Comandante da 3ª Corpo do Exército ucraniano afirma que operação 'Vivaldi' frustrou planos russos para Donetsk
O comandante da 3ª Corpo do Exército da Ucrânia, brigadeiro-general Andrii Biletsky, afirmou que a operação 'Vivaldi' no eixo de Lyman interrompeu os planos ofensivos russos para a região de Donetsk, forçando as tropas russas a suspenderem temporariamente os ataques frontais contra Sloviansk e Kramatorsk. Segundo Biletsky, a operação destruiu a 144ª Divisão da 20ª Exército russa como força organizada e libertou 277 km² de território.
Pontos principais
- Operação 'Vivaldi' foi conduzida no eixo de Lyman pela 3ª Corpo do Exército da Ucrânia, comandada pelo brigadeiro-general Andrii Biletsky
- Plano russo previa avanço a partir de uma cabeça de ponte no rio Chornyi Zherebets em direção a Sviatohirsk e Rubtsi, e divisão das forças ucranianas na margem leste do rio Oskil
- Objetivo político declarado pela liderança militar russa era a captura total da região de Donetsk
- Biletsky afirma que a 144ª Divisão da 20ª Exército russa foi destruída como força militar organizada
- 277 km² de território foram libertados desde o início da operação, além de centenas de km de infiltração limpa não contabilizada como ganho operacional
- Perdas russas superaram 8 mil efetivos (mortos e feridos); 270 soldados russos foram capturados, incluindo mais de 20 oficiais
- 3,800 peças de equipamento foram atingidas, sendo 1,800 sistemas de artilharia
- Bieletsky afirmou que perdas ucranianas foram sete vezes menores que as russas
- Rússia teria suspendido ataques frontais a Sloviansk e Kramatorsk, mas planeja retomá-los; mantém ações em direção a Dobropillia
- Plano russo original para alcançar Barvinkove previa conclusão até o fim de 2026, com implementação iniciada em 2025
Por que importa
A operação 'Vivaldi', segundo Biletsky, teria frustrado um plano russo plurianual para cercar e capturar totalmente a região de Donetsk, que ele classifica como o principal objetivo político definido pela liderança militar russa. O comandante afirma que a ofensiva destruiu a 144ª Divisão da 20ª Exército russa como força organizada e forçou o abandono da tentativa de contornar Donetsk via Barvínove. Apesar dos ganhos relatados — 277 km² libertados, mais de 8 mil baixas russas, 270 prisioneiros e 3.800 peças de equipamento atingidos — as forças russas mantêm a opção de retomar ataques frontais a Sloviansk e Kramatorsk e continuam operações em direção a Dobropillia, onde obtiveram alguns avanços e onde o comando ucraniano realiza contra-ações.
O que aconteceu
O brigadeiro-general Andrii Biletsky, comandante da 3ª Corpo do Exército da Ucrânia e do agrupamento de forças 'Centro', apresentou um balanço da operação 'Vivaldi' conduzida no eixo de Lyman. Segundo ele, o objetivo principal era interromper as ações ofensivas russas. Biletsky descreveu o plano russo como uma operação de cerco em dois eixos: um avanço pelo saliente de Sviatohirsk para envolver a aglomeração Sloviansk-Kramatorsk pelo norte, e um segundo avanço via Dobropillia em direção a Barvinkove para completar o cerco da região de Donetsk. O objetivo final declarado pela liderança militar russa era a captura total da região. Após a operação, as forças russas teriam suspendido temporariamente os ataques frontais a Sloviansk e Kramatorsk, embora planejem retomá-los. A 144ª Divisão da 20ª Exército russa foi destruída como força organizada. Desde o início da operação, 277 km² foram libertados, com perdas russas superiores a 8 mil efetivos (mortos e feridos), 270 prisioneiros — incluindo начальник штабу батальйону, 13 командирів взводів розвідки та понад 20 офіцерів — e 3.800 peças de equipamento atingidas (1.800 sistemas de artilharia). Biletsky afirmou que as perdas ucranianas foram sete vezes menores que as russas, com predominância de mortos entre os russos e de feridos entre os ucranianos. A operação foi nomeada 'Vivaldi' em homenagem a dois soldados de assalto da 3ª Brigada de Assalto, 'Yurist' e 'Lyeshyi', dos quais um foi morto e o outro ficou gravemente ferido.
O que dizem as fontes ucranianas
Todas as fontes fornecidas são ucranianas (hromadaske, Ukrainska Pravda, Interfax-Ukraine, Novynarnia) e relatam as afirmações de Biletsky em detalhes e sem contradição, apresentando a 3ª Corpo do Exército como protagonista e enfatizando os ganhos operacionais ucranianos, as perdas russas e o fracasso de um plano estratégico russo de longo prazo. A cobertura destaca detalhes pessoais, como a origem do nome 'Vivaldi', o destino dos soldados que o propuseram e a música clássica tocada nos corredores do quartel-general da 3ª Corpo, enquadrando a operação tanto em termos estratégicos quanto pessoais-heroicos.
Contexto
A operação 'Vivaldi' foi conduzida no eixo de Lyman pela 3ª Corpo do Exército da Ucrânia, comandada pelo brigadeiro-general Andrii Biletsky, que também lidera o agrupamento de forças 'Centro'. O nome foi proposto por dois soldados de assalto da 3ª Brigada de Assalto, 'Yurist' e 'Lyeshyi' — um deles posteriormente morto e o outro gravemente ferido; música clássica é normalmente tocada nos corredores do quartel-general da 3ª Corpo. Biletsky afirma que o agrupamento russo 'Oeste', composto por três exércitos (1º Exército de Tanques, 20º e 25º exércitos de armas combinadas), planejava avançar de uma cabeça de ponte no rio Chornyi Zherebets em direção a Sviatohirsk e Rubtsi, dividir as forças ucranianas na margem leste do rio Oskil e continuar em direção a Barvinkove, no sul da região de Kharkiv. Biletsky afirma que o plano russo foi originalmente concebido para conclusão até o fim de 2026, com implementação iniciada em 2025.