Kiev não mencionava feridos, enquanto o chefe da administração, Tymur Tkachenko, informou posteriormente que duas mulheres foram hospitalizadas. Há também divergência sobre o detalhamento do ataque, já que apenas parte dos relatos indica o uso de drones de ataque pouco depois da meia-noite.
Contexto
Na mesma noite, foram registradas ameaças de mísseis e drones em Dnipropetrovsk, Poltava, Sumy e Kharkiv. Alguns canais de monitoramento afirmaram que o ataque ocorreu após uma suposta ordem das Forças de Defesa da Ucrânia para observar um regime de cessar-fogo relacionado às visitas a Moscou e Kiev dos negociadores americanos Jared Kushner e Steve Witkoff; a informação aparece nas fontes com baixa confiança. Paralelamente, a Eslováquia convocou o embaixador russo após o drone russo atingir o prédio da SBU no centro de Kiev, perto da embaixada eslovaca; o chanceler Juraj Blanár pediu que Moscou evite ações que ponham civis em risco e conclamou ambas as partes a conter a escalada.