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Chefe da administração de Kherson admite capacidade insuficiente para evacuar residentes após novos ataques russos

Oleksandr Prokudin, chefe da administração militar da região de Kherson, afirmou que não há capacidade suficiente, em nível estadual e regional, para realocar todos os moradores da parte controlada pela Ucrânia da região que possam precisar de evacuação. A declaração foi feita após novos bombardeios russos à usina termelétrica de Kherson, que já havia sido criticamente danificada em 27 de agosto.

Pontos principais

  • Prokudin disse que há capacidade insuficiente para reassentar todos os residentes da parte controlada pela Ucrânia da região de Kherson que possam necessitar evacuação.
  • A evacuação está sendo priorizada para famílias com crianças e residentes com mobilidade reduzida.
  • Locais com acompanhamento médico já existem em instituições sociais nas regiões de Khmelnytskyi, Mykolaiv e Vinnytsia.
  • Capacidade adicional está sendo preparada em mais sete regiões: Odesa, Chernivtsi, Kirovohrad, Kiev, Poltava, Zakarpattia e Dnipropetrovsk, totalizando mais de 2.000 vagas.
  • O Ministério da Política Social identificou locais para deslocados internos em 15 regiões, com cerca de 7.000 vagas livres em albergues e instituições sociais.
  • Parceiros internacionais estão prontos para fornecer assistência financeira de 10.800 UAH por pessoa evacuada.
  • Em 27 de agosto, a Rússia atingiu a usina termelétrica de Kherson com quatro bombas planadoras (KABs), causando destruição crítica.

Por que importa

A admissão de uma autoridade regional de que o Estado não consegue ao mesmo tempo evacuar e realojar todos os que podem precisar sair evidencia um gargalo humanitário na região de Kherson. Com a usina termelétrica destruída, a cidade perde razões para permanecer durante o inverno, ao mesmo tempo em que a capacidade de acolhimento ainda é insuficiente para absorver quem precisa sair.

O que aconteceu

Oleksandr Prokudin, chefe da administração militar da região de Kherson, declarou publicamente que a capacidade existente nos níveis estadual e regional é insuficiente para reassentar todos os residentes da parte controlada pela Ucrânia da região que possam necessitar evacuação. A declaração veio após novos ataques russos à infraestrutura energética da cidade.

Diante da limitação de vagas, as autoridades passaram a priorizar famílias com crianças e pessoas com mobilidade reduzida. Locais com acompanhamento médico adequado já funcionam em instituições sociais das regiões de Khmelnytskyi, Mykolaiv e Vinnytsia. Sete regiões adicionais — Odesa, Chernivtsi, Kirovohrad, Kiev, Poltava, Zakarpattia e Dnipropetrovsk — preparam capacidade extra, somando mais de 2.000 vagas identificadas. A administração regional também fechou acordo para acomodar famílias com crianças na cidade de Hansen (Hansenshtadt), na região de Kiev.

O Ministério da Política Social mapeou locais para deslocados internos em 15 regiões do país, com cerca de 7.000 vagas livres em albergues e instituições sociais e comunitárias. Parceiros internacionais se comprometeram a fornecer assistência financeira de 10.800 UAH por pessoa evacuada.

Em 27 de agosto, a Rússia atingiu a usina termelétrica de Kherson com quatro bombas planadoras (KABs), causando destruição crítica. Já em março, Prokudin havia afirmado que restaurar a usina em seu estado atual é impraticável. O cenário se soma ao anúncio do ditador russo Vladimir Putin de ataques massivos contra a infraestrutura energética ucraniana, em um contexto em que as autoridades reconhecem ser impossível proteger fisicamente todas as instalações do setor.

O que dizem as fontes ucranianas

A reportagem, baseada em fontes ucranianas, apresenta a fala de Prokudin como uma admissão franca de um gargalo logístico que o Estado corre para fechar. O texto privilegia a dimensão humana da crise — famílias com crianças, pessoas com mobilidade reduzida e a população majoritariamente idosa de Kherson — e conecta a falta de vagas diretamente aos ataques russos contra a usina termelétrica e à campanha declarada por Putin contra a infraestrutura energética da Ucrânia.

Contexto

Em julho de 2025, a administração militar de Kherson informou ao LIGA.net que mais de 65% dos moradores da cidade tinham idade de aposentadoria, e a população total era de 64.401 pessoas. Esse perfil etário reforça a importância de vagas com acompanhamento médico nas regiões receptoras. Paralelamente, em março, Prokudin já havia avaliado que restaurar a usina termelétrica em seu estado atual seria impraticável, e em 27 de agosto a Rússia atingiu a instalação com quatro KABs, causando destruição crítica. A combinação da destruição da infraestrutura de heating com a declarada impossibilidade de proteção total do setor energético aumenta a urgência da evacuação antes do inverno.