Publicado em · Atualizado em

Budanov: Coreia do Norte aprende com a guerra na Ucrânia e se rearmando

Em entrevista ao Newsforce, o chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Kyrylo Budanov, afirmou que a Coreia do Norte está aprendendo com a guerra na Ucrânia e se rearmando, inclusive com a produção em massa de drones de ataque de uso único. Segundo ele, além de enviar armas e materiais à Rússia, o país norte-coreano também envia tropas para lutar diretamente contra a Ucrânia. Budanov alertou ainda que a militarização rápida da Coreia do Norte desestabiliza a região e pode gerar um evento gatilho com consequências imprevisíveis.

Pontos principais

  • Chefe do Gabinete do Presidente, Kyrylo Budanov, concedeu entrevista ao Newsforce em 27 de setembro de 2026.
  • Afirmou que a Coreia do Norte está aprendendo com a guerra na Ucrânia e se rearmando.
  • Disse que Pyongyang está produzindo drones de ataque de uso único em massa.
  • Relatou que, além de fornecer armas e materiais à Rússia, a Coreia do Norte envia tropas para combater diretamente a Ucrânia.
  • Alertou que a rápida militarização norte-coreana desestabiliza a região da Península Coreana e pode desencadear um evento com consequências incontroláveis.
  • Lembrou que houve recentemente um incidente na linha de demarcação entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, com escalada diária.
  • Em 22 de setembro, a Coreia do Norte testou um foguete guiado de 240 mm a partir de um sistema MLRS aprimorado.

Por que importa

A entrevista de Budanov enquadra a presença norte-coreana na Ucrânia não apenas como apoio à Rússia, mas como uma oportunidade de aprendizado que alimenta o programa armamentista de Pyongyang, incluindo a produção em massa de drones de ataque. Ao relacionar a guerra na Ucrânia ao risco de escalada na Península Coreana e na região do Pacífico, a declaração busca pressionar a comunidade internacional a reconhecer a interconexão entre esses conflitos.

O que aconteceu

Em entrevista ao Newsforce, o chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Kyrylo Budanov, afirmou que a Coreia do Norte está utilizando a experiência de combate na Ucrânia para aprimorar suas armas e introduzir novos tipos de armamento. Segundo ele, Pyongyang estabeleceu a produção em massa de drones de ataque descartáveis e, além de fornecer armas e materiais à Rússia, também envia soldados para lutar diretamente contra a Ucrânia. Budanov manifestou preocupação com a militarização acelerada da Coreia do Norte, que considera desestabilizadora para a região, e advertiu para a possibilidade de um evento gatilho com consequências incontroláveis. Ele também relatou um incidente recente na linha de demarcação entre as Coreias, com escalada diária da situação.

O que dizem as fontes ucranianas

As três fontes fornecidas são ucranianas (uma agência e dois veículos de mídia) e concentram-se na declaração oficial de Budanov, citando seus alertas sobre a ligação entre a participação norte-coreana na guerra na Ucrânia e a militarização da Coreia do Norte. A cobertura enfatiza as consequências para a Ucrânia e para o mundo, e apresenta como contexto consolidado afirmações anteriores do presidente Zelenskyy e da Diretoria Principal de Inteligência (HUR) sobre o envolvimento de tropas norte-coreanas, que Pyongyang rejeitou como 'infundadas'.

Contexto

No outono de 2024, a Diretoria Principal de Inteligência da Ucrânia (HUR) reportou a chegada das primeiras unidades de militares norte-coreanos, treinados em polígonos russos, à zona de combate na região de Kursk, com cerca de 12 mil efetivos, incluindo 500 oficiais. Em novembro de 2025, o veículo sul-coreano Yonhap informou que, ao longo de vários meses, a Coreia do Norte havia transferido cerca de 5 mil militares à Rússia 'para restauração de infraestrutura'. O presidente Zelenskyy afirmou anteriormente que a Rússia planeja envolver entre 30 mil e 50 mil norte-coreanos para estudar a experiência da guerra na Ucrânia — alegação que Pyongyang rejeitou como 'infundada' e 'um incidente montado'. Militares ucranianos relataram que soldados norte-coreanos se recusaram a se render, preferindo remover os corpos de companheiros ou tirar a própria vida diante da ameaça de captura; a Ucrânia capturou dois norte-coreanos, ambos com desejo declarado de ir para a Coreia do Sul.