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Ucrânia reporta restrições ao Starlink/Starshield enquanto autoridades dos EUA negam responsabilidade

A Ucrânia relatou há dias a limitação de velocidade dos serviços de comunicação por satélite Starlink e Starshield, essenciais para comunicações na linha de frente e para drones. Autoridades dos EUA negaram ter ordenado as restrições, enquanto Elon Musk e a Casa Branca foram apontados por outras reportagens como responsáveis. O presidente Volodymyr Zelensky classificou a medida como um grande erro e pediu a Musk que revertesse a decisão.

Pontos principais

  • Ucrânia relata há dias limitação de velocidade nos serviços Starlink e Starshield
  • Zelensky afirmou em 19 de outubro que equipamentos ukrainianos param de funcionar a velocidades de 130–161 km/h
  • Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que o Pentágono não emitiu ordens de restrição ao Starshield
  • Trump afirmou: 'Não fui eu. E acho que não foi o Elon também'
  • The Telegraph e o Wall Street Journal atribuíram a Musk a decisão de restringir; Musk culpou o governo dos EUA
  • Secretário de Estado Marco Rubio disse que o sistema voltou a funcionar
  • Ucrânia negocia com SpaceX, Pentágono e governo dos EUA para suspender as restrições

Por que importa

As restrições afetam comunicações na linha de frente e operações com drones das Forças Armadas da Ucrânia, comprometendo logística e o uso de diversos tipos de veículos não tripulados. A disputa expõe divergências entre o governo dos EUA, o presidente Donald Trump e Elon Musk sobre quem autorizou as limitações, em meio a negociações entre Kiev, SpaceX, Pentágono e Washington.

O que aconteceu

Nos últimos dias, a Ucrânia reportou limitações de velocidade nos serviços de comunicação por satélite Starlink (civil) e Starshield (militar), amplamente utilizados pelas forças ukrainianas na linha de frente para comunicações e controle de drones. Em 19 de outubro, Volodymyr Zelensky informou que, em diversos trechos da frente, equipamentos baseados em Starlink param de funcionar a velocidades entre 130 e 161 km/h, o que segundo o presidente complica a logística e restringe o uso de múltiplos tipos de drones. Zelensky classificou a medida como um grande erro e pediu diretamente a Elon Musk, chefe da SpaceX, que revertesse a restrição. No dia 14, Musk afirmou que a decisão dependia do governo dos EUA, não de sua empresa; depois, em entrevista, o presidente Donald Trump declarou que não havia ordenado a restrição e que também não acreditava que Musk o tivesse feito. Em 17 de outubro, o conselheiro presidencial ukrainiano Serhii Beskrestnov disse que a Ucrânia negociava com SpaceX, Pentágono e governo dos EUA para suspender a limitação, sem ter recebido explicação até o momento. No mesmo dia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o pacote militar Starshield não estava disponível para terminais Starlink na Ucrânia e negou que a Casa Branca tivesse ordenado qualquer restrição. Em 20 de outubro, o secretário de Defesa Pete Hegseth declarou que o Pentágono não havia feito mudanças nem emitido ordens sobre o Starshield, acrescentando que a Starlink tem direito de tomar essas decisões dentro dos termos de serviço. Rubio também afirmou, com base em informações de dois dias antes, que o sistema havia voltado a funcionar.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura ukrainiana destacou os efeitos operacionais das restrições: interrupções de comunicações e limitações na logística e no uso de diversos tipos de drones na linha de frente. Autoridades, incluindo o conselheiro presidencial Beskrestnov, enfatizaram que Kiev está negociando com SpaceX, Pentágono e governo dos EUA para suspender a medida, e que não receberam explicação para a restrição ter sido introduzida naquele momento. Zelensky classificou a redução de velocidade como um grande erro.

O que dizem as fontes internacionais

A imprensa internacional destacou relatos conflitantes sobre quem iniciou as restrições. Autoridades dos EUA — incluindo Hegseth, Rubio e o próprio Trump — negaram envolvimento do Pentágono ou da Casa Branca e afirmaram que a política dos EUA em relação à Ucrânia não mudou. O Wall Street Journal relatou que Musk ordenou pessoalmente a restrição; o The Telegraph afirmou que Musk propôs a medida a Trump, que a aprovou; e a Reuters, citando fontes internas, indicou que a ordem veio da Casa Branca. Musk, por sua vez, atribuiu a decisão ao governo dos EUA.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre a responsabilidade pelas restrições: autoridades dos EUA (Hegseth e Rubio, em declarações oficiais) negam envolvimento do governo; Elon Musk atribui a decisão ao governo dos EUA; o Wall Street Journal relata que Musk ordenou a restrição; o The Telegraph afirma que Musk propôs a medida e Trump a aprovou; e a Reuters, citando fontes internas, indica que a ordem veio da Casa Branca.

Contexto

A Ucrânia utiliza tanto o serviço civil Starlink quanto o serviço militar Starshield para comunicações na linha de frente, controle de drones e defesa antiaérea baseada em drones interceptores. Equipamentos militares ukrainianos relataram paradas de funcionamento em velocidades entre aproximadamente 130 e 161 km/h, segundo informações oficiais ukrainianas. Autoridades dos EUA afirmaram que Pentágono e Casa Branca não emitiram restrições, enquanto outras reportagens atribuíram a decisão a Musk, a Trump ou à Casa Branca.