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Naftogaz firma memorando com a MOL para construir armazenagem de combustíveis na Hungria

O grupo Naftogaz, da Ucrânia, assinou um memorando de entendimento com a petrolífera húngara MOL para a construção de instalações de armazenamento de derivados de petróleo na Hungria, perto da fronteira com a Ucrânia. O acordo foi firmado durante o Fórum Econômico Carpathian, no âmbito da cúpula da C8 (Carpathian Eight), com o objetivo de manter parte das reservas estratégicas ucranianas de combustível fora do alcance dos ataques russos.

Pontos principais

  • Naftogaz e a húngara MOL assinaram memorando para construir armazenagem de derivados de petróleo na Hungria, perto da fronteira ucraniano-húngara.
  • O acordo foi firmado no Fórum Econômico Carpathian, no âmbito da cúpula da C8, realizada em 18 de setembro de 2026.
  • A C8, iniciativa do presidente Volodymyr Zelensky, reúne Ucrânia, Romênia, Polônia, Eslováquia, Hungria, Chéquia, Áustria e Sérvia.
  • O anúncio foi feito pelo presidente interino do conselho da Naftogaz, Serhiy Fedorenko, em 20 de setembro.
  • O projeto visa armazenar parte das reservas estratégicas ucranianas fora do alcance dos ataques russos à infraestrutura de combustível.
  • Fedorenko afirmou que a diversificação de rotas e a capacidade adicional de armazenamento são essenciais para a estabilidade do mercado de combustível.
  • A cúpula reuniu líderes como os presidentes Nicușor Dan (Romênia) e Aleksandar Vučić (Sérvia), além do primeiro-ministro polonês Donald Tusk.

Por que importa

O acordo cria infraestrutura transfronteiriça de armazenagem em território de um membro da UE e da OTAN, destinada a proteger reservas estratégicas ucranianas dos ataques russos. É o resultado mais concreto em segurança energética da C8, o formato diplomático regional proposto por Zelensky, e sinaliza uma cooperação energética Ucrânio-Hungria em meio à continuidade das compras húngaras de energia russa sob o novo governo de Péter Magyar.

O que aconteceu

Em 20 de setembro de 2026, o presidente interino do conselho do grupo Naftogaz, Serhiy Fedorenko, anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a petrolífera húngara MOL para a construção de instalações de armazenamento de derivados de petróleo na Hungria, perto da fronteira com a Ucrânia. O documento foi firmado em 18 de setembro, no Fórum Econômico Carpathian, que ocorreu dentro da cúpula do formato C8. O objetivo declarado do projeto é abrigar parte das reservas estratégicas de combustível da Ucrânia fora do alcance dos ataques russos à infraestrutura energética. Fedorenko justificou a iniciativa pela necessidade de diversificar rotas e criar capacidade extra de armazenamento diante dos contínuos ataques à infraestrutura ucraniana de combustível, e afirmou que o acordo também contribuirá para o desenvolvimento mutuamente benéfico da infraestrutura energética transfronteiriça entre os dois países. No mesmo fórum, os países da C8 também apresentaram um portfólio conjunto de 95 projetos de investimento no valor de aproximadamente 40 bilhões de euros.

O que dizem as fontes ucranianas

Fontes ucranianas, como LIGA.net, Forbes Ukraine, ZN.UA e Ukrinform, apresentam a Naftogaz e o presidente interino do conselho Serhiy Fedorenko como porta-vozes centrais do acordo. A narrativa enfatiza a resposta direta aos ataques russos contra a infraestrutura de combustível e destaca os benefícios para a Ucrânia em termos de segurança das reservas estratégicas e de integração da infraestrutura energética transfronteiriça com a Hungria.

O que dizem as fontes internacionais

O material fornecido apresenta a cooperação energética Ucrânio-Hungria principalmente sob a ótica ucraniana; não foi identificada uma perspectiva internacional distinta nos dados sintetizados.

Onde as versões divergem

Fontes ucranianas divergem sobre o escopo dos projetos anunciados no Fórum Econômico Carpathian: o primeiro-ministro Serhiy Koretsky é citado como tendo afirmado que cerca de 50 projetos nos setores de petróleo e gás, energia, infraestrutura e cultura, totalizando mais de 1 bilhão de euros, foram formados durante o fórum — enquanto outras fontes descrevem um portfólio conjunto separado de 95 projetos da C8, no valor aproximado de 40 bilhões de euros, apresentado no mesmo evento.

Contexto

O formato C8 foi iniciado pelo presidente Volodymyr Zelensky e reúne Ucrânia, Romênia, Polônia, Eslováquia, Hungria, Chéquia, Áustria e Sérvia. Em seu fórum de 18 de setembro, os países do grupo apresentaram um portfólio conjunto de 95 projetos no valor aproximado de 40 bilhões de euros. A Rússia ataca sistematicamente a infraestrutura de combustível da Ucrânia desde a invasão em larga escala: no último semestre, mais de 300 postos de gasolina foram danificados ou destruídos, com ataques se espalhando para além das regiões da linha de frente. A legislação ucraniana permite que parte da reserva estratégica seja mantida no exterior, mas o mecanismo já enfrentou problemas de disponibilidade de reservatórios, logística e regras de armazenamento. Desde maio, a Hungria tem um novo governo sob Péter Magyar, e o ministro da Economia e Energia húngaro afirmou que o país pode atender suas necessidades de gás sem suprimentos russos até outubro de 2027, embora continue comprando energia da Rússia.