Maior ataque de drones em dois anos atinge Moscou e região
Na noite de 5 para 6 de outubro de 2026, Moscou e a região de Moscou foram alvo de um ataque em larga escala com drones que durou várias horas. O prefeito Sergei Sobyanin afirmou que cerca de 650 drones foram direcionados à região, com 105 destruídos na aproximação da capital; quatro grandes aeroportos moscovitas suspenderam operações. Uma incêndio foi registrado na estação de petróleo Volodarskaya, a maior base de combustíveis da região, segundo análise de OSINT, sem confirmação oficial russa de danos.
Pontos principais
- Ataque durou várias horas entre a noite de 5 e a manhã de 6 de outubro
- Prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que cerca de 650 drones foram direcionados à região
- 105 drones teriam sido destruídos na aproximação de Moscou, segundo Sobyanin
- Quatro aeroportos de Moscou (Vnukovo, Domodedovo, Sheremetyevo e Zhukovsky) suspenderam operações
- Incêndio foi registrado na estação de petróleo Volodarskaya, a maior da região, segundo OSINT do canal ASTRA
- Governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, reportou 185 drones interceptados, 2 mortos e 9 feridos, com 47 edifícios residenciais danificados
- Ministério da Defesa russo afirmou que cerca de 900 drones foram interceptados em várias regiões russas, na Crimeia ocupada e no Mar de Azov
Por que importa
O ataque foi descrito pela TASS, veículo estatal russo, como o maior ataque de drones a Moscou dos últimos dois anos. A Volodarskaya é a maior base de derivados de petróleo da região de Moscou, com vazão anual de cerca de 3 milhões de toneladas e ligação direta por dutos aos principais aeroportos da capital. A suspensão de operações em quatro grandes aeroportos e os danos residenciais reportados ilustram o alcance do impacto. O episódio ocorre após uma sequência de ações ucranianas contra a infraestrutura energética russa, incluindo o ataque à LPDS Samara em 2 de outubro.
O que aconteceu
Na noite de 5 para 6 de outubro de 2026, Moscou e a região de Moscou foram alvo de um ataque prolongado com drones, que durou várias horas. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que cerca de 650 drones foram direcionados à região entre 20h30 de 5 de outubro e 5h de 6 de outubro, com 105 destruídos na aproximação da capital e a maioria dos demais abatidos em longo alcance. O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, citou 185 drones interceptados no oblast e reportou dois mortos, nove feridos e 47 edifícios residenciais danificados. A Rosaviatsiya suspendeu temporariamente as operações dos aeroportos Vnukovo, Domodedovo, Sheremetyevo e Zhukovsky, retomadas posteriormente. Um incêndio foi registrado no território da estação linear de produção e despacho (LPDS) Volodarskaya, a maior base de derivados de petróleo da região, com capacidade anual de cerca de 3 milhões de toneladas e conexão por dutos aos aeroportos Vnukovo, Domodedovo e Sheremetyevo. A análise de OSINT do canal ASTRA geolocalizou o fogo na vila de Konstantinovo, no distrito urbano de Ramensky. Não houve confirmação oficial russa sobre danos à estação. O Ministério da Defesa russo afirmou que suas defesas interceptaram cerca de 900 drones ucranianos durante a noite em várias regiões russas, na Crimeia ocupada e no Mar de Azov.
O que dizem as fontes internacionais
Veículos internacionais (em inglês, alemão e árabe) enquadram o episódio principalmente como uma grande barragem de drones contra a capital russa, destacando o número de 650 drones, os 105 interceptados na aproximação de Moscou e a declaração russa de quase 900 drones interceptados em várias regiões. Ressaltam as suspensões em aeroportos e os danos a infraestrutura residencial, citando os números do governador Vorobyov, e situam o ataque no contexto mais amplo da guerra, incluindo a expectativa de uma reunião trilateral Washington-Kyiv-Moscou em outubro e o pedido atribuído a Donald Trump para que a Ucrânia pare de atingir refinarias russas. O incêndio na Volodarskaya aparece em relatos de mídia e testemunhas, sem atribuição oficial a Kiev.
Onde as versões divergem
Os números oficiais russos sobre drones interceptados variaram: o prefeito Sobyanin afirmou que 105 drones foram destruídos na aproximação de Moscou, enquanto o governador da região, Vorobyov, falou em 185 drones interceptados no oblast. Os balanços de vítimas também divergiram entre relatos: uma versão atribui a Vorobyov dois mortos e nove feridos com 47 edifícios residenciais danificados; outra, anterior, registra um morto e seis feridos com mais de 10 casas privadas danificadas. Há divergência sobre a estrutura proprietária da Volodarskaya: a maioria das fontes a descreve como parte da Transnefteprodukt / JSC AK Transneftoprodukt, enquanto uma a apresenta como filial da Transneft-Verkhnyaya Volga. Por fim, alguns veículos em idioma ucraniano atribuem o ataque à Volodarskaya a drones das Forças de Defesa da Ucrânia, sem confirmação oficial de Kiev e sem reconhecimento oficial russo de danos à estação.
Contexto
A LPDS Volodarskaya integra a estrutura da operadora de dutos Transnefteprodukt/Transneft-Verkhnyaya Volga e serve como estação principal do anel de dutos da região de Moscou para gasolina, diesel e querosene de aviação. O presidente Vladimir Putin afirmou que ataques ucranianos à infraestrutura energética russa já custaram à Russia cerca de 1% do PIB, e o Kremlin proibiu exportações de diesel em resposta. O presidente dos EUA, Donald Trump, teria pedido à Ucrânia que parasse de atingir refinarias russas e afirmou que a Rússia 'perdeu o controle' do setor de refino. Em 2 de outubro de 2026, forças ucranianas atingiram a LPDS Samara, no oblast de Samara, outro grande hub de petróleo da Transneft. O presidente Volodymyr Zelensky disse esperar que os EUA organizem uma reunião trilateral entre Washington, Kiev e Moscou em outubro.