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Rússia lança grande ataque combinado com mísseis e drones contra Kiev e região; criança morre em Vyshhorod

Na noite de 29 para 30 de setembro, a Rússia realizou um grande ataque combinado com mísseis e drones contra a Ucrânia, com foco principal em Kiev e na região de Kiev. Segundo o primeiro-ministro Serhiy Koretskyi, foi o primeiro ataque massivo combinado contra a infraestrutura energética desde o fim da última temporada de aquecimento. Uma criança morreu em Vyshhorod, duas mulheres foram mortas em Kiev e ao menos sete pessoas ficaram feridas na capital. Duas mulheres de 46 e 95 anos morreram após um drone atingir uma casa no distrito de Sviatoshynskyi.

Pontos principais

  • Ataque combinado com mísseis Zircon/Oniks, Iskander-M/S-400 e 188 drones foi lançado a partir das 18h de 29 de setembro, com direção principal contra a região de Kiev.
  • Até as 8h, a defesa aérea havia derrubado ou suprimido 160 alvos: 5 mísseis balísticos e 155 drones.
  • Uma criança nascida em 2012 morreu em Vyshhorod após ter a casa atingida por um míssil; três pessoas foram resgatadas dos escombros.
  • Em Kiev, duas mulheres (46 e 95 anos) morreram e quatro pessoas ficaram feridas após drone atingir casa no distrito de Sviatoshynskyi; balanço posterior elevou mortes na capital para três e feridos para ao menos sete.
  • Presidente Zelensky afirmou que o alvo principal foi a infraestrutura energética de Kiev e da região; DTEK restabeleceu energia para 8 mil domicílios após queda.
  • Densa névoa cobriu Kiev na manhã seguinte; Defesa Civil atribuiu o fenômeno à fumaça e fuligem de ataques anteriores comprimidas por anticiclone.
  • Romênia e Polônia levantaram caças para proteger seu espaço aéreo após o ataque.

Por que importa

O ataque marca o primeiro grande ataque combinado contra a infraestrutura energética desde o fim da última temporada de aquecimento, segundo o primeiro-ministro Koretskyi, sinalizando uma possível intensificação da campanha russa contra o sistema energético antes do inverno. O uso de drones a jato Shahed, com taxa de interceptação menor que a dos drones clássicos, representa um novo desafio para a defesa aérea ucraniana. O episódio deixou mortos e feridos, incluindo uma criança, e afetou o fornecimento de energia em Kiev. Romênia e Polônia reagiram levantando caças, mostrando que o conflito continua a pressionar a segurança de países vizinhos da Otan.

O que aconteceu

Na noite de 29 para 30 de setembro, a Rússia lançou um grande ataque combinado com mísseis e drones contra a Ucrânia, com direção principal contra Kiev e a região de Kiev. A Força Aérea ucraniana emitiu alerta de mísseis balísticos às 2h44 e o alerta vermelho foi declarado às 2h47. O ataque utilizou mísseis antinavio Zircon/Oniks a partir da região de Kursk, mísseis balísticos Iskander-M/S-400 das regiões de Voronezh e Bryansk, e 188 drones, incluindo 86 do tipo Shahed a jato. Até as 8h, a defesa aérea havia derrubado ou suprimido 160 alvos. Em Vyshhorod, uma criança nascida em 2012 morreu após um míssil atingir uma casa; três pessoas foram resgatadas dos escombros. Em Kiev, duas mulheres de 46 e 95 anos morreram após um drone atingir uma casa no distrito de Sviatoshynskyi, e quatro pessoas de prédios vizinhos ficaram feridas. O balanço total em Kiev chegou a três mortos e ao menos sete feridos, segundo dados policiais, incluindo um motorista da Kyivteploenergo morto durante o dia em ataque a um armazém no distrito de Solomianskyi. O presidente Zelensky afirmou que o alvo principal foi a infraestrutura energética; a DTEK restabeleceu energia para 8 mil domicílios. Uma densa névoa cobriu Kiev na manhã seguinte, atribuída pela Defesa Civil a fumaça e fuligem mantidas próximas ao solo por um anticiclone. Romênia e Polônia levantaram caças para proteger seu espaço aéreo.

O que dizem as fontes ucranianas

Fontes ucranianas enquadram o ataque como parte da campanha russa deliberada contra a infraestrutura energética antes do inverno. O presidente Zelensky e o primeiro-ministro Koretskyi destacaram que se trata do primeiro ataque massivo combinado desde o fim da última temporada de aquecimento. A cobertura dá ênfase ao uso de novos armamentos, especialmente os drones Shahed a jato, com taxa de interceptação de cerca de 60%, contra 90-95% dos drones clássicos, e às vítimas civis, incluindo a morte de uma criança em Vyshhorod. Autoridades locais como o prefeito Klitschko e o chefe da administração regional de Kiev, Tymur Tkachenko, foram amplamente citados com detalhes operacionais sobre cada distrito afetado.

O que dizem as fontes internacionais

Veículos internacionais como BBC, AP e The Guardian enquadram o ataque dentro do padrão esperado de investidas russas contra a infraestrutura energética ucraniana a cada inverno desde 2022, levantando a questão de se este marca o início da campanha de inverno. A cobertura internacional destaca números de vítimas agregados (5 mortos e 14 feridos em todo o país segundo Zelensky; ao menos 6 mortos e 33 feridos segundo AP) e o impacto humanitário, além de incluir contexto geopolítico mais amplo, como o controle russo de cerca de 20% do território ucraniano e o impasse diplomático. Também dá mais destaque às declarações do Ministério da Defesa russo sobre alvos específicos, incluindo a usina de Trypilska e infraestruturas no porto de Izmail, que não foram confirmadas por autoridades ucranianas.

Onde as versões divergem

Os números totais de vítimas divergem entre as fontes: o presidente Zelensky citou 5 mortos (incluindo 1 criança) e 14 feridos em todo o país; a AP reportou ao menos 6 mortos e 33 feridos; a administração regional de Kiev reportou 1 criança morta e 3 feridos em Vyshhorod; a KMVA reportou 2 (depois 3) mortos em Kiev. O número de mortos em Kiev mudou ao longo da manhã: a KMVA inicialmente reportou 1 morto, depois atualizou para 2 (duas mulheres), e depois para 3 após a morte de um motorista da Kyivteploenergo em ataque diurno a um armazém. Houve divergência também sobre o número de feridos: a KMVA reportou 4, depois o prefeito Klitschko reportou 5, e dados policiais citaram ao menos 7. Quanto a danos à infraestrutura energética em Kiev, o Ministério da Energia e a DTEK reportaram danos (8 mil domicílios sem energia, depois restabelecidos), enquanto a porta-voz da KMVA, Kateryna Pop, afirmou oficialmente que não houve registro de danos à infraestrutura energética da capital. O Ministério da Defesa russo afirmou que alvos específicos como a usina de Trypilska foram atingidos, mas autoridades ucranianas não confirmaram essas alegações.

Contexto

A Rússia tem atacado a infraestrutura energética ucraniana quase diariamente desde o verão, segundo o primeiro-ministro Koretskyi. Desde o início da atual temporada de aquecimento, o SBU documentou ao menos 256 ataques aéreos russos contra instalações de energia e aquecimento. Até a terça-feira, a Rússia havia lançado 3.177 drones a jato em setembro, contra 2.850 em agosto, segundo o porta-voz da Força Aérea Yurii Ihnat. A Ucrânia se preparava para mais uma campanha prolongada contra sua rede elétrica, que ocorre a cada inverno desde a invasão em larga escala de 2022. A usina hidrelétrica de Kiev está localizada em Vyshhorod.