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Zelensky diz que Ucrânia respeitou cessar-fogo energético por dois dias, mas Rússia continuou atacando

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou nesta terça-feira (13) que a Ucrânia não atacou infraestruturas energéticas russas durante dois dias após o anúncio do "cessar-fogo energético" feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 11 de outubro. Segundo ele, no mesmo período a Rússia continuou bombardeando alvos energéticos e infraestruturas críticas da Ucrânia, atingindo 19 regiões. Zelensky também afirmou que Kiev está pronto para passos recíprocos de redução de tensões, mas que é necessário aumentar a pressão sobre Moscou.

Pontos principais

  • Zelensky afirmou que a Ucrânia não atacou refinarias ou infraestruturas energéticas russas por dois dias consecutivos após o anúncio do cessar-fogo.
  • Zelensky disse que a Rússia continuou atacando alvos energéticos e infraestruturas críticas da Ucrânia no mesmo período, atingindo 19 regiões.
  • Em 11 de outubro, Trump anunciou o início de um "cessar-fogo energético" entre Ucrânia e Rússia, com alegação de que ambos os lados concordaram.
  • Segundo a Axios, o cessar-fogo anunciado se aplica apenas a ataques contra refinarias.
  • Zelensky declarou que a Rússia "não ouviu" Trump e deu sinais claros de que não pretende se conter.
  • Zelensky afirmou que Kiev está pronto para medidas recíprocas de desescalada, mas defendeu aumento da pressão sobre Moscou.

Por que importa

A declaração de Zelensky representa o primeiro teste prático do "cessar-fogo energético" anunciado por Trump e estabelece a narrativa ucraniana de que Moscou não está correspondendo à contenção de Kiev. Esse enquadramento é relevante para a posição diplomática de Kiev e cria um possível ponto de fricção com Washington, considerando relatos sobre ameaças norte-americanas de suspender o compartilhamento de inteligência e as compras europeias de armas dos EUA caso a Ucrânia mantenha ataques a alvos energéticos russos.

O que aconteceu

Em 11 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o início imediato de um "cessar-fogo energético" entre Ucrânia e Rússia, afirmando que ambas as partes haviam concordado. Reportagem da Axios indicou que o acordo se limita a ataques contra refinarias. Dois dias depois, em 13 de outubro, Volodymyr Zelensky publicou em seu canal no Telegram que a Ucrânia havia respeitado o cessar-fogo e não realizou ataques contra a infraestrutura energética russa durante as 48 horas seguintes ao anúncio. Segundo ele, no mesmo período, a Rússia continuou bombardeando alvos energéticos e infraestruturas críticas na Ucrânia, atingindo 19 regiões. Zelensky concluiu que Moscou "não ouviu" Trump e enviou sinais claros de que não pretende recuar. Ele reiterou que Kiev está disposto a dar passos recíprocos de desescalada, mas defendeu aumento da pressão sobre a Rússia.

Contexto

O "cessar-fogo energético" foi anunciado por Trump em 11 de outubro e, segundo a Axios, abrange apenas ataques contra refinarias. Em 10 de outubro, a Axios havia reportado que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner, durante conversas em Miami, ameaçaram que Trump cortaria o acesso de Kiev a informações de inteligência caso a Ucrânia não interrompesse os ataques a refinarias russas. O Financial Times publicou que a administração Trump ameaçou suspender o sistema de compras que fornece armas à Ucrânia. A CNN, citando dois funcionários europeus, informou que Washington alertou Kiev e aliados europeus sobre a possível suspensão do compartilhamento de inteligência e das compras europeias de armamentos norte-americanos para a Ucrânia caso os ataques a alvos energéticos russos continuassem. Zelensky já havia declarado que guerras terminam quando o agressor percebe que não tem como prolongá-las.