Rússia reforça pontes e hubs logísticos no sul ante possíveis ataques com mísseis balísticos ucranianos, diz ATESH
O movimento partisan ATESH informa que o quartel-general do Distrito Militar Sul da Rússia ordenou a preparação urgente de hubs logísticos e pontes em Rostov, Taganrog, Crimeia e Belgorod ante possíveis ataques das Forças de Defesa da Ucrânia. As medidas incluem postos 24 horas da Rosgvardia, redes antídrones, guerra eletrônica e pontes flutuantes de reserva. O relatório surge após Zelensky anunciar o uso do míssil balístico tático FP-7 e a iminente conclusão do FP-9.
Pontos principais
- O movimento partisan ATESH relatou ordem do Distrito Militar Sul russo para preparar urgentemente hubs logísticos.
- Instruções do Estado-Maior russo foram enviadas à Rosavtodor, aos Caminhos de Ferro Russos (RZD) e a administrações regionais.
- Na oblast de Rostov, pontes rodoviárias e ferroviárias sobre o rio Don estão sendo reforçadas, com rotas alternativas em preparação.
- Esquemas similares estão sendo implantados na direção de Taganrog e na Crimeia (áreas de Syvash e Virmensk).
- Na oblast de Belgorod, pontes próximas a Sheleyeve e Urazove foram colocadas em regime de alerta elevado.
- Medidas incluem postos 24h da Rosgvardia, redes antídrones, guerra eletrônica e equipes de engenharia com pontes flutuantes.
- Zelensky afirmou que a Ucrânia já respondeu e continuará respondendo proporcionalmente ao terror russo, incluindo ataques a pontes.
Por que importa
O relatório indica que a Rússia antecipa ataques ucranianos mais profundos em sua retaguarda logística, o que sugere uma ampliação do alcance dos mísseis da Ucrânia. Pontes e entroncamentos ferroviários são vitais para o reabastecimento de munição, combustível e pessoal das tropas russas; sua interrupção afetaria operações em todo o eixo sul e nos territórios ocupados. O alerta é publicado em meio à confirmação do uso do FP-7 e à conclusão iminente do FP-9, dando contexto operacional. Por vir de uma rede partisan dentro da Rússia, em vez de canais oficiais, a informação não está verificada, mas aponta preocupação interna real.
O que aconteceu
O movimento partisan ATESH, que opera dentro da Rússia, afirmou que o quartel-general do Distrito Militar Sul emitiu ordem para preparar urgentemente hubs logísticos e travessias estratégicas contra possíveis ataques das Forças de Defesa da Ucrânia. Instruções do Estado-Maior russo e dos comandos distritais foram encaminhadas à Rosavtodor (Agência Federal de Rodovias), aos Caminhos de Ferro Russos (RZD) e a administrações regionais. Na oblast de Rostov, equipes reforçam pontes rodoviárias e ferroviárias sobre o rio Don e preparam rotas alternativas; esquema semelhante avança na direção de Taganrog. Na Crimeia, os russos esperam novos ataques ativos nas áreas de Syvash e Virmensk, e na oblast de Belgorod pontes próximas a Sheleyeve e Urazove foram colocadas em alerta elevado. Entre as medidas protetivas previstas estão postos 24 horas da Rosgvardia e dos comandos militares, instalação de redes antídrones e meios de guerra eletrônica, além da formação de equipes de engenharia com pontes flutuantes de reserva. Segundo a ATESH, pontes continuam sendo as principais artérias de suprimento do exército russo, e sua danificação bloqueia o fornecimento de combustível, munição e pessoal. O relatório foi divulgado em meio a declarações do presidente Volodymyr Zelensky sobre o uso bem-sucedido do míssil balístico tático FP-7 em 1º de outubro e a conclusão, prevista para o outono, do FP-9, produzido pela Fire Point e capaz, segundo a Reuters, de alcançar Moscou.
O que dizem as fontes ucranianas
As duas fontes são ucranianas e tratam o relatório da ATESH como inteligência confiável vinda de dentro da Rússia. A cobertura enquadra a preparação das pontes como evidência do medo russo diante dos mísseis balísticos ucranianos e associa o relatório às declarações de Zelensky sobre a resposta proporcional ao terror russo. A narrativa central é a da resposta ucraniana, com ênfase nos programas de mísseis FP-7 e FP-9 como a pressão que estaria forçando medidas defensivas russas.
Contexto
Em 1º de outubro, Zelensky relatou o primeiro uso em前线 do míssil balístico tático FP-7 da Ucrânia. Em 3 de outubro, em entrevista à Reuters, afirmou que o FP-9, fabricado pela Fire Point e com capacidade reportada de alcançar Moscou, ficará pronto no outono. O Wall Street Journal informou que mísseis FP-7 foram usados contra alvos em território ocupado pela Rússia.