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Comandante supremo da OTAN pede que Europa atribua publicamente à Rússia autoria de sabotagens

O comandante supremo aliado da Europa (SACEUR), Alexus Grinkevich, pediu que países europeus nomeiem publicamente a Rússia como responsável por sabotagens e outras ações híbridas. Em audiência no Parlamento Europeu, ele afirmou que a atribuição pública aumentaria o custo para os organizadores e teria efeito dissuasório, e que o objetivo da Rússia é enfraquecer o apoio a Kiev.

Pontos principais

  • Alexus Grinkevich é o comandante supremo aliado da Europa (SACEUR) da OTAN.
  • Ele pediu que países europeus nomeiem publicamente a Rússia como responsável por sabotagens e ações de desestabilização.
  • Grinkevich afirmou que a atribuição pública elevaria o custo para os organizadores e teria efeito dissuasório.
  • Segundo ele, as atividades russas na Europa visam reduzir a disposição dos aliados de continuar apoiando Kiev.
  • Grinkevich disse que a missão Eastern Sentry já produz efeitos e que a Rússia se tornou significativamente mais cautelosa com drones perto das fronteiras da OTAN.
  • A Eastern Sentry, lançada em 11 de setembro, envolve efetivos e ativos de Dinamarca, França, Reino Unido e Alemanha.
  • Chefes de inteligência europeus alertam para possível intensificação de operações híbridas nos próximos meses, incluindo sabotagens, ataques cibernéticos, campanhas de influência e até uma incursão limitada em território da Aliança.

Por que importa

O principal comandante militar da OTAN está pedindo explicitamente uma resposta política — a atribuição pública — às operações híbridas russas, e não apenas uma reação militar ou de inteligência. Ao enquadrar a atividade híbrida da Rússia como algo destinado a corroer o apoio a Kiev, ele vincula diretamente a segurança europeia à guerra na Ucrânia. O apelo ocorre em meio a alertas de chefes de inteligência europeus sobre uma possível intensificação de sabotagens, ataques cibernéticos e provocações nos próximos meses, incluindo a possibilidade de uma incursão limitada em território da Aliança, e num momento em que ainda não há consenso na OTAN sobre quando ações híbridas poderiam acionar o Artigo 5.

O que aconteceu

Alexus Grinkevich, comandante supremo aliado da Europa (SACEUR) da OTAN, pediu que países europeus nomeiem publicamente a Rússia como responsável por sabotagens e outras ações desestabilizadoras. As declarações foram feitas na segunda-feira (28 de setembro) em reunião de uma comissão do Parlamento Europeu. Grinkevich argumentou que a atribuição pública dessas operações elevaria o custo para os organizadores e teria efeito dissuasório, e afirmou que o objetivo da Rússia na Europa é enfraquecer a disposição dos aliados de continuar apoiando Kiev. Ele também afirmou que iniciativas da OTAN, incluindo a missão Eastern Sentry — lançada em 11 de setembro com efetivos e ativos de Dinamarca, França, Reino Unido e Alemanha — já produzem efeitos no terreno, e que a Rússia se tornou significativamente mais cautelosa no uso de drones perto das fronteiras da Aliança. Grinkevich acrescentou que aliados intensificaram o compartilhamento de inteligência em resposta à onda de incidentes provavelmente ligados à Rússia e pediu calma diante das ameaças de Moscou.

O que dizem as fontes internacionais

Fontes europeias vêm registrando aumento de sabotagens, ataques cibernéticos e aparições de drones ligados à Rússia. Incidentes recentes citados incluem um ataque com drones em Leipzig e um ataque russo a um trem na Ucrânia perto da fronteira polonesa ainda neste mês. Chefes de inteligência europeus alertam para possível intensificação de operações híbridas contra países da OTAN nos próximos meses — incluindo sabotagens, provocações, campanhas de influência e até uma incursão limitada em território da Aliança — com expectativa de ataques a infraestrutura ferroviária, empresas de defesa e outras instalações ligadas ao apoio à Ucrânia. A OTAN já reconheceu que não possui um plano oficial para responder ao número crescente de ataques híbridos russos, e aliados discutem se um conjunto cumulativo desses incidentes poderia acionar o Artigo 5 de defesa coletiva, sem que haja consenso sobre o limite a partir do qual ações híbridas exigiriam uma resposta coletiva.

Contexto

A missão Eastern Sentry da OTAN foi lançada em 11 de setembro com participação de Dinamarca, França, Reino Unido e Alemanha. Nos últimos meses, países europeus registraram aumento de sabotagens, ataques cibernéticos e incidentes com drones atribuídos à Rússia. Chefes de inteligência europeus esperam ataques intensificados a infraestrutura ferroviária, empresas de defesa e outras instalações ligadas ao apoio à Ucrânia. A OTAN já admitiu publicamente que ainda não tem um plano oficial para responder ao número crescente de ataques híbridos.