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Rússia lança grande ataque combinado com mísseis e drones contra a Ucrânia; ao menos 9 mortos

Na noite de 6 para 7 de outubro de 2025, a Rússia realizou um grande ataque aéreo combinado contra a Ucrânia, utilizando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones de ataque. A ofensiva atingiu Kiev e várias províncias, com infraestrutura energética entre os alvos. A defesa antiaérea ucraniana afirmou ter derrubado ou suprimido 161 alvos até as 9h00 do dia 7. Autoridades ucranianas e internacionais relataram mortos e dezenas de feridos em cidades como Pryluky, Kremenchuk, Kiev, Dnipro e Oleksandriya. Zelensky enquadrou o ataque como um dos "mais cruéis" e o vinculou ao aniversário de 74 anos de Vladimir Putin.

Pontos principais

  • O ataque começou às 18h00 de 6 de outubro e durou a madrugada, com mísseis balísticos Iskander-M, S-400 e KN-23, mísseis antinavio Zircon/Onyx, 48 mísseis de cruzeiro (Kh-101, Iskander-K, Kalibr) e 130 drones Shahed/Gerbera/Paródia.
  • Até as 9h00 de 7 de outubro, a defesa antiaérea ucraniana havia derrubado ou suprimido 161 alvos: 5 mísseis balísticos, 39 mísseis de cruzeiro e 117 drones; outros 6 mísseis de cruzeiro ainda estavam sendo apurados.
  • As principais direções do ataque foram Kiev, Kharkiv, Poltava e Dnipropetrovsk; a infraestrutura energética foi um alvo declarado, com novos blecautes em cinco províncias.
  • Pryluky (Cherníhiv) foi a cidade mais atingida, com um prédio residencial de cinco andares parcialmente destruído; a polícia da província de Cherníhiv relatou 9 mortos, incluindo 3 crianças, após a retirada dos escombros.
  • Bombeiros encontraram um míssil balístico Iskander não detonado entre edifícios residenciais no distrito de Darnytskyi, em Kiev, e trabalharam para desarmá-lo.
  • Em Kiev, ataques foram registrados nos distritos de Obolon, Podil, Shevchenkivskyi e Darnytskyi, com 2 mortos.
  • Duas pessoas morreram em Kremenchuk (Poltava) e duas em Oleksandriya (Kirovohrad); um ataque também atingiu uma empresa industrial em Dnipro.
  • Zelensky pediu pacotes adicionais de defesa antiaérea, incluindo mísseis para sistemas Patriot, classificando a defesa contra mísseis balísticos como o principal desafio.

Por que importa

O ataque é um dos maiores já realizados com a combinação de mísseis balísticos, de cruzeiro e drones em uma única ofensiva, atingindo infraestrutura energética crítica no início do outono, período que antecede o inverno e amplifica a pressão sobre a população civil. A destruição de um prédio residencial em Pryluky e a localização de um míssil balístico não detonado em meio a edifícios habitados em Kiev evidenciam o impacto direto sobre civis. Kiev renovou o apelo por mais sistemas de defesa antiaérea, em especial mísseis para Patriots, enquanto parceiros internacionais anunciaram novos pacotes de sanções à Rússia.

O que aconteceu

Na noite de 6 para 7 de outubro de 2025, a Rússia lançou um grande ataque aéreo combinado contra a Ucrânia, utilizando simultaneamente mísseis balísticos (Iskander-M, S-400, KN-23), mísseis antinavio (Zircon/Onyx), 48 mísseis de cruzeiro (Kh-101, Iskander-K, Kalibr) e 130 drones (Shahed, Gerbera, Paródia). Os principais vetores do ataque foram Kiev, Kharkiv, Poltava e Dnipropetrovsk. A defesa antiaérea ucraniana derrubou ou suprimiu 161 alvos até as 9h00 de 7 de outubro — 5 mísseis balísticos, 39 mísseis de cruzeiro e 117 drones —, com outros 6 mísseis de cruzeiro ainda sendo apurados. Em Kiev, houve impactos nos distritos de Obolon, Podil, Shevchenkivskyi e Darnytskyi; duas pessoas morreram em um incêndio em uma cooperativa de garagens no distrito de Darnytskyi, e outras duas foram resgatadas. Um míssil balístico Iskander não detonado foi encontrado entre prédios residenciais e está sendo desarmado pela polícia e pelo Serviço Estadual de Emergências. Pryluky, na província de Cherníhiv, foi a cidade mais atingida, com parte de um prédio residencial de cinco andares destruída; a polícia da província relatou 9 mortos, incluindo 3 crianças. Em Kremenchuk (Poltava), duas pessoas morreram; em Oleksandriya (Kirovohrad), duas pessoas também morreram. Em Dnipro, um ataque atingiu uma empresa industrial, e em Zaporizhzhia, uma instalação de infraestrutura de transporte. A infraestrutura energética foi alvo declarado, com novos blecautes em Poltava, Cherníhiv, Kharkiv, Vinnytsia e Kherson. O ataque coincidiu com o 74º aniversário de Vladimir Putin. Zelensky classificou o ataque como um dos "mais cruéis" e pediu mais sistemas de defesa antiaérea, incluindo mísseis para Patriots.

O que dizem as fontes ucranianas

Fontes ucranianas destacaram as declarações oficiais, especialmente de Zelensky, que enquadrou o ataque como um dos "mais cruéis" e o vinculou ao aniversário de Putin, chamando a destruição em Pryluky de "presente de aniversário" ao líder russo. A cobertura priorizou o detalhamento técnico da Força Aérea sobre tipos de armamento, vetores de lançamento e número de interceptações (161 alvos neutralizados até as 9h00). Veículos locais detalharam os danos nos distritos de Kiev (Obolon, Podil, Shevchenkivskyi, Darnytskyi), o trabalho de resgate e o achado de um míssil Iskander não detonado em área residencial. O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, foi amplamente citado descrevendo o ataque como um "presente de aniversário de crimes de guerra" e defendendo sanções mais duras ao complexo militar-industrial russo, além de mencionar a preparação de um Tribunal Especial sobre o crime de agressão. As autoridades enfatizaram a infraestrutura energética como alvo prioritário, com novos blecautes em cinco províncias, e enquadraram a ofensiva como parte de uma estratégia russa deliberada para privar a população de luz e calor antes do inverno. Zelensky renovou o apelo por mísseis adicionais para sistemas Patriot, identificando a defesa contra mísseis balísticos como a principal lacuna.

O que dizem as fontes internacionais

Veículos internacionais lideraram suas coberturas com o número de vítimas e a destruição do prédio residencial em Pryluky como a consequência humana mais concreta, frequentemente citando o balanço da polícia de Cherníhiv de 9 mortos após a recuperação dos corpos de crianças. Enquadraram o ataque à luz do alerta prévio de Zelensky, baseado em inteligência, e da estratégia russa mais ampla contra a infraestrutura energética ucraniana durante o inverno, mencionando reportagem do New York Times sobre supostos planos russos de utilizar até mil mísseis, drones e bombas contra sistemas elétricos, de aquecimento e de água. Destacaram reações como a do ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, que classificou a ação russa como uma "estratégia nascida do desespero", e mencionaram a decisão da UE de adicionar cerca de 1.650 pessoas físicas e jurídicas à lista de sanções contra a Rússia. Incluíram também a versão russa: o Ministério da Defesa afirmou ter atingido alvos da indústria de defesa ucraniana (Fire Point, mísseis Flamingo, instalações portuárias em Odessa) e que a defesa antiaérea russa interceptou 311 drones ucranianos, juxtapondo essa narrativa às caracterizações ucranianas e ocidentais dos ataques como direcionados a civis. Contextualizaram a ofensiva junto a relatos de ataques retaliatórios ucranianos contra instalações petrolíferas russas em Perm, Samara e Astrakhan, além de um incidente no Mar Negro perto de Sóchi, apresentando os ataques como parte de uma escalada de trocas mútuas.

Onde as versões divergem

Os números totais de vítimas variam conforme a fonte e o momento da apuração: o Ministério Público relatou ao menos 9 mortos e mais de 30 feridos; o ministro do Interior, Ivan Vyhyvskyi, registrou 12 mortos e mais de 40 feridos; Zelensky mencionou inicialmente 11 mortos em todo o país; a BBC, com base em atualização posterior de Zelensky, citou 15 mortos; e o embaixador da Ucrânia no Reino Unido, Valeriy Zaluzhny, mencionou 19 mortos, incluindo crianças. Em Pryluky, os balanços variaram de 2 mortos/7 feridos (relatos iniciais) a 5 mortos/26 feridos (post de Zelensky no período da manhã) e 9 mortos, incluindo 3 crianças (balanço posterior da polícia de Cherníhiv após a remoção dos escombros). Para Oleksandriya, relatos iniciais indicaram 1 morto e 3 feridos, enquanto o post de Zelensky à noite apontou 2 mortos. Em Kremenchuk, diferentes fontes apontaram 7 ou 8 feridos além dos 2 mortos.

Contexto

A Rússia tem realizado ataques regulares contra cidades e infraestrutura ucranianas ao longo da guerra em grande escala, utilizando drones, mísseis de cruzeiro e balísticos e outras armas. Autoridades ucranianas classificam esses ataques como crimes de guerra, e o Ministério Público abriu investigações sob o Artigo 438 do Código Penal. Em 6 de outubro, o presidente Zelensky havia alertado publicamente, com base em informações de inteligência, que a Rússia preparava um novo ataque massivo, e a Força Aérea registrou decolagens de bombardeiros estratégicos de bases russas naquela noite. O ataque de 7 de outubro coincidiu com o 74º aniversário de Vladimir Putin, sendo o timing destacado por autoridades ucranianas como deliberado.