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Pentágono cria Comando de Guerra Autônoma e estuda futuro da guerra com Musk, Luckey e Gingrich

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou a criação do Comando de Guerra Autônoma (AutoWarCom), focado em drones e sistemas autônomos, com início das operações previsto para outubro de 2027. Paralelamente, o Pentágono lançou o Project Meridian, estudo de 120 dias sobre o futuro da guerra que recrutou Elon Musk, Palmer Luckey e Newt Gingrich. A iniciativa é parte de um esforço para reduzir a desvantagem americana em relação à Ucrânia na produção de drones.

Pontos principais

  • Hegseth anunciou a criação do Autonomous Warfare Command (AutoWarCom), voltado para drones, robótica e sistemas autônomos.
  • O AutoWarCom deve iniciar operações em outubro de 2027 e será liderado por um general de quatro estrelas ainda não definido.
  • Ex-marine e ex-funcionário do Pentágono Owen West e o ex-SEAL Max Strasyzer integram a equipe inicial do AutoWarCom.
  • O Project Meridian é um estudo de 120 dias com conclusão prevista em aproximadamente quatro meses.
  • Elon Musk, Palmer Luckey (Anduril) e Newt Gingrich foram recrutados por Hegseth; segundo o Pentágono, Musk será codiretor do projeto.
  • Autoridades dos EUA estimam que a Ucrânia pode produzir 6–7 milhões de drones FPV de ataque em 2026.
  • Seis empresas ucranianas foram convidadas para os testes Gauntlet II nos EUA, e a localização da produção nos EUA é condição para futuros contratos.

Por que importa

A criação do AutoWarCom representa uma reorganização institucional significativa no Pentágono, criando uma estrutura dedicada para acelerar o desenvolvimento e a implantação de sistemas de combate autônomos e não tripulados. Ao mesmo tempo, o recrutamento de Musk, Luckey e Gingrich aproxima a indústria de tecnologia e a política do planejamento militar dos EUA. O movimento ocorre em um contexto em que autoridades americanas reconhecem publicamente um atraso significativo em relação à Ucrânia na produção de drones, e a inclusão de empresas ucranianas em testes e joint ventures nos EUA aponta para uma tentativa de reduzir essa distância.

O que aconteceu

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou a criação do Comando de Guerra Autônoma — Autonomous Warfare Command (AutoWarCom) —, nova estrutura do Pentágono responsável pelo desenvolvimento e pela implantação de drones, sistemas robóticos e outros sistemas de combate autônomos. Segundo Hegseth, o AutoWarCom deve começar a operar em outubro de 2027 e terá a missão de acelerar a aquisição, os testes e o despliegue de sistemas não tripulados e robotizados. A estrutura será liderada por um general de quatro estrelas, cuja identidade ainda não foi definida. Entre os integrantes iniciais estão o ex-marine e ex-funcionário do Pentágono Owen West e o ex-SEAL e piloto de testes Max Strasyzer.

Em paralelo, o Pentágono lançou o Project Meridian, um estudo de 120 dias dedicado a analisar como as tecnologias emergentes podem mudar a condução de combates futuros e a propor conceitos correspondentes ao Departamento de Defesa. Hegseth recrutou o fundador da SpaceX, Elon Musk; o fundador da Anduril, Palmer Luckey; e o ex-presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Newt Gingrich. Segundo comunicado do Pentágono, Musk será codiretor do projeto. Os resultados são esperados em cerca de quatro meses, com um relatório final acompanhado de anexo sigiloso. O objetivo declarado do Project Meridian é a dominância tecnológica "absoluta" no campo de batalha da próxima geração, cobrindo domínios que vão "das profundidades subterrâneas ao espaço cislunar".

Um dos eixos centrais da nova estratégia é a criação nos EUA de uma cadeia de produção em larga escala de sistemas não tripulados de baixo custo. Autoridades americanas estimam que a Ucrânia pode fabricar entre 6 e 7 milhões de pequenos drones FPV de ataque em 2026 — volume diante do qual Washington reconhece um atraso significativo.

O que dizem as fontes ucranianas

As três fontes utilizadas são veículos de mídia em língua ucraniana (NV, Suspilne Novyny e LIGA.net). Elas destacam o recrutamento de Musk por Hegseth como o retorno de Elon Musk à equipe do governo dos EUA em torno do presidente Trump, descrevendo-o como alguém "mais uma vez no governo americano". As matérias também enquadram o AutoWarCom e o Project Meridian como movimentos do Pentágono para tentar se aproximar da Ucrânia em produção de drones, e situam a participação de empresas ucranianas nos testes Gauntlet II e em joint ventures com fabricantes americanos como parte desse mesmo contexto.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre o papel exato de Elon Musk no Project Meridian. Parte dos relatos afirma apenas que Hegseth o "recrutou" para o projeto, enquanto outra vertente, baseada em um comunicado do Pentágono, indica que Musk será codiretor do Project Meridian ao lado de Luckey e Gingrich.

Contexto

O AutoWarCom está previsto para iniciar operações em outubro de 2027 e será comandado por um general de quatro estrelas, ainda não anunciado. O Project Meridian é um estudo de 120 dias com conclusão estimada em cerca de quatro meses; seu objetivo declarado é a dominância tecnológica "absoluta" no campo de batalha da próxima geração, abrangendo "das profundezas subterrâneas ao espaço cislunar". Autoridades americanas estimam que a Ucrânia pode produzir entre 6 e 7 milhões de pequenos drones FPV de ataque em 2026. Em abril de 2025, o presidente dos EUA Donald Trump anunciou o encerramento das atividades do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), antes liderado por Musk; no fim de maio de 2026, a Reuters informou que a SpaceX conseguiu aumentar em cinco vezes o custo do serviço de conectividade Starlink para as Forças Armadas dos EUA.