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Drones ucranianos atacam fábrica química Azot da Uralchem em Berezniki, a 1.500 km da Ucrânia

Na manhã de 11 de setembro, drones atingiram a filial Azot da empresa química Uralchem em Berezniki, no Krai de Perm, na Rússia. Trabalhadores relataram explosões e fumaça no local, e o processo tecnológico foi totalmente interrompido. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido drones sobre a região.

Pontos principais

  • Ataque ocorreu na manhã de 11 de setembro contra a filial Azot da Uralchem, em Berezniki (Krai de Perm)
  • Trabalhadores relataram série de explosões, fumaça sobre o complexo e paralisação total do processo tecnológico
  • Azot é a maior produtora de fertilizantes nitrogenados da Rússia e fornecedora exclusiva de produtos químicos usados na fabricação de explosivos
  • A fábrica ocupa cerca de 140 hectares, tem aproximadamente 90 prédios produtivos e emprega cerca de 2.500 pessoas
  • Berezniki fica a aproximadamente 1.500 km da fronteira com a Ucrânia
  • O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido drones sobre a região; o governador do Krai de Perm disse que não há vítimas
  • O aeroporto de Bolshoye Savino, em Perm, restringiu pousos e decolagens a partir das 05h00 (horário de Moscou)
  • Azot já havia sido atingido por drones no outono de 2025

Por que importa

A fábrica Azot é a maior produtora de fertilizantes nitrogenados da Rússia e a fornecedora exclusiva de uma série de produtos químicos usados na fabricação de explosivos e pólvora por empresas do complexo militar-industrial russo, como a fábrica de pólvora de Perm, a Ural de Solikamsk, o Combinado Químico de Aleksin e a Planta de Oleum de Biysk. Sua paralisação tem impacto direto sobre cadeias produtivas ligadas ao esforço de guerra da Rússia.

O que aconteceu

Na manhã de 11 de setembro, drones atacaram a filial Azot da empresa química Uralchem em Berezniki, no Krai de Perm, na Rússia. Trabalhadores do complexo relataram uma série de explosões e fumaça sobre o território da empresa, e informaram que o processo tecnológico foi totalmente interrompido. Antes do ataque, sirenes de alerta aéreo soaram por várias horas em Berezniki e Solikamsk, e canais de monitoramento registraram atividade de drones no céu do Krai de Perm. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido drones sobre a região, e o governador do Krai de Perm, Dmytro Makhonin, declarou que não houve vítimas e que a qualidade do ar está sendo monitorada. A partir das 05h00 (horário de Moscou), o aeroporto de Bolshoye Savino, em Perm, restringiu pousos e decolagens de aeronaves. Andriy Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, publicou um vídeo confirmando o ataque e a participação da fábrica na produção de explosivos usados em meios aéreos de ataque russos.

O que dizem as fontes ucranianas

Fontes ucranianas atribuem diretamente o ataque a drones ucranianos e enquadram a Azot como alvo militar legítimo, destacando seu papel como fornecedora exclusiva de químicos usados pelo complexo militar-industrial russo na fabricação de explosivos e pólvora. A cobertura enfatiza a publicação de vídeo por Andriy Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, como confirmação, além da profundidade do alcance — cerca de 1.500 km da fronteira. As matérias destacam explosões, fumaça e a paralisação total do processo tecnológico, e fazem referência a ataques anteriores ao mesmo complexo no outono de 2025, caracterizando um padrão de Targeting repetido de uma instalação estratégica.

Onde as versões divergem

O Ministério da Defesa da Rússia e o governador do Krai de Perm, Dmytro Makhonin, afirmaram que drones foram abatidos sobre a região — o governador citou 36 aparelhos derrubados em área não residencial —, enquanto fontes ucranianas de OSINT Exilenova+ e Supernova+, além de trabalhadores da fábrica, relataram acertos bem-sucedidos, explosões, fumaça sobre o complexo e paralisação total do processo tecnológico. Além disso, alguns relatos citam apenas a Azot em Berezniki como alvo, enquanto outros indicam que drones também podem ter atingido uma segunda empresa química — Metafrax Chemicals, em Gubakha —; o governador do Krai de Perm afirmou que dois objetos industriais foram atacados.

Contexto

A Azot faz parte da Uralchem e é a sucessora legal do Combinado Químico de Berezniki; produz amônia, ácido nítrico, nitrato de amônio e potássio, ureia e outros produtos químicos. O complexo ocupa cerca de 140 hectares, inclui aproximadamente 90 prédios produtivos e emprega cerca de 2.500 pessoas. Antes do ataque, sirenes de alerta aéreo soaram por várias horas em Berezniki e Solikamsk, e canais de monitoramento registraram atividade de drones no céu do Krai de Perm.