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Ex-comandante da Ucrânia, Syrskyi, defende em entrevista à BBC que operação de Kursk foi manobra bem-sucedida

Em sua primeira entrevista desde que foi afastado do cargo, no verão de 2026, o ex-comandante-geral das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, disse à BBC que a operação na região russa de Kursk foi uma manobra bem-sucedida. Segundo ele, as três brigadas usadas na operação não poderiam ter mudado a situação na direção de Pokrovsk, onde a Rússia concentrava cerca de 100 mil soldados. Em um mês, a Ucrânia tomou 1.273 km² no Kursk, o que teria suspendido os avanços russos em quase todas as direções operacionais, exceto em Pokrovsk.

Pontos principais

  • Syrskyi classificou a operação de Kursk como uma manobra bem-sucedida em entrevista à BBC
  • Antes da operação, tropas russas atacavam em quase todas as 13 direções operacionais da Ucrânia
  • A Ucrânia tomou 1.273 km² no Kursk no primeiro mês da operação
  • Syrskyi afirmou que as três brigadas enviadas a Kursk não poderiam ter alterado a situação em Pokrovsk, onde a Rússia havia concentrado cerca de 100 mil soldados
  • A operação levou à suspensão dos avanços russos em todas as direções operacionais, exceto Pokrovsk
  • Segundo Syrskyi, a operação deu um grande impulso à moral das tropas ucranianas
  • O presidente Volodymyr Zelensky aprovou o início da operação de Kursk

Por que importa

A entrevista é a primeira grande prestação de contas do ex-comandante-geral desde sua dispensa, no verão de 2026, após uma ruptura pública com o então ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov. Syrskyi apresenta a lógica militar por trás da operação de Kursk e a vinculula aos resultados no front que, segundo ele, formarão a base das negociações políticas que encerrarão a guerra.

O que aconteceu

O ex-comandante-geral das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, concedeu à BBC sua primeira entrevista desde que foi afastado do cargo no verão de 2026. Ele defendeu que a incursão na região russa de Kursk foi uma manobra bem-sucedida e necessária: antes da operação, tropas russas avançavam em praticamente todas as 13 direções operacionais da Ucrânia, às vezes com vantagem numérica de 4 a 6 para 1, e a Rússia havia concentrado cerca de 100 mil soldados na direção de Pokrovsk e cerca de 26 mil na direção de Sumy. Três brigadas ucranianas, aprovadas pelo presidente Volodymyr Zelensky, participaram da operação. No primeiro mês, a Ucrânia tomou 1.273 km² de território. Segundo Syrskyi, essas três brigadas não poderiam ter mudado o quadro em Pokrovsk diante da superioridade russa naquele setor. A operação forçou a Rússia a redistribuir forças para conter o ataque, suspendeu os avanços russos em todas as direções operacionais — exceto Pokrovsk —, permitiu à Ucrânia preparar reservas e descansar unidades, e elevou a moral das tropas.

O que dizem as fontes ucranianas

A fonte ucraniana que cobriu a entrevista destaca a justificativa apresentada por Syrskyi para a escolha da direção de Sumy em vez do reforço de Pokrovsk e enfatiza os benefícios táticos e morais da operação de Kursk conforme descritos pela antiga cúpula militar do país.

Contexto

Antes da operação de Kursk, as forças russas estavam em ofensiva em quase todas as 13 direções operacionais da Ucrânia, com vantagem de 4 a 6 para 1 em pessoal em alguns setores. A Rússia havia concentrado cerca de 100 mil soldados na região de Pokrovsk e cerca de 26 mil na direção de Sumy — este último agrupamento formado após a expulsão russa de partes da vizinha Oblast de Kharkov. O presidente Volodymyr Zelensky aprovou o início da operação.