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Zelensky detalha defesa multicamadas contra drones reativos russos em visita de Merz a Kiev

Em entrevista coletiva conjunta com o chanceler alemão Friedrich Merz em Kiev, em 4 de outubro, o presidente Volodymyr Zelensky apresentou a resposta em camadas da Ucrânia ao uso crescente de drones Shahed reativos (a jato) pela Rússia. Ele anunciou a instalação de torretas antidrone em Kiev, novos interceptores — incluindo o "Bars", produzido em conjunto com a Alemanha, e o "Spys" — e um programa doméstico de mísseis pequenos com resultados previstos para o fim de outubro. Zelensky também citou negociações em andamento com vários países para o fornecimento de munição de 20 mm aos caças F-16.

Pontos principais

  • Zelensky: cerca de 85–92% dos Shahed convencionais são interceptados; contra drones reativos, a taxa é de 50–70%.
  • Mais de 12 torretas automatizadas para calibre .50 já instaladas em Kiev; outras 8 planejadas para a região de Kiev, segundo Zelensky.
  • O programa doméstico de mísseis pequenos — incluindo o "Nika" — ainda não está em produção em massa; testes devem mostrar resultados na segunda metade de outubro.
  • Ucrânia e Alemanha produzem em conjunto o interceptor "Bars" (taxa de ~30%) e preveem 2.000 unidades; o "Spys" (ucraniano-alemão) passou por um teste positivo.
  • F-16 com munição de 20 mm são apontados como o meio mais eficaz contra drones reativos; meta é 5.000–6.000 cartuchos de 20 mm por dia.
  • Rússia está mudando de Shahed convencionais para uso massivo de drones reativos e priorizando a qualidade sobre a quantidade dos meios de ataque, segundo Zelensky.
  • Zelensky: durante setembro, a Rússia lançou mais de 2.730 Shahed reativos, dos quais mais de 1.500 foram derrubados ou suprimidos.

Por que importa

A Rússia está mudando do lançamento massivo de Shahed convencionais para modelos reativos, mais difíceis de interceptar, com a taxa de interceptação ucraniana caindo de ~85–92% para cerca de 50–70%. Zelensky descreve os caças F-16 armados com munição de 20 mm como o recurso mais eficaz, mas o objetivo de 5.000–6.000 cartuchos diários depende de negociações multilaterais de fornecimento. Kiev está construindo uma resposta em camadas — torretas automatizadas calibre .50, interceptores como "Bars" e "Spys", e um novo programa nacional de mísseis pequenos ("Nika") — para fechar essa lacuna. A visita do chanceler Merz formalizou a cooperação, com mais de € 8,5 bilhões em acordos de defesa e segurança, incluindo um pacote de ajuda de mais de € 1 bilhão.

O que aconteceu

Em 4 de outubro, em entrevista coletiva conjunta com o chanceler alemão Friedrich Merz em Kiev, o presidente Volodymyr Zelensky detalhou como a Ucrânia está se defendendo contra os drones reativos russos. Segundo ele, as forças ucranianas derrubam cerca de 85–92% dos Shahed convencionais, mas apenas 50–70% dos reativos — uma diferença que ele atribuiu ao melhor desempenho da aviação, sobretudo dos F-16 com munição de 20 mm. Zelensky disse que a Ucrânia trabalha para que os F-16 utilizem 5.000–6.000 cartuchos de 20 mm por dia, e que negocia com Polônia, França, Noruega, Suécia e Finlândia para garantir esse suprimento. Ele também anunciou que mais de 12 torretas automatizadas calibre .50 já estão instaladas em Kiev, com mais 8 planejadas para a região, e que 50 torretas já operam no oblast de Kiev. Citando os interceptores produzidos, afirmou que o "Bars" (ucraniano-alemão) tem a maior taxa entre drones interceptores, cerca de 30%, e que a Ucrânia receberá 2.000 unidades; o "Spys", também ucraniano-alemão, passou por um teste positivo. Zelensky revelou ainda um programa nacional de mísseis pequenos — incluindo o míssil "Nika" — para abater drones a jato, sem produção em massa ainda e com resultados dos testes previstos para a segunda metade de outubro. Segundo ele, a Rússia está trocando o foco dos Shahed convencionais para o uso massivo de drones reativos, priorizando qualidade em vez de quantidade dos meios de ataque.

O que dizem as fontes ucranianas

As 26 fontes da reportagem são ucranianas, publicadas em ucraniano, e enquadram o pronunciamento como um anúncio presidencial voltado a soluções domésticas e bilaterais com a Alemanha. A cobertura destaca os interceptores "Bars" e "Spys", o míssil "Nika" e o programa nacional de mísseis pequenos, além das torretas automatizadas. A visita do chanceler Friedrich Merz é tratada como marco de segurança: acordos acima de € 8,5 bilhões, pacote de mais de € 1 bilhão da Alemanha, contrato previsto com a FFG (~€ 2 bilhões) e produção conjunta de interceptores. As estatísticas vêm de Zelensky ou do relatório da Força Aérea ucraniana, com tom prospectivo centrado em testes, produção e prazo de fim de outubro.

Onde as versões divergem

Os relatórios divergem sobre três pontos principais. Primeiro, a taxa de interceptação de drones reativos varia: várias fontes citam 50–60%, outras 50–70%, e declarações anteriores de Zelensky mencionavam cerca de 57%. Segundo, há divergência sobre a origem do interceptor "Spys": a maioria das matérias o descreve como ucraniano-alemão, mas uma publicação o trata apenas como ucraniano. Terceiro, a lista de países com os quais a Ucrânia negocia munição de 20 mm para F-16s muda conforme a fonte — Polônia e França aparecem em todas, mas Noruega, Suécia e Finlândia surgem em combinações diferentes. Por fim, números sobre as torretas na região de Kiev também variam entre "8 adicionais planejadas" e "50 já instaladas".

Contexto

Na noite de 3 para 4 de outubro, a Rússia lançou 135 drones Shahed contra a Ucrânia, 52 deles reativos. Em setembro, a Rússia disparou mais de 2.730 Shahed reativos, dos quais mais de 1.500 foram derrubados ou suprimidos. Declarações anteriores de Zelensky citavam cerca de 57% de interceptação de reativos e ~70% em ataques massivos. Quatro modelos promissores de interceptores estão em teste na linha de frente pelas Forças Armadas, com cerca de dez outros fabricantes em fase de ensaios. Zelensky disse que 67 empresas ucranianas trabalham em tecnologias para abater drones reativos. Em agosto, as Forças de Defesa começaram a testar em combate torres robotizadas equipadas com armas automáticas do sistema Kalashnikov. A visita do chanceler Merz também incluiu conversas sobre aumento da produção alemã de mísseis Patriot e o plano da Bélgica de transferir três F-16s até o fim do ano.