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51 países da ONU pedem à Rússia cessar-fogo incondicional; EUA não aderem

Em 23 de setembro de 2026, 51 Estados-membros da ONU divulgaram uma declaração conjunta pedindo à Rússia que aceite um cessar-fogo imediato, integral e incondicional e que retome negociações de paz substantivas. A Ucrânia já havia aceitado esse cessar-fogo em março de 2025. Os signatários também exigiram o retorno imediato de civis ucranianos deportados, com prioridade para crianças, e a troca completa de prisioneiros de guerra. Os Estados Unidos não aderiram ao documento.

Pontos principais

  • A Ucrânia já havia aceitado um cessar-fogo imediato, integral e incondicional desde março de 2025.
  • 51 Estados-membros da ONU divulgaram declaração conjunta em 23 de setembro pedindo à Rússia o mesmo cessar-fogo.
  • Os Estados Unidos não aderiram à declaração.
  • Os signatários exigiram o retorno imediato e incondicional de todos os civis ucranianos detidos, deslocados ou deportados, incluindo crianças.
  • Os signatários pediram a troca completa de prisioneiros de guerra como medida de construção de confiança.
  • A declaração expressa preocupação com a escalada dos ataques russos contra civis e infraestrutura civil na Ucrânia.
  • A declaração foi apresentada pela Alta Representante da UE Kaja Kallas e pelo chanceler ucraniano Andrii Sybiha, às vésperas de reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Por que importa

A declaração formaliza que a Ucrânia aceita um cessar-fogo incondicional e exerce pressão diplomática coletiva sobre a Rússia para fazer o mesmo. Demonstra ampla convergência internacional em torno da posição ucraniana na ONU, ao mesmo tempo em que evidencia a ausência dos EUA entre os signatários. Os signatários vincularam o chamado a demandas humanitárias concretas: o retorno de civis deportados, especialmente crianças, e a troca de prisioneiros. A declaração também levanta preocupações com ataques a infraestrutura civil e no Mar Negro, afetando a segurança alimentar global.

O que aconteceu

Em 23 de setembro de 2026, durante a Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, 51 Estados-membros divulgaram uma declaração conjunta pedindo à Rússia que aceite um cessar-fogo imediato, integral e incondicional e que se engaje em negociações de paz significativas. O documento foi apresentado pela Alta Representante da UE para Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, e pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, e publicado no canal do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, às vésperas de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.

A declaração destaca que a Ucrânia já havia concordado com esse cessar-fogo desde março de 2025. Os signatários exigiram que a Rússia garanta o retorno imediato, seguro e incondicional à Ucrânia de todos os civis arbitrariamente detidos, deslocados à força ou deportados — com prioridade para crianças —, além da troca completa de prisioneiros de guerra e pessoas internadas como medidas de construção de confiança.

O texto expressa preocupação profunda com a escalada dos ataques russos contra civis e infraestrutura civil na Ucrânia, citando dados da ONU sobre o aumento de baixas civis nos últimos meses. Manifesta ainda preocupação com ataques russos no Mar Negro, acusando Moscou de obstruir deliberadamente as exportações de grãos ucranianos e ameaçar a segurança alimentar global, e apoia esforços para um acordo que garanta a liberdade de navegação.

A declaração reafirma o apoio dos signatários à soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia, bem como ao seu direito de legítima defesa conforme a Carta da ONU. Os Estados Unidos não aderiram ao documento. O número exato de países signatários é relatado de forma inconsistente pelas fontes: algumas dizem 51 Estados-membros, outras 50 países mais a União Europeia, ou 49 países mais Ucrânia e UE. Uma fonte incluiu o Panamá entre os signatários, embora listas consolidadas não o façam.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre o número de países signatários da declaração: algumas relatam 51 Estados-membros da ONU, outras 50 países mais a União Europeia, e outras 49 países mais Ucrânia e UE. Uma fonte incluiu o Panamá entre os signatários, enquanto uma lista consolidada não o fez.

Contexto

A declaração foi divulgada em 23 de setembro, às vésperas de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU e durante a Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York. A Ucrânia afirmou já ter concordado com um cessar-fogo integral e incondicional desde março de 2025. No dia anterior, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu publicamente ao líder russo Vladimir Putin que encerrasse a guerra contra a Ucrânia, e o presidente Volodymyr Zelensky se reuniu com Trump na Assembleia Geral da ONU. Após o encontro, Zelensky disse que os EUA transmitiriam à Rússia uma proposta de cessar-fogo no setor energético, embora tenha reconhecido não conhecer a posição de Moscou.