Chefe do gabinete presidencial da Ucrânia anuncia possível grande troca de prisioneiros com a Rússia na próxima semana
Kirilo Budanov, chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, afirmou neste domingo (27 de setembro de 2026) que um grande intercâmbio mútuo de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia pode ocorrer já na semana de 28 de setembro a 4 de outubro. Budanov disse esperar que o acordo aconteça "dentro de uma semana" e que "esperamos que sim" quando questionado se seria no início da semana seguinte, mas não deu mais detalhes, incluindo quantas pessoas poderiam ser devolvidas.
Pontos principais
- Kirilo Budanov, chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, disse que uma grande troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia pode ocorrer "na próxima semana".
- Budanov declarou à Novyny.LIVE: "Deve acontecer muito em breve, no futuro próximo. Acho que dentro de uma semana."
- A janela possível para o intercâmbio é de 28 de setembro a 4 de outubro de 2026.
- Budanov não forneceu mais detalhes, incluindo o número estimado de pessoas a serem devolvidas.
- A última grande troca antes da declaração ocorreu em 19 de agosto, com o retorno de 103 militares ucranianos das Forças Armadas, Guarda Nacional e Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras.
- Uma etapa especial em 24 de agosto devolveu 10 militares, todos anteriormente considerados desaparecidos.
- Segundo o ombudsman Dmytro Lubinets, até 19 de agosto 9.716 ucranianos haviam sido repatriados da custódia russa desde 24 de fevereiro de 2022.
Por que importa
O anúncio sinaliza uma possível repatriação em larga escala de prisioneiros ucranianos detidos pela Rússia, tema de grande peso humanitário e político durante a guerra. A declaração de um alto funcionário dá uma janela concreta — a semana de 28 de setembro a 4 de outubro — que molda as expectativas do público e das famílias. O anúncio também se insere em um contexto de casos ainda não resolvidos, como os mais de 600 defensores de Mariupol do Azov e da Guarda Nacional e os prisioneiros de Olenivka, que críticos afirmam exigir uma revisão da estratégia de negociação.
O que aconteceu
Kirilo Budanov, chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, afirmou à Novyny.LIVE neste domingo (27 de setembro de 2026) que uma grande troca mútua de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia pode acontecer na semana de 28 de setembro a 4 de outubro. Ele declarou que o intercâmbio "deve acontecer muito em breve, no futuro próximo. Acho que dentro de uma semana" e, quando perguntado se seria na semana seguinte, respondeu: "Esperamos que sim". Budanov não divulgou detalhes adicionais, inclusive o número de pessoas que poderiam ser devolvidas. A última grande troca antes da declaração ocorreu em 19 de agosto, com o retorno de 103 militares das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras; em 24 de agosto, uma etapa especial devolveu outros 10 militares, todos anteriormente considerados desaparecidos.
O que dizem as fontes ucranianas
Todas as fontes fornecidas são veículos ucranianos que apresentam a declaração de Kirilo Budanov como um anúncio oficial de um futuro intercâmbio em grande escala. Os veículos contextualizam o anúncio com trocas anteriores e dados do ombudsman, destacando o esforço nacional e os casos ainda não resolvidos, como os defensores de Mariupol e os prisioneiros de Olenivka.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre quais ramos das Forças Armadas estavam representados entre os 103 militares repatriados em 19 de agosto. Algumas listam apenas as Forças Armadas da Ucrânia, a Guarda Nacional e o Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras; outras acrescentam as Forças Navais e as Forças de Defesa Territorial e mencionam a inclusão de vários oficiais.
Contexto
A troca anterior a que as fontes se referem ocorreu em 19 de agosto e devolveu 103 militares ucranianos das Forças Armadas, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras (algumas fontes acrescentam Forças Navais e Forças de Defesa Territorial, além de vários oficiais). Em 24 de agosto, uma etapa especial devolveu 10 militares, todos anteriormente listados como desaparecidos. Segundo o ombudsman Dmytro Lubinets, até 19 de agosto 9.716 ucranianos haviam sido repatriados da custódia russa desde 24 de fevereiro de 2022. O comandante do 1.º Corpo Azov, Denys Prokopenko, afirmou que nenhum membro do Azov ou da Guarda Nacional que defendeu Mariupol foi liberado em 19 de agosto e que mais de 600 desses combatentes permanecem em cativeiro russo. Lubinets também relatou, em 1.º de julho, que 46 prisioneiros de Olenivka estão detidos pela Rússia e, em agosto, que 79 militares antes considerados desaparecidos haviam sido localizados.