Le Pen promete cortar ajuda financeira da França à Ucrânia se for eleita presidente
Marine Le Pen, líder nas pesquisas para a eleição presidencial francesa de 2027, afirmou no summit Playbook Paris Live que a França não pode mais ajudar financeiramente a Ucrânia devido ao estado do orçamento francês. A declaração gerou críticas duras do ex-primeiro-ministro Gabriel Attal e do líder do Renew Europe, que acusaram Le Pen de sacrificar a segurança da França e da Europa e de entregar a Ucrânia à Rússia.
Pontos principais
- Le Pen prometeu interromper a ajuda financeira da França à Ucrânia caso se torne presidente, citando o estado do orçamento francês.
- Ela disse que a França está pronta para continuar treinando militares ucranianos e fornecendo alguma ajuda material.
- Le Pen lidera as pesquisas para a eleição presidencial francesa de 2027 com margem significativa sobre os concorrentes.
- O ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, candidato do partido Renaissance, acusou Le Pen de sacrificar a segurança da França e da Europa e de entregar a Ucrânia e a Europa a Putin.
- Attal escreveu no X que a Ucrânia é um escudo para a França e que a Rússia está esperando a vitória de Le Pen.
- O líder do Renew Europe afirmou que os apelos de Le Pen para encerrar a ajuda à Ucrânia demonstram incompetência ou submissão ao Kremlin.
- Le Pen quer usar a influência francesa para buscar a paz e lamentou que Paris esteja atualmente à margem das negociações.
Por que importa
Le Pen é a favorita nas eleições presidenciais francesas de 2027, então sua intenção declarada de interromper a ajuda financeira à Ucrânia pode afetar materialmente o apoio europeu a Kyiv. Sua posição redefine o papel da França, deixando de ser apoiador financeiro da Ucrânia para mediador diplomático e fornecedor limitado de treinamento e material, sinalizando uma possível mudança na política francesa se ela vencer. O embate público com Attal enquadra a eleição de 2027 como um referendo sobre a continuidade do apoio à Ucrânia versus um alinhamento mais próximo com a Rússia.
O que aconteceu
Marine Le Pen, candidata presidencial do Rassemblement National e líder nas pesquisas para a eleição de 2027, declarou no summit Playbook Paris Live, na quinta-feira, que a França não pode mais ajudar financeiramente a Ucrânia devido ao estado do seu orçamento. Embora tenha dito que a França está pronta para continuar o treinamento de militares ucranianos e fornecer alguma ajuda material, Le Pen deixou claro que pretende interromper a assistência financeira se for eleita. A declaração provocou reação imediata do ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, candidato presidencial do partido Renaissance, que escreveu no X acusando Le Pen de sacrificar a segurança da França e da Europa e de entregar a Ucrânia à Rússia. Attal afirmou que a Ucrânia é um escudo para a França e que a Rússia está esperando a vitória de Le Pen. O líder do Renew Europe também condenou a posição, dizendo que os apelos de Le Pen para encerrar a ajuda à Ucrânia demonstram incompetência ou submissão ao Kremlin. Le Pen também manifestou interesse em usar a diplomacia francesa para buscar a paz e lamentou que Paris esteja atualmente à margem das negociações sobre a Ucrânia.
Onde as versões divergem
Uma publicação (ZN.UA) indica que o pedido de Le Pen para interromper a ajuda financeira à Ucrânia ocorreu em 17 de setembro, enquanto outras matérias apenas especificam que a declaração foi feita 'na quinta-feira' no summit Playbook Paris Live, sem fornecer uma data exata.
Contexto
Uma decisão do Tribunal de Apelações de Paris em 7 de julho manteve a condenação de Le Pen no caso de uso indevido de fundos do Parlamento Europeu, mas reduziu sua inelegibilidade, abrindo caminho para sua candidatura em 2027. Anteriormente, Le Pen e o presidente do partido, Jordan Bardella, tinham condenado as ações hostis da Rússia e indicado que não deixariam o comando militar integrado da OTAN enquanto a guerra continuasse perto da Europa.