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Drone russo tipo Gerbera derrubado na Lituânia; Vilnius convocará o Conselho de Defesa após reunião com chanceler

O presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, informou nesta terça-feira (16) que um drone derrubado no espaço aéreo lituano foi, com grande probabilidade, um aparelho russo do tipo Gerbera, originalmente direcionado à Ucrânia e desviado de rota por contramedidas eletrônicas ucranianas. O drone, que entrou na Lituânia vindo da Bielorrússia, foi interceptado por caças italianos da missão de policiamento aéreo da OTAN — a primeira derrubada de drone no espaço aéreo do país. O incidente levou Vilnius a anunciar nota de protesto à Bielorrússia e consultas com aliados.

Pontos principais

  • Drone derrubado no espaço aéreo da Lituânia foi provavelmente um Gerbera russo, segundo o presidente Gitanas Nausėda
  • Aparelho teria sido desviado de rota por guerra eletrônica ucraniana enquanto seguia para a Ucrânia
  • Drone entrou na Lituânia vindo da Bielorrússia e foi interceptado por caças italianos da OTAN baseados em Šiauliai
  • É a primeira vez que uma aeronave da OTAN derruba um drone no espaço aéreo lituano
  • Explosivos foram encontrados no drone e neutralizados pelos sapadores
  • Nauseda advertiu que incidentes do tipo podem se repetir e pediu ao Ministério da Defesa meios alternativos de interceptação
  • Lituânia entregará nota de protesto à Bielorrússia e consultará aliados sobre o caso

Por que importa

É a primeira derrubada de drone sobre a Lituânia e a primeira interceptação desse tipo por uma aeronave da OTAN no espaço aéreo do país, o que marca um precedente operacional para a missão de policiamento aéreo da Aliança no Báltico. O fato de o aparelho transportarem explosivos eleva o potencial de dano de futuros incidentes e levou Vilnius a anunciar protesto diplomático à Bielorrússia e consultas com aliados. A Lituânia também usou o episódio para defender melhores capacidades de detecção e meios alternativos de interceptação, indicando uma lacuna nas ferramentas atuais de defesa antimíssil.

O que aconteceu

Na noite de terça-feira (15), um drone não identificado entrou no espaço aéreo da Lituânia vindo da Bielorrússia e foi abatido por caças italianos da missão de policiamento aéreo da OTAN baseados na base aérea de Šiauliai. A queda ocorreu perto da aldeia de Pratkūnai, no distrito de Kaišiadorys, nas proximidades da usina hidrelétrica reversa de Kruonis. Os sapadores neutralizaram um explosivo encontrado nos destroços. Foi a primeira vez que uma aeronave da OTAN abateu um drone no espaço aéreo lituano. Após reunião do Conselho de Defesa do Estado em 16 de setembro, o presidente Gitanas Nausėda declarou que o aparelho era, com grande probabilidade, um drone russo do tipo Gerbera, originalmente direcionado à Ucrânia e desviado de rota por contramedidas eletrônicas ucranianas, e que provavelmente não foi um ataque deliberado contra a Lituânia. O chanceler Kęstutis Budrys afirmou que Vilnius apresentará uma nota de protesto à Bielorrússia e consultará aliados sobre o caso. Nauseda também alertou que incidentes do tipo podem se repetir.

Onde as versões divergem

As fontes divergem no nível de detalhe sobre o local da queda: várias apontam a aldeia de Pratkūnai, no distrito de Kaišiadorys, enquanto outras enfatizam a proximidade da usina hidrelétrica de Kruonis — localizações compatíveis, mas que destacam marcos diferentes. Também há variação de ênfase: parte da cobertura enquadra o episódio como um sucesso da missão de policiamento aéreo da OTAN e como precedente inédito, enquanto outras sublinham que o uso de caças e mísseis é caro e ineficiente, destacando a necessidade de meios alternativos de interceptação — apresentando o mesmo fato como marco operacional e, ao mesmo tempo, como evidência de lacunas de capacidade.

Contexto

O Gerbera é um tipo de veículo aéreo não tripulado observado em ataques contra a Ucrânia; a Força Aérea Ucraniana relatou UAVs do tipo Gerbera sobrevoando o norte da Ucrânia na noite do incidente. Incidentes anteriores com drones já haviam ocorrido no espaço aéreo da Letônia e da Estônia; o chanceler ucraniano Andrii Sybiha atribuiu alguns desses casos a drones ucranianos desviados de alvos na Rússia por guerra eletrônica russa. Dois dias antes da derrubada, em 13 de setembro, autoridades lituanas emitiram um alerta amarelo em Vilnius e distritos vizinhos após um possível avistamento de drone, que depois se revelou ser um bando de pássaros. Pouco antes do incidente, a Bielorrússia iniciou exercícios militares de quatro dias perto das fronteiras com Polônia e Lituânia, com práticas de defesa de fronteira, contrassabotagem e defesa contra drones e aeronaves leves.