Ucrânia pede sanções após cada grande ataque russo e novo pacote antibalístico
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, em coletiva conjunta em Kiev com o chanceler polonês Radosław Sikorski, pediu que os parceiros imponham sanções à Rússia após cada grande ataque, em vez de esperar por grandes pacotes. Ele defendeu um "Pacote Antibalístico" e o corte do acesso russo a componentes ocidentais usados em mísseis e drones.
Pontos principais
- Sybiha propôs sanções após cada grande ataque russo, em vez de grandes pacotes periódicos.
- Ele defendeu um "Pacote Antibalístico" para atingir a produção russa de mísseis e drones.
- Sybiha afirmou que a Rússia continua usando componentes ocidentais, inclusive europeus, em seus mísseis e drones.
- A Ucrânia entregou a parceiros europeus informações sobre o uso desses componentes.
- Sybiha disse que "o terror de Putin está batendo à porta da UE e da OTAN".
- Embaixadores da UE não chegaram a acordo sobre renovação de sanções pessoais por exigências de duas capitais.
- Projeto de sanções dos EUA aprovado no Senado aguarda votação na Câmara na próxima semana.
Por que importa
A proposta de Sybiha mudaria o ritmo das sanções ocidentais, vinculando novas medidas a cada grande ataque russo. Ele apontou que componentes europeus seguem chegando a mísseis e drones russos como uma lacuna a ser fechada. O apelo ocorre em momento em que embaixadores da UE voltaram a não chegar a acordo sobre sanções pessoais e um projeto dos EUA aguarda votação na Câmara, num contexto em que Sybiha busca destravar decisões.
O que aconteceu
Em coletiva conjunta em Kiev com o chanceler polonês Radosław Sikorski, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu que os parceiros adotem uma nova abordagem: impor pacotes de sanções à Rússia após cada grande ataque, em vez de esperar por grandes rodadas periódicas. Entre os pacotes sugeridos está um "Pacote Antibalístico". Segundo Sybiha, os parceiros devem privar a Rússia da capacidade de produzir mísseis balísticos e drones e restringir seu acesso a tecnologias militares. Ele afirmou que a Rússia aprendeu a contornar sanções e continua usando componentes produzidos em países ocidentais, inclusive europeus, em seus mísseis e drones. A Ucrânia já repassou aos parceiros europeus informações sobre o uso desses componentes. Sybiha também defendeu maior pressão sobre a Rússia por seus ataques a portos, embarcações civis e rotas marítimas ucranianas no Mar Negro, argumentando que Moscou teria interrompido a navegação marítima na região, prejudicando a segurança alimentar global.
O que dizem as fontes ucranianas
As três fontes fornecidas são veículos ucranianos, que destacam o chamado de Sybiha a sanções após cada grande ataque russo e apresentam a proposta como resposta urgente e atrelada aos bombardeios. Os veículos dão destaque ao "Pacote Antibalístico" e ao uso de componentes ocidentais em mísseis e drones russos, colocando no centro da cobertura o descasamento europeu em sanções. Também reforçam a fórmula de Sybiha de que "o terror de Putin bate à porta da UE e da OTAN", vinculando os ataques à Ucrânia à segurança euro-atlântica.
Onde as versões divergem
Os fatos fornecidos usam duas grafias paralelas para o primeiro nome do chanceler ucraniano — 'Andriy' e 'Andrii' — nas três fontes ucranianas.
Contexto
A Rússia segue realizando grandes ataques contra a Ucrânia, renovando o impulso por sanções mais duras. As sanções pessoais da UE foram prorrogadas em 14 de março, e uma nova tentativa de renovação fracassou porque duas capitais exigiram mudanças nas listas. A Eslováquia pressionou até o último momento para retirar os oligarcas russos Mikhail Fridman e Alisher Usmanov da lista de sanções. Um projeto de lei de sanções dos EUA, aprovado no Senado por maioria ampla no mês passado, está previsto para votação na Câmara dos Deputados na semana seguinte. A inteligência militar ucraniana avaliou que a Rússia pode ter recursos suficientes para continuar a guerra até 2027–2028, apesar da pressão econômica.