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Chefe militar da OTAN diz que aliança está pronta para escalada russa no flanco leste

O presidente do Comitê Militar da OTAN, almirante Giuseppe Cavo Dragone, afirmou em 19 de setembro, em Copenhague, durante reunião dos 32 principais chefes militares da Aliança, que a OTAN está preparada para responder a uma possível escalada da Rússia no flanco leste. Dragone disse que a aliança conta com cerca de 4.000 páginas de planos de defesa, continua aumentando forças em pessoal e equipamentos e que "em caso de ataque, sabemos o que fazer". O pronunciamento ocorre em meio a alertas vindos da Polônia, França, Holanda, Lituânia e Letônia sobre possíveis provocações russas.

Pontos principais

  • Dragone falou em 19 de setembro em reunião dos 32 principais generais da OTAN, em Copenhague.
  • A OTAN tem cerca de 4.000 páginas de planos militares para defender o flanco leste, cobrindo cenários de crise mínima a intervenção em território da Aliança.
  • O almirante afirmou que a OTAN continua reforçando forças em número e em nível de equipamento.
  • O premiê polonês Donald Tusk alertou que Moscou pode realizar nos próximos meses um ataque com drones ou mísseis a um país da OTAN como provocação para testar a Aliança.
  • Em agosto, relatórios de inteligência dos EUA indicaram que Moscou planeja um ataque limitado a um país da OTAN nos próximos anos; em 15 de setembro, o assessor presidencial russo Nikolai Patrushev disse que Varsóvia seria apagada "em dois ou três dias" em caso de guerra contra Moscou.

Por que importa

A declaração parte do mais alto oficial militar da OTAN em um momento de alertas vindos de várias capitais europeias sobre uma possível provocação russa contra um país da Aliança. Dragone reafirmou que a OTAN está pronta, com cerca de 4.000 páginas de planos de defesa para o flanco leste e a continuidade do reforço de forças em pessoal e equipamento, e enquadrou as tentativas russas de minar a unidade da Aliança como algo que, na verdade, torna a OTAN mais coesa.

O que aconteceu

O presidente do Comitê Militar da OTAN, almirante Giuseppe Cavo Dragone, afirmou em 19 de setembro de 2026, em Copenhague, durante reunião dos 32 principais chefes militares da Aliança, que a OTAN está preparada para responder a uma possível escalada da Rússia em seu flanco leste. Dragone disse que "a Aliança está pronta, a estrutura está pronta, os soldados e o armamento estão prontos" e que a OTAN continua aumentando suas forças em número e em nível de装备. Ele afirmou que existem cerca de 4.000 páginas de planos militares para a defesa do flanco leste, cobrindo cenários que vão de uma crise mínima a uma intervenção em território da Aliança, e acrescentou que "em caso de ataque, sabemos o que fazer". Segundo ele, o comportamento "irresponsável" da Rússia nas últimas semanas e meses continua testando a resolução dos aliados e busca minar a confiança e a unidade da OTAN, mas que essas tentativas não dividem a Aliança — pelo contrário, "afiam nossas ferramentas" e tornam a OTAN mais coesa e determinada. O pronunciamento ocorre após uma série de alertas de países-membros: o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou que Moscou pode realizar nos próximos meses um ataque com drones ou mísseis contra um país da OTAN como uma provocação encenada para testar a Aliança, e que há indícios de "planos de ataques híbridos" russos contra países que apoiam a Ucrânia; França e Holanda também manifestaram preocupação com o risco de uma provocação russa; o presidente da Letônia, Edgars Rinkēvičs, declarou que a maioria dos países da OTAN atualmente não conseguiria repelir um ataque de mísseis russos e que a Europa não acompanha o desenvolvimento da guerra com drones e meios aéreos travada pela Ucrânia; o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kęstutis Budrys, disse que também há dados indicando preparação russa para ataques híbridos contra aliados da Ucrânia. Em agosto, relatórios de inteligência dos EUA continham alerta de que Moscou planeja um ataque limitado a um país da OTAN nos próximos anos.

Onde as versões divergem

Há divergências pontuais entre as fontes sobre dois pontos. Primeiro, a data exata do alerta do primeiro-ministro polonês Donald Tusk não é a mesma em todas as matérias: algumas dizem apenas "na quinta-feira", enquanto outra indica 17 de setembro e outra, 18 de setembro. Segundo, a autoria das declarações de que a maioria dos países da OTAN não conseguiria hoje repelir um ataque de mísseis russo e de que a Europa não acompanha o ritmo da guerra de drones e aérea travada na Ucrânia é atribuída por algumas fontes ao presidente da Letônia, Edgars Rinkēvičs, e por uma fonte ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Contexto

Em 2023, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, os aliados da OTAN acordaram três planos operacionais regionais de defesa. Em agosto, relatórios de inteligência dos Estados Unidos continham um alerta de que Moscou planeja um ataque limitado a um país da OTAN nos próximos anos. Nas últimas semanas, a Europa registrou um número crescente de violações de espaço aéreo e tentativas de sabotagem em meio à escalada de tensões com a Rússia. Em 15 de setembro, o assessor presidencial russo Nikolai Patrushev afirmou que, em caso de ação militar contra Moscou, Varsóvia seria destruída "em dois ou três dias". Na conferência YES na Ucrânia, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, declarou que Polônia e aliados poderiam derrotar a Rússia rapidamente caso ela atacasse, citando a vantagem da OTAN em aviação e armamentos modernos de longo alcance.