Ucrânia ataca refinaria de petróleo e estação de transneft na Rússia com drones na noite de 2 de outubro
Na noite de 2 de outubro de 2026, as Forças de Defesa da Ucrânia realizaram ataques com drones contra a infraestrutura petrolífera russa nas regiões de Volgogrado e Samara. O Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas confirmou os ataques à refinaria Lukoil-Volgogradneftepererabotka, em Volgogrado, e à estação linear de produção e despacho (LVDS) "Samara", da Transneft, na região de Samara. Vídeos e dados de satélite indicam explosões e incêndios em ambas as instalações. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia "responde de forma justa" à escalada russa com ataques de longo alcance.
Pontos principais
- Forças de Defesa da Ucrânia atacaram instalações de petróleo nas regiões russas de Samara e Volgogrado na noite de 2 de outubro de 2026.
- O Estado-Maior da Ucrânia confirmou ataques à refinaria Lukoil-Volgogradneftepererabotka, em Volgogrado, e à estação LVDS "Samara" (Transneft), na região de Samara.
- NASA FIRMS registrou incêndios na área das unidades de coqueamento retardado e ELOU-AVT-1 e ELOU-AVT-5 da refinaria de Volgogrado; análise OSINT do canal Astra confirma fogo também na LVDS "Samara".
- A refinaria de Volgogrado, da Lukoil, tem capacidade estimada em 14,8–15,7 milhões de toneladas de petróleo por ano (cerca de 5% do refino russo).
- A LVDS "Samara" ocupa mais de 216 hectares, com 71 reservatórios de capacidade superior a 1,6 milhão de metros cúbicos de petróleo; nela se misturam os tipos de petróleo que formam o grau de exportação Urals (até 50% das exportações russas).
- O presidente Zelensky disse que a Ucrânia "responde de forma justa" à escalada russa e agradeceu à SBU, HUR, Forças de Sistemas Não Tripulados, SSO e SZIR.
- O governador de Volgogrado, Andrey Bocharov, relatou um incêndio em prédio residencial na rua Udmurtskaya e uma pessoa hospitalizada; moradores reclamaram que nenhum alerta aéreo foi declarado.
Por que importa
Os ataques atingiram duas das maiores instalações de petróleo da Rússia: uma refinaria de propriedade da Lukoil, em Volgogrado, e a maior fazenda de tanques da Europa, na região de Samara, operada pela Transneft, por onde escoa boa parte da produção russa para exportação — incluindo o petróleo Urals. Kiev enquadrou os ataques como exercício do direito de autodefesa previsto no Artigo 51 da Carta da ONU, voltado a reduzir o potencial econômico-militar da Rússia. Os ataques continuam apesar dos pedidos do presidente dos EUA, Donald Trump, para que a Ucrânia reduzisse os ataques às refinarias russas.
O que aconteceu
Na noite de 2 de outubro de 2026, drones ucranianos atacaram alvos nas regiões russas de Volgogrado e Samara. O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou que foram atingidas a refinaria Lukoil-Volgogradneftepererabotka, em Volgogrado, e a estação LVDS "Samara" (Transneft), no assentamento de Prosvet. Imagens de satélite da NASA FIRMS registraram incêndios na unidade de coqueamento retardado e nas unidades ELOU-AVT-1 e ELOU-AVT-5 da refinaria de Volgogrado, considerada uma das maiores do país. Análise de OSINT conduzida pelo canal russo Astra, a partir de vídeos e fotos de moradores, identificou um grande clarão na área da refinaria e na empresa química Kaustik, em Volgogrado, sem que fosse possível determinar exatamente em qual dos dois locais o fogo começou; Astra também confirmou um incêndio na LVDS "Samara".
A SBU, por meio do seu Centro de Operações Especiais Alfa, em coordenação com as Forças de Sistemas Não Tripulados (SBS), Forças de Operações Especiais (SSO) e HUR, afirmou ter atingido a LVDS "Samara" e as estações de bombeamento Samara-1 e Samara-2. A unidade Deep Strike das SSO também reivindicou o ataque, com seus drones alcançando os alvos designados. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia "responde de forma justa" à escalada russa com ataques de longo alcance e agradeceu a SBU, HUR, SBS, SSO e SZIR.
Do lado russo, o governador de Volgogrado, Andrey Bocharov, reconheceu que houve um ataque massivo de drones à infraestrutura industrial da região, mas não confirmou incêndios em empresas; segundo ele, um prédio residencial na rua Udmurtskaya, no distrito de Krasnoarmeysky, pegou fogo e uma pessoa foi hospitalizada. Moradores de Volgogrado relataram drones sobrevoando a cidade e numerosas explosões em vários distritos, e reclamaram que nenhum alerta aéreo foi declarado. Em Samara, o prefeito Ivan Noskov suspendeu o transporte público de superfície e manteve o metrô em funcionamento como abrigo; a ameaça de mísseis foi depois cancelada, mas a ameaça de drones continuou. Autoridades locais de Samara não comentaram oficialmente o incêndio na LVDS. As autoridades russas não confirmaram oficialmente o fogo na LVDS "Samara" nem na refinaria de Volgogrado, e a Radio Liberty afirmou não poder verificar de forma independente os dados sobre os ataques.
O que dizem as fontes ucranianas
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia descreveu os ataques como o exercício do direito inerente à autodefesa previsto no Artigo 51 da Carta da ONU, visando reduzir o potencial econômico-militar da Rússia. Zelensky enquadrou os ataques como uma resposta justa à escalada russa e agradeceu publicamente à SBU, HUR, SBS, SSO e SZIR. Reportagens ucranianas destacaram a importância estratégica da LVDS "Samara" e o porte da refinaria de Volgogrado.
O que dizem as fontes internacionais
O presidente dos EUA, Donald Trump, vinha pedindo publicamente a Zelensky que interrompesse os ataques às refinarias russas, citando a alta dos preços do diesel; em 28 de setembro Trump afirmou que Zelensky teria concordado em reduzir a intensidade dos ataques. Apesar disso, a Ucrânia continuou as operações contra a infraestrutura petrolífera da Rússia, e um cessar-fogo no setor energético foi um dos temas da conversa entre Trump e Zelensky em Nova York. Putin estimou em 1% do PIB o impacto dos ataques às refinarias russas.
Contexto
Ambos os alvos — a LVDS "Samara" e a refinaria Lukoil-Volgogradneftepererabotka — já haviam sido atingidos anteriormente por drones ucranianos. O presidente dos EUA, Donald Trump, vinha pedindo publicamente que Zelensky parasse os ataques às refinarias russas, alegando alta nos preços do diesel; em 28 de setembro, Trump afirmou que Zelensky teria concordado em reduzir a intensidade dos ataques. Um possível cessar-fogo no setor energético foi discutido na conversa entre Trump e Zelensky em Nova York, mas os ataques à infraestrutura petrolífera russa continuaram após esse encontro.