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Sikorski diz que aviação europeia da OTAN poderia destruir metade das refinarias russas sem os EUA

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, afirmou na conferência YES na Ucrânia que, em caso de agressão russa contra a OTAN, a aviação dos países europeus da organização poderia, mesmo sem os Estados Unidos, destruir metade das refinistas de petróleo da Rússia mais rápido do que a Ucrânia já conseguiu. A declaração provocou reação crítica do Itamaraty russo e expôs uma divergência pública com o presidente dos EUA, Donald Trump, que pediu a Zelensky que parasse os ataques contra a infraestrutura de diesel russa.

Pontos principais

  • Sikorski afirmou na conferência YES que a aviação europeia da OTAN poderia destruir metade das refinarias russas mais rápido do que a Ucrânia, mesmo sem os EUA.
  • Segundo Sikorski: "Se os ucranianos destruíram metade da capacidade de refino da Rússia em seis meses, nós poderíamos fazer em seis semanas."
  • Ele citou uma "vantagem impressionante" em aviação e armamentos modernos de longo alcance.
  • Sikorski reiterou depois, no X, que mantém a avaliação.
  • Em 13 de setembro, Sikorski afirmou que a segurança da Polônia e da Ucrânia estão inseparavelmente ligadas.
  • Trump havia pedido a Zelensky que parasse os ataques a infraestrutura de diesel russa; Sikorski disse publicamente ter opinião diferente.
  • O Itamaraty russo, por meio de Maria Zakharova, classificou a declaração como "russofobia do cérebro".

Por que importa

A declaração quantifica uma capacidade militar europeia, sem os EUA, contra a infraestrutura estratégica russa de energia e funciona como mensagem dissuasiva. Ao mesmo tempo, expõe uma divergência pública direta entre um chanceler europeu e o presidente dos EUA sobre os ataques ucranianos a alvos energéticos. A reação agressiva do Itamaraty russo e a posterior reafirmação de Sikowski mostram que se trata de um confronto diplomático assumido, não de retórica rotineira.

O que aconteceu

Durante a conferência YES na Ucrânia, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, afirmou que, em caso de agressão russa contra a OTAN, a aviação dos países europeus da aliança poderia, mesmo sem a participação dos Estados Unidos, destruir metade das refinarias de petróleo da Rússia mais rápido do que a Ucrânia já conseguiu. Sikorski comparou a campanha ucraniana, que, segundo ele, destruiu metade da capacidade de refino russa em seis meses, com uma suposta capacidade europeia de fazer o mesmo em seis semanas. Ele citou o que descreveu como uma "vantagem impressionante" da OTAN em aviação e em armamentos modernos de longo alcance. Um vídeo de seu discurso se espalhou online. Depois, no X, Sikorski esclareceu que se referia especificamente a aliados europeus agindo sem os EUA, caso a Rússia os atacasse, e disse: "Eu ainda acredito nisso." No dia anterior, 13 de setembro, ele já havia declarado que a segurança da Polônia e da Ucrânia estão inseparavelmente ligadas. O Itamaraty russo reagiu por meio da porta-voz Maria Zakharova, classificando a fala como "russofobia do cérebro", segundo a TASS.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura em língua ucraniana apresenta a declaração de Sikorski como demonstração de solidariedade europeia com a Ucrânia e como crítica implícita à pressão de Trump sobre Zelensky. As matérias destacam o palco da conferência YES e a afirmação de Sikorski de que a segurança da Polônia e da Ucrânia estão inseparavelmente ligadas. A reação hostil do Itamaraty russo é destacada para sublinhar como Moscou recebeu a declaração.

Onde as versões divergem

A formulação original de Sikorski sobre o que a aviação europeia da OTAN poderia fazer foi lida por alguns públicos como ambígua; ele depois esclareceu que se tratava especificamente de países europeus da OTAN agindo sem os Estados Unidos, e reiterou que mantém a avaliação. Em outro ponto, Sikorski discordou publicamente do chamado de Trump para que Zelensky parasse os ataques a infraestrutura de diesel russa, enquanto a posição dos EUA, conforme reportada, é a de que eles estão causando escassez.

Contexto

Sikorski fez as declarações após visitar a Ucrânia e na conferência YES realizada no país. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia pedido separadamente ao presidente Volodymyr Zelensky que parasse os ataques ucranianos à infraestrutura russa de diesel, alegando que estavam provocando escassez; Sikorski disse discordar. A campanha da Ucrânia contra a capacidade de refino russa é usada por Sikorski como referência comparativa ("em seis meses" contra os supostos "seis semanas" europeus).