Ucranianos fazem segunda entrega de ajuda humanitária por drones em Oleshky, cidade ocupada na região de Kherson
Na noite de 4 de outubro de 2026, as forças ucranianas realizaram uma segunda operação com drones para entregar cerca de 4 toneladas de ajuda humanitária — aproximadamente 400 pacotes com alimentos, medicamentos e kits infantis — à cidade ocupada de Oleshky, na região de Kherson. A operação foi conduzida pela Guarda Nacional com coordenação de unidades da Marinha e da Guarda de Fronteira. O ministro do Interior, Ivan Vyhivskyi, e o chanceler Andrii Sybiha comentaram a ação, que incluiu o resgate de seis animais pela tripulação de drones "Perun".
Pontos principais
- Na noite de 4 de outubro, militares ucranianos fizeram a segunda entrega de ajuda humanitária por drones à cidade ocupada de Oleshky, na região de Kherson.
- Foram entregues quase 4 toneladas em cerca de 400 pacotes com alimentos, medicamentos e kits infantis.
- A operação foi conduzida pela 11ª Brigada da Guarda Nacional e pelo 34º Regimento de Kherson, em coordenação com o 30º Corpo de Fuzileiros Navais, a 34ª Brigada de Fuzileiros Navais "Borysfen" e o 79º Destacamento de Fronteiras.
- O ministro do Interior da Ucrânia, Ivan Vyhivskyi, relatou a operação e agradeceu aos militares e voluntários envolvidos.
- O chanceler Andrii Sybiha afirmou que a Rússia vinha tentando isolar os moradores de Oleshky do mundo exterior, obstruindo inclusive a chegada de alimentos.
- A tripulação de drones "Perun" foi destacada por também ter resgatado seis animais do território ocupado.
- No fim de semana anterior (cerca de 27 de setembro), as forças ucranianas já haviam entregue cerca de 4.000 kg de alimentos a 100 locais de Oleshky usando drones pesados.
Por que importa
A operação mostra o uso inovador de drones por parte da Ucrânia para contornar o bloqueio humanitário russo imposto a Oleshky, no banco esquerdo do rio Dnieper, ocupado desde fevereiro de 2022. A entrega chega em meio a relatos de organizações internacionais de que nenhum carregamento convencional de alimentos chegou à cidade desde 26 de maio, com cerca de 2.000 civis — entre eles quase 50 crianças — permanecendo lá sem acesso confiável a comida, água ou atendimento médico. A ação também evidencia a recusa russa em permitir evacuações e a apreensão, por parte das forças de ocupação, de alimentos entregues por drones, tratada como pretexto para detenções sob acusação de "colaboração com as Forças Armadas" da Ucrânia.
O que aconteceu
Na noite de 4 de outubro de 2026, militares ucranianos realizaram a segunda operação com drones para entregar ajuda humanitária à cidade ocupada de Oleshky, na região de Kherson. Foram entregues quase 4 toneladas de carga — aproximadamente 400 pacotes com alimentos, medicamentos e kits infantis — todos confirmados como chegando ao destino. A ação foi conduzida por soldados da 11ª Brigada da Guarda Nacional nomeada em homenagem a Mykhailo Hrushevsky e do 34º Regimento de Kherson da Guarda Nacional da Ucrânia, em coordenação com o 30º Corpo de Fuzileiros Navais, a 34ª Brigada Independente de Fuzileiros Navais "Borysfen" e o 79º Destacamento de Fronteiras do Serviço Estatal de Fronteiras. O ministro do Interior Ivan Vyhivskyi comunicou a operação publicamente e agradeceu aos militares, comunidades, instituições de ensino, benfeitores e voluntários que arrecadaram a ajuda. O chanceler Andrii Sybiha também comentou o episódio. Durante a operação, a tripulação de drones "Perun" foi destacada por ter, além da entrega, resgatado seis animais do território ocupado.
O que dizem as fontes ucranianas
Todas as fontes fornecidas são ucranianas, e a cobertura é centrada em atores militares e governamentais da Ucrânia — em especial o ministro do Interior Ivan Vyhivskyi e o chanceler Andrii Sybiha — enquadrando a operação como uma ação soberana bem-sucedida para aliviar compatriotas sitiados. As matérias dão destaque a unidades específicas da Guarda Nacional, da Marinha e da Guarda de Fronteiras, bem como à tripulação "Perun", conferindo à operação um tom patriótico e de orgulho de tropa. A cobertura também enfatiza as ações russas descritas como bloqueio humanitário, tomada de civis como reféns, apreensão de alimentos entregues por drones e recusa em permitir evacuações.
O que dizem as fontes internacionais
Nenhuma fonte fora da Ucrânia foi fornecida, de modo que não é possível traçar um contraste de enquadramento internacional a partir dos dados disponíveis. As referências a atores externos — a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, o jornal Bild e o Conselho de Todas as Igrejas e Organizações Religiosas da Ucrânia — aparecem apenas conforme citadas pelas fontes ucranianas.
Onde as versões divergem
As fontes divergem sobre qual unidade realizou o resgate dos animais durante a operação: a maioria atribui o salvamento de seis animais à tripulação de drones "Perun", enquanto uma versão contestada diz que a companhia de propósito especial "Bolharichi" da 11ª Brigada da Guarda Nacional teria evacuado uma gata e cinco gatinhos. Há também variação na ortografia do sobrenome do ministro do Interior — "Vygivskyi", "Vyhivsky" e "Вигівський" — conforme o idioma e a publicação.
Contexto
Oleshky está sob ocupação russa desde fevereiro de 2022 e fica no banco esquerdo do rio Dnieper, que hoje divide as posições ucranianas e russas. Segundo a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, nenhuma entrega convencional de alimentos chegou à cidade depois de 26 de maio. A administração militar da região de Kherson estima que cerca de 2.000 pessoas, incluindo quase 50 crianças, permanecem em Oleshky sem acesso confiável a comida, água, eletricidade ou remédios. Uma primeira grande entrega por drones ao redor de 27 de setembro levou cerca de 4.000 kg de alimentos a 100 pontos da cidade. Em 19 de setembro, o Conselho de Todas as Igrejas e Organizações Religiosas da Ucrânia declarou Oleshky à beira de uma catástrofe humanitária, e em 20 de setembro o chanceler Sybiha afirmou que a Ucrânia levaria a situação à Assembleia Geral da ONU. Em 6 de junho de 2023, a destruição da barragem de Kakhovka pelas forças russas já havia provocado um desastre ambiental e humanitário adicional no banco esquerdo ocupado, inclusive em Oleshky. As forças de ocupação russas vêm, segundo relatos, confiscando os alimentos entregues por drones dos moradores, com a posse de comida de origem não russa sendo usada como pretexto para detenções sob acusação de "colaboração com as Forças Armadas" da Ucrânia.