Zelensky visita comando da 66ª Brigada no setor de Lyman e discute planos para a 4ª fase da operação "Vivaldi"
No dia 30 de setembro, o presidente Volodymyr Zelensky visitou o posto de comando da 66ª Brigada Mecanizada Separada no setor de Lyman, na direção norte da região de Donetsk, onde se reuniu com tropas do 3º Corpo de Exército que conduzem a operação "Vivaldi". Zelensky concedeu condecorações estatais, realizou reunião de coordenação com comandantes de corpos, brigadas e batalhões sobre necessidades da linha de frente e discutiu os planos para a quarta "temporada" de ações ofensivas. Segundo o presidente, ao longo de três fases a operação devolveu mais de 125 km² (e, em números acumulados, 176 km²) ao controle ucraniano e estabilizou o setor.
Pontos principais
- Em 30 de setembro, Zelensky visitou o posto de comando da 66ª Brigada Mecanizada Separada no setor de Lyman.
- A 66ª Brigada, junto com outras unidades do 3º Corpo de Exército, devolveu mais de 125 km² de território no âmbito da operação "Vivaldi"; o total acumulado desde o início da ofensiva é de 176 km².
- Reunião de coordenação com comandantes de corpos, brigadas e batalhões abordou compras de pickups no nível de brigada, fortalecimento das Forças de Sistemas Não Tripulados e financiamento de drones.
- Participantes discutiram a necessidade de artilharia de longo alcance e combinaram que comandantes prepararão propostas sobre remuneração de soldados da linha de frente.
- Zelensky discutiu separadamente com comandantes de corpos a situação nas frentes leste e sul, tecnologias de drones e antidrones, e novos métodos de combate.
- Presidente concedeu a 16 militares a Ordem da Coragem, 2ª e 3ª classes, e cumprimentou os soldados pelo Dia dos Defensores da Ucrânia e pelo feriado da Pokrova.
- Zelensky apontou como direção promissora a substituição de soldados por sistemas robóticos terrestres nas tarefas mais perigosas.
Por que importa
A visita ocorreu em meio à operação "Vivaldi", que segundo o 3º Corpo de Exército devolveu mais de 125 km² (e, em números posteriores, 176 km²) de território, e foi enquadrada como tendo frustrado planos russos contra a aglomeração Sloviansk-Kramatorsk. Zelensky usou a viagem para vincular questões da linha de frente — artilharia de longo alcance, financiamento de drones, remuneração de soldados da linha de frente, aquisição de pickups, retorno de militares ausentes sem autorização (СЗЧ) — a decisões que serão escaladas ao Estado-Maior (Stavka). A visita também gerou um conjunto de condecorações estatais e promoções ao posto de general de brigada, sublinhando o peso político atribuído ao setor de Lyman às vésperas do Dia dos Defensores da Ucrânia. A cobertura destaca a novidade operacional dos sistemas robóticos terrestres e da tática "Grifon", posicionando o setor de Lyman como um laboratório de guerra não tripulada para futuras "temporadas".
O que aconteceu
No dia 30 de setembro, o presidente Volodymyr Zelensky visitou o posto de comando da 66ª Brigada Mecanizada Separada em homenagem ao Príncipe Mstyslav, o Bravo, no setor de Lyman, na direção norte da região de Donetsk. Ele foi acompanhado pelo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Mykhailo Drapatyi, e pelo ministro da Defesa, Yevhenii Khmara. No local, Zelensky se reuniu com soldados cumprindo missões no setor e concedeu-lhes condecorações estatais, incluindo a Ordem da Coragem, 2ª e 3ª classes, a 16 militares. Também conversou com o comandante da brigada, identificado como Rostyslav Sylivakin, sobre as tarefas da unidade e suas necessidades. Em seguida, participou de reunião de coordenação com comandantes de corpos, brigadas e batalhões, na qual foram discutidas decisões de compras de defesa, especialmente pickups no nível de brigada, o fortalecimento das Forças de Sistemas Não Tripulados, o aumento do financiamento de drones, a simplificação de aquisições, a expansão de efetivos e o reaprovisionamento e treinamento de pessoal. Foi levantada a necessidade de artilharia de longo alcance, acordada com os militares, e ficou combinado que os comandantes prepararão propostas sobre a remuneração dos soldados da linha de frente. Separadamente, Zelensky discutiu com comandantes de corpos a situação nas frentes leste e sul, o desenvolvimento de tecnologias de drones e antidrones, novos métodos de combate, o retorno de militares ausentes sem autorização (СЗЧ), o envolvimento de estrangeiros e logística. Zelensky também visitou o posto de comando do 3º Corpo de Exército, onde se reuniu com soldados que executam a operação "Vivaldi" e discutiu planos para a quarta "temporada" de ações ativas. Segundo o presidente, ao longo de três temporadas da operação, as Forças de Defesa frustraram planos russos de avançar até a retaguarda da aglomeração Sloviansk-Kramatorsk e estabilizaram o setor. Zelensky afirmou que todas as questões no nível do comando militar devem ser trabalhadas e discutidas em reunião do Estado-Maior (Stavka) e cumprimentou os soldados pelo Dia dos Defensores da Ucrânia e pelo feriado da Pokrova.
O que dizem as fontes ucranianas
A cobertura ucraniana trata a visita como um momento de moral e liderança às vésperas do Dia dos Defensores da Ucrânia e do feriado da Pokrova, com congratulações explícitas às tropas e destaque para as condecorações estatais. As fontes ucranianas enquadram a operação "Vivaldi" em termos cumulativos e orientados ao sucesso — território devolvido, povoados libertados, prisioneiros capturados, unidades russas de drones degradadas — e enfatizam que a operação estabilizou o setor de Lyman e frustrou os planos russos contra a aglomeração Sloviansk-Kramatorsk. A reportagem destaca elementos prospectivos: planos para uma "quarta temporada", a tática "Grifon" e o uso de complexos robóticos terrestres substituindo soldados nas tarefas mais perigosas, posicionando o setor de Lyman como um laboratório de guerra não tripulada. O detalhamento operacional é granular (povoados específicos, cifras em quilômetros quadrados por estágio, perdas de equipamentos), refletindo a proximidade das fontes com as comunicações oficiais militares e presidenciais.
Onde as versões divergem
Há divergências entre fontes sobre o total cumulativo de território recuperado na operação "Vivaldi": Zelensky, em 30 de setembro, apresenta o número de mais de 125 km² para a 66ª Brigada dentro do 3º Corpo de Exército, enquanto Biletsky, em 28 de setembro, cita 176 km² desde o início das operações ofensivas ao norte de Lyman. As perdas de pessoal russo também são enquadradas de forma diferente segundo o estágio: as Forças de Defesa relatam cerca de 1.500 militares e mais de 12.000 drones perdidos em um estágio anterior, ao passo que Biletsky, em 28 de setembro, registra 2.000 baixas de pessoal especificamente no terceiro estágio. A cobertura das condecorações varia: a maioria dos relatos indica que 16 militares receberam a Ordem da Coragem, 2ª e 3ª classes; um conjunto separado de relatos informa que 20 militares receberam a Ordem de Bohdan Khmelnytsky, 3ª classe, e a Ordem da Coragem, 2ª e 3ª classes, na reunião no posto de comando do 3º Corpo de Exército. A composição da delegação de Zelensky também é reportada de forma inconsistente: todas as fontes citam o comandante-chefe Mykhailo Drapatyi e o ministro da Defesa Yevhenii Khmara; algumas acrescentam o vice-chefe do Escritório da Presidência, Pavlo Palisa, e outras incluem o comandante das Forças de Assalto Aéreo, Oleh Apostol.
Contexto
A operação "Vivaldi" é uma ofensiva em curso no norte da região de Donetsk, anunciada publicamente em 15 de setembro pelo comandante do 3º Corpo de Exército, Andriy Biletsky. Foi conduzida em múltiplas "temporadas" ou estágios, com ganhos territoriais relatados de 10 km² libertados e 75 km² limpos no primeiro estágio, mais 51 km² no terceiro estágio, e um total acumulado citado tanto como "mais de 125 km² devolvidos" quanto, em 28 de setembro, 176 km² desde o início das ações ofensivas ao norte de Lyman. As perdas russas relatadas ao longo das três temporadas da "Vivaldi" somam mais de 5.000 mortos e feridos, com mais de 250 capturados; a unidade de elite russa de drones Rubicon teria sido retirada do setor Lyman-Borova após sofrer perdas significativas. "Vivaldi" é uma denominação ucraniana; não há designação equivalente no lado russo nos fatos fornecidos.