Publicado em · Atualizado em

Ombudsman da Ucrânia afirma que Rússia se recusa a confirmar evacuação humanitária de Oleshky

O ombudsman ucraniano Dmytro Lubinets afirmou em 16 de setembro que a Rússia não confirma a realização de uma evacuação humanitária de civis da cidade ocupada de Oleshky, na região de Kherson, apesar de acordos prévios, de uma oferta do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para participar da operação e do agravamento da crise humanitária no local. Civis que permanecem em Oleshky enfrentam bombardeios e ataques de drones diariamente e estão sem alimentos, água potável e medicamentos, segundo Lubinets. Algumas pessoas estão tentando sair por conta própria, atravessando campos minados sob risco de drones.

Pontos principais

  • Lubinets afirmou em 16 de setembro de 2026 que a Rússia não confirma a evacuação humanitária de civis de Oleshky, na margem esquerda do Dnipro, em Kherson.
  • Ucrânia e Rússia já haviam firmado acordos e uma lista de pessoas a serem evacuadas, mas não há corredor humanitário estável nem cessar-fogo.
  • O CICV manifestou disposição, dentro de seu mandato, de participar da evacuação.
  • Civis em Oleshky estão sem alimentos, água potável e medicamentos e sob ameaça diária de bombardeios e drones, segundo Lubinets.
  • Algumas pessoas tentam sair a pé por campos minados, arriscando detonações e ataques de drones.
  • Lubinets estima que mais de 6.000 pessoas, incluindo cerca de 200 crianças, ainda estejam em Oleshky e no distrito vizinho.
  • A Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia registrou que, até 24 de junho, nenhum suprimento alimentar havia chegado a Oleshky desde 26 de maio.
  • Em 15 de setembro, o ministro das Relações Exteriores Andriy Sybiha pediu à comunidade internacional que ajude a garantir o acesso e a evacuação de Oleshky.

Por que importa

Mais de 6.000 pessoas, incluindo cerca de 200 crianças, permanecem em Oleshky sem acesso confiável a alimentos, água ou medicamentos, em uma zona cinzenta contestada na margem esquerda do Dnipro. Sem corredor humanitário acordado, civis passaram a tentar sair por conta própria através de campos minados sob fogo de drones. A Ucrânia, o CICV e a ONU afirmam que a base técnica para uma evacuação já está pronta, mas a Rússia estaria bloqueando a confirmação da operação. O ministro das Relações Exteriores Andriy Sybiha recorreu formalmente à comunidade internacional para pressionar por acesso e evacuação.

O que aconteceu

Em 16 de setembro de 2026, o ombudsman ucraniano Dmytro Lubinets afirmou que a Rússia se recusa a confirmar a evacuação humanitária de civis de Oleshky, na região de Kherson, apesar de acordos anteriores que já previam algoritmos claros e uma lista de pessoas a serem retiradas. O CICV havia se declarado disposto, dentro de seu mandato, a participar da missão, e a Ucrânia havia se coordenado com suas Forças de Segurança e Defesa para garantir um regime de cessar-fogo durante a operação humanitária. Lubinets relatou 176 pedidos de ajuda relativos à situação humanitária nos territórios temporariamente ocupados de Kherson, e o Gabinete do Ombudsman verificou os dados de 358 pessoas que precisam urgentemente de assistência para deixar a região com segurança. Civis que permanecem em Oleshky estão sem alimentos, água potável e medicamentos e sob ameaça diária de bombardeios e drones; algumas pessoas tentam atravessar campos minados a pé para sair. Lubinets estima que mais de 6.000 pessoas, incluindo cerca de 200 crianças, ainda estejam na cidade e no distrito vizinho. No dia anterior, o ministro das Relações Exteriores Andriy Sybiha havia pedido à comunidade internacional que ajudasse a garantir o acesso e a evacuação dos civis.

O que dizem as fontes ucranianas

A cobertura ucraniana apresenta o Gabinete do Ombudsman e o ministro das Relações Exteriores Sybiha como as vozes oficiais sobre a crise. As matérias enfatizam a recusa russa em confirmar a evacuação apesar de acordos prévios e da própria coordenação ucraniana de um cessar-fogo com as forças de segurança. O Centro de Resistência Nacional acusa a Rússia de explorar a catástrofe humanitária para fazer propaganda, alegando falsamente que as Forças Armadas da Ucrânia estariam impedindo a entrega de ajuda. Manchetes destacam a imagem de civis forçados a atravessar campos minados a pé como prova da gravidade da situação.

Onde as versões divergem

Os números de civis que ainda estariam em Oleshky variam conforme a fonte: o ombudsman Lubinets afirma que mais de 6.000 pessoas, incluindo cerca de 200 crianças, podem permanecer na cidade e no distrito, enquanto o jornal alemão Bild estima que entre 2.000 e 4.000 pessoas ainda estejam na área. A estimativa de Bild sobre o tamanho da população remanescente é consideravelmente menor do que a apresentada por Lubinets.

Contexto

Oleshky está situada na margem esquerda do rio Dnipro, perto de Kherson, em uma zona cinzenta contestada. Em 15 de maio, autoridades ucranianas conduziram negociações sobre a evacuação humanitária urgente de Oleshky e de povoados vizinhos como Stara Zburivka, Nova Zburivka e Hola Prystan; após esse processo, teriam sido acordados detalhes técnicos e uma lista de pessoas a serem evacuadas. A Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia relatou que, até 24 de junho, nenhum suprimento alimentar havia chegado à Oleshky ocupada desde 26 de maio. Lubinets afirmou que a população combinada de Oleshky, Stara e Nova Zburivka e Hola Prystan caiu cerca de 34.000 pessoas desde o início da ocupação, com a população de Oleshky sozinha diminuindo cerca de dez vezes.