Drones ucranianos atingem refinaria de Kuibyshev em Samara e provocam grande incêndio
Na noite de 22 de setembro de 2026, drones ucranianos atacaram a refinaria de petróleo de Kuibyshev, em Samara, na Rússia, provocando um incêndio de grandes proporções na planta. O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia e as Forças de Sistemas Não Tripulados confirmaram o ataque, realizado em conjunto com um ataque à refinaria Bashneft-UNPZ, em Ufa. O governador de Samara, Vyacheslav Fedorishchev, afirmou que defesas aéreas abateram "dezenas de drones" durante a noite, sem mencionar especificamente o incêndio na refinaria.
Pontos principais
- Na noite de 22 de setembro, drones atacaram a refinaria de Kuibyshev, em Samara, causando um grande incêndio.
- O Estado-Maior da Ucrânia confirmou ataques simultâneos à refinaria de Kuibyshev e à refinaria Bashneft-UNPZ em Ufa.
- As Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia afirmaram que o alvo ficava a mais de 1.000 km de distância e que a ação foi executada por operadores do 1º Centro Separado das Forças de Sistemas Não Tripulados.
- A empresa ucraniana Fire Point afirmou que o ataque utilizou drones FP-1 e que as unidades primárias de refino AVT-4 e AVT-5 foram atingidas.
- O governador de Samara, Vyacheslav Fedorishchev, disse que defesas aéreas abateram "dezenas de drones" e mencionou danos a objetos civis, sem citar o incêndio na refinaria.
- A refinaria de Kuibyshev pertence à Rosneft e tem capacidade instalada de cerca de 7 milhões de toneladas de petróleo por ano (uma fonte de OSINT cita cerca de 6,7 milhões).
- No dia 20 de setembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu durante ligação a Zelensky que a Ucrânia parasse de atacar refinarias russas.
Por que importa
A refinaria de Kuibyshev é uma das maiores do hub de refino de Samara, controlado pela Rosneft, com capacidade instalada de cerca de 7 milhões de toneladas de petróleo por ano. O ataque atingiu unidades primárias de refino (AVT-4 e AVT-5), somando-se a interrupções anteriores e enfraquecendo a capacidade de produção de combustíveis para as forças armadas russas. A operação, conduzida a mais de 1.000 km de distância, foi confirmada oficialmente pela Ucrânia e ocorreu junto com um ataque à refinaria Bashneft-UNPZ em Ufa, demonstrando a capacidade de drones de longo alcance. O episódio acontece logo depois de Donald Trump ter pedido publicamente que a Ucrânia parasse esses ataques.
O que aconteceu
Na noite de 22 de setembro de 2026, drones ucranianos atacaram a refinaria de Kuibyshev, no distrito de Kuibyshev, na cidade de Samara, região de Samara, na Rússia, causando um incêndio de grandes proporções na planta. O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou o ataque, indicando que as Forças de Defesa ucranianas atingiram tanto a refinaria de Kuibyshev em Samara quanto a refinaria Bashneft-UNPZ em Ufa, com incêndios registrados em ambos os locais. As Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia afirmaram que o ataque foi conduzido por operadores do 1º Centro Separado das Forças de Sistemas Não Tripulados em conjunto com outras unidades das Forças de Defesa, e que a distância até o alvo ultrapassava 1.000 km. A empresa de defesa ucraniana Fire Point informou que drones FP-1 foram usados e que unidades primárias de refino AVT-4 e AVT-5 foram atingidas. O canal de OSINT Exilenova+ relatou que a unidade atmosférica-vácuo AVT-5 estava em chamas, e imagens de satélite da manhã de 22 de setembro mostraram focos de incêndio perto de tanques de combustível na parte leste da refinaria. O governador da região de Samara, Vyacheslav Fedorishchev, afirmou que as defesas aéreas derrubaram "dezenas de drones" durante a noite e que os drones tinham como alvo empreendimentos industriais, sem mencionar especificamente o incêndio na refinaria e citando danos a objetos civis, como casas e carros. A Rosaviatsiya impôs restrições a voos noturnos em Samara e em outras cidades da região. O Ministério da Defesa da Rússia informou que 297 drones foram interceptados e destruídos durante a noite em 14 regiões e na Crimeia ocupada temporariamente. Não houve relatos oficiais de vítimas no ataque à refinaria, embora uma manchete em inglês tenha mencionado uma morte e quatro feridos na região de Samara — informação não corroborada por outras fontes.
O que dizem as fontes ucranianas
Fontes ucranianas destacam a confirmação oficial do ataque pelo Estado-Maior e pelas Forças de Sistemas Não Tripulados, além de detalhes operacionais como o uso de drones FP-1, a participação do 1º Centro Separado das Forças de Sistemas Não Tripulados e a distância superior a 1.000 km até o alvo. A cobertura enfatiza o argumento estratégico de que os ataques reduzem o potencial militar-econômico da Rússia, uma vez que a produção da refinaria supre as necessidades do exército russo. As reportagens ucranianas frequentemente agrupam o ataque a Kuibyshev com o ataque simultâneo à refinaria Bashneft-UNPZ em Ufa, apresentando-os como uma operação coordenada de longo alcance, e destacam os danos às unidades primárias de refino (AVT-4 e AVT-5) e as paralisações anteriores da planta para sublinhar o impacto acumulado.
O que dizem as fontes internacionais
A reportagem internacional inclui uma manchete em inglês, baseada em agência do Azerbaijão, afirmando que uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas na região de Samara — elemento não corroborado por outras fontes. A cobertura em inglês situa o ataque no contexto mais amplo das declarações recentes de Donald Trump, que pediu à Ucrânia que parasse de atacar refinarias russas e depois afirmou que a Rússia "perdeu o controle" de sua indústria de refino. A resposta oficial russa é centrada na fala do governador Vyacheslav Fedorishchev, que mencionou o abate de "dezenas de drones" e danos a objetos civis sem citar o incêndio na refinaria, e no número divulgado pelo Ministério da Defesa da Rússia de 297 drones interceptados durante a noite em 14 regiões e na Crimeia ocupada.
Onde as versões divergem
Há divergências sobre a capacidade instalada da refinaria de Kuibyshev: a maioria das fontes cita cerca de 7 milhões de toneladas por ano, enquanto o canal de OSINT Astra informa cerca de 6,7 milhões. As fontes também divergem sobre quais unidades de refino estavam em chamas — Exilenova+ e a maior parte dos relatos preliminares indicam apenas a AVT-5, ao passo que a Fire Point afirma que tanto AVT-4 quanto AVT-5 foram atingidas. Há ainda desacordo sobre o ano da paralisação anterior da planta: algumas fontes indicam junho de 2025, outras junho de 2026. Por fim, uma manchete em inglês relata uma morte e quatro feridos na região de Samara, enquanto outras reportagens e autoridades regionais não confirmam vítimas no ataque à refinaria e atribuem eventuais danos a objetos civis.
Contexto
A refinaria de Kuibyshev integra o hub de refino de Samara da Rosneft, que também inclui as refinarias de Novokuibyshevsk e Syzran, todas já atingidas pelas Forças de Defesa da Ucrânia em diferentes momentos. A planta já havia suspendido operações após ataques de drones em junho de 2026 (ou 2025, segundo algumas fontes), agosto de 2025 e março de 2024. Em 2024, processou 4,7 milhões de toneladas de petróleo, produzindo cerca de 800 mil toneladas de gasolina, 1,4 milhão de toneladas de diesel e 1,3 milhão de toneladas de óleo combustível. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, 297 drones foram interceptados durante a noite em 14 regiões e na Crimeia ocupada; na noite anterior o número foi 244, e na manhã do domingo foi divulgado um recorde de 1.110.