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Chefe do escritório da Presidência diz que parceiros do Drone Deal podem acessar tecnologia ucraniana contra drones a jato russos

Kirilo Budanov, chefe do Escritório do Presidente da Ucrânia, afirmou em entrevista à Euronews que países com acordos ativos do Drone Deal podem negociar acesso às tecnologias ucranianas de interceptação de drones a jato russos. Segundo ele, a Ucrânia já utiliza uma nova tecnologia de interceptação em condições de combate, com sucesso na maioria dos casos, e busca atingir volumes de produção suficientes antes da parte mais difícil do inverno.

Pontos principais

  • Kirilo Budanov afirmou que parceiros do Drone Deal podem negociar acesso a tecnologias ucranianas contra drones a jato russos.
  • A Ucrânia já emprega experimentalmente em combate a nova tecnologia de interceptação de drones a jato russos.
  • Segundo Budanov, a tecnologia consegue derrubar os drones russos na maioria dos casos, mas ainda exige refinamento de engenharia.
  • O principal desafio é ampliar a produção dos meios de interceptação antes da fase mais rigorosa do inverno.
  • Budanov expressou confiança de que a Ucrânia alcançará o volume necessário de produção antes do pico do inverno.
  • O formato Drone Deal reúne 11 países, incluindo Letônia, Estônia, Holanda, Noruega, Dinamarca e, recentemente, Finlândia.

Por que importa

A entrevista posiciona a expertise ucraniana em combate a drones como um produto de defesa exportável para parceiros dentro e fora do framework Drone Deal, em um momento em que a Rússia intensifica o uso de drones a jato de até 600 km/h. A confirmação de que os interceptores já saíram da fase de testes para uso combatente experimental dá um sinal concreto do estágio do programa, mas a meta de atingir volumes de produção antes do pico do inverno mostra que a tecnologia ainda não está pronta em escala — justamente a estação em que se espera uma nova onda de ataques russos contra infraestrutura energética e civil.

O que aconteceu

Em entrevista à Euronews, o chefe do Escritório do Presidente da Ucrânia, Kirilo Budanov, declarou que países signatários dos acordos Drone Deal podem negociar acesso às tecnologias mais recentes da Ucrânia para combater drones russos a jato. Budanov afirmou que a Ucrânia já utiliza em condições de combate uma nova tecnologia de interceptação, que, segundo ele, derruba os drones russos na maioria dos casos, embora ainda necessite de refinamento de engenharia e aumento de produção. O principal desafio, de acordo com ele, é produzir os meios de interceptação em quantidade suficiente antes da parte mais difícil do inverno que se aproxima, meta da qual disse estar confiante. Budanov também explicou que a cooperação com parceiros europeus se baseia em joint ventures, manutenção de tecnologias críticas na Ucrânia e transparência contratual, com a Ucrânia oferecendo velocidade de inovação e capacidade de escalar produção em troca. Ele citou como exemplo de produto concreto os interceptores Alexa Spatium, em uso pelas Forças Armadas desde agosto, e o Zorelit v5, recentemente apresentado, com velocidade máxima de 416 km/h e alcance de até 47 km por carga.

O que dizem as fontes ucranianas

Toda a cobertura disponível é de veículos ucranianos em língua ucraniana. As matérias giram em torno da entrevista de Budanov à Euronews, com ênfase dupla: o potencial exportador da tecnologia e a urgência de ampliar a produção antes do inverno. As fontes acrescentam contexto doméstico, citando os programas de interceptores Alexa Spatium e Zorelit v5, trazendo a voz de Anatoliy Khrapchynsky, diretor de desenvolvimento de uma empresa de defesa e oficial da reserva da Força Aérea, que disse à LIGA.net que a burocracia está atrasando a criação de novos interceptores. As taxas de derrubada citadas pelo presidente Volodymyr Zelensky em 28 de setembro — 70% dos drones no geral e 57% dos drones a jato — funcionam como linha de base contra a qual a nova tecnologia é medida. No caso de Zelensky, em 29 de setembro, ele informou que foram identificados os primeiros protótipos de armas para abater os Shaheds a jato.

Contexto

A Rússia intensificou nos últimos meses o uso de drones a jato que chegam a 600 km/h, contra os quais os interceptores ucranianos convencionais, com cerca de 300 km/h, nem sempre dão conta. O formato Drone Deal, que prevê produção conjunta, transferência de tecnologia e intercâmbio de experiência militar, já reúne 11 países — entre eles Letônia, Estônia, Holanda, Noruega, Dinamarca e, mais recentemente, Finlândia. A Ucrânia trabalha em vários projetos domésticos de interceptores, incluindo o Alexa Spatium, em uso desde agosto, e o recém-apresentado Zorelit v5. O ministro da Defesa da Bélgica, Theo Francken, defendeu publicamente a integração de tecnologias ucranianas aos sistemas de defesa da OTAN para enfrentar ameaças aéreas russas. No início do ano, durante o auge das operações dos EUA e de Israel contra o Irã, a Ucrânia já havia prestado assessoria e fornecedo interceptores contra Shaheds convencionais a alguns países do Oriente Médio. Em 28 de setembro, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a defesa antiaérea ucraniana derruba cerca de 70% dos drones em ataques massivos russos e 57% dos drones a jato; no dia 29, disse que os primeiros protótipos de armas para abater Shaheds a jato já haviam sido identificados.