Ucrânia conclui terceira etapa da operação Vivaldi e toma mais 51 km² no setor de Lyman
O 3º Corpo de Exército da Ucrânia anunciou em 28 de setembro a conclusão da terceira etapa da operação ofensiva Vivaldi, no setor de Lyman, em Donetsk. Segundo o comandante Andriy Biletsky, foram libertas as localidades de Nove, Ridkodub, Katerynivka, Karpivka e Novomykhailivka, com 51 km² adicionais retomados e 176 km² desde o início da ofensiva. O ISW registra críticas de "correspondentes de guerra" russos à prática de relatórios otimistas que estariam prejudicando o comando da Rússia.
Pontos principais
- Em 28 de setembro, o 3º Corpo de Exército declarou concluída a terceira etapa da operação Vivaldi no setor de Lyman.
- Foram libertas Nove, Ridkodub, Katerynivka, Karpivka e Novomykhailivka, todas ao norte de Lyman, em Donetsk.
- O terceiro estágio adicionou 51 km² de território, totalizando 176 km² retomados desde o início da ofensiva.
- As perdas russas nesta etapa são estimadas em cerca de 1.500 militares, mais de 12.000 drones e centenas de blindados, peças de artilharia e veículos.
- Forças ucranianas cortaram rotas logísticas inimigas e obrigaram os ocupantes a deslocar o abastecimento de combustível para fora da Ucrânia.
- O ISW registra críticas de "correspondentes de guerra" russos aos "bons relatórios" do comando, que estariam desinformando o alto-comando e facilitando o avanço ucraniano.
- A operação já havia provocado, em 18 de setembro, a retirada da unidade de elite russa de drones Rubicon do eixo Lyman-Borivka.
Por que importa
A operação Vivaldi é uma ofensiva ativa da Ucrânia no front de Donetsk, e não apenas combate defensivo. Apenas a terceira etapa acrescentou 51 km² de território recuperado, elevando o ganho total reportado para 176 km². Analistas do ISW indicam que relatórios imprecisos no comando russo estão prejudicando a capacidade de Moscou de responder ao avanço, o que pode ampliar o efeito das conquistas ucranianas.
O que aconteceu
Em 28 de setembro, o 3º Corpo de Exército da Ucrânia anunciou a conclusão da terceira etapa da operação ofensiva Vivaldi, conduzida no setor de Lyman, no norte de Donetsk. De acordo com o comandante Andriy Biletsky, as tropas libertaram as localidades de Nove, Ridkodub, Katerynivka, Karpivka e Novomykhailivka, situadas ao norte de Lyman. A etapa acrescentou 51 km² de território retomado, totalizando 176 km² desde o início da ofensiva. As Forças de Defesa ucranianas estimam as perdas russas no estágio em aproximadamente 1.500 militares, mais de 12.000 drones e centenas de veículos blindados, sistemas de artilharia e equipamentos automotivos. Unidades ucranianas também cortaram rotas logísticas inimigas, obrigando os ocupantes a deslocar o abastecimento de combustível para fora da Ucrânia. A libertação de Ridkodub foi executada por combatentes da unidade STRAZH da Brigada de Assalto de Fronteira "Pomsta" em conjunto com soldados da 3ª Brigada de Assalto Separada; a de Karpivka, pela unidade "Silver Trio" da mesma brigada, com apoio de efetivos do 3º Corpo de Exército.
O que dizem as fontes ucranianas
A cobertura ucraniana, centrada no 3º Corpo de Exército e em seu comandante, apresenta Vivaldi como uma ofensiva bem-sucedida: ressalta ganhos territoriais, localidades libertadas e perdas russas quantificadas pelas Forças de Defesa, incluindo o deslocamento de suprimentos de combustível para fora da Ucrânia. A narrativa também incorpora a análise do ISW para dar peso à ideia de que o avanço está produzindo uma reação no espaço de informação russo.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre como interpretar as cifras de perdas russas na operação Vivaldi. Em 20 de setembro, o 3º Corpo de Exército informava 3.000 baixas acumuladas; em 28 de setembro, o anúncio da terceira etapa citava cerca de 1.500 militares perdidos "durante este estágio". A relação entre os números (cumulativo frente a específico da etapa) não é esclarecida nas fontes disponíveis.
Contexto
Em 15 de setembro, Andriy Biletsky confirmou publicamente pela primeira vez a ofensiva no norte de Donetsk e batizou-a de Vivaldi, com 75 km² limpados e 10 km² deocupados até aquele momento. Em 18 de setembro, o 3º Corpo de Exército comunicou a retirada da unidade de elite russa de drones Rubicon do eixo Lyman-Borivka em razão de perdas significativas. Em 20 de setembro, Biletsky confirmou a deocupação de Shandryholove e Derylove e o controle pleno sobre Drobysheve, libertando mais 40 km² e elevando as perdas russas reportadas para 3.000 efetivos. O ISW já havia registrado que Vivaldi frustrou tentativas russas de cercar o "cinturão de cidades-fortaleza" da Ucrânia no Donbas.