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Drones ucranianos atingem centro de dados do Sberbank em Balakovo; falhas de internet se espalham pela Rússia

Na noite de 14 de outubro de 2026, drones ucranianos atacaram a cidade russa de Balakovo, na região de Saratov, atingindo o centro de dados do Sberbank, ainda em construção mas parcialmente operacional. O ataque provocou incêndios na zona industrial e falhas generalizadas em serviços digitais russos. O governador regional confirmou uma morte e danos a prédios residenciais, enquanto o Sberbank afirmou que seus sistemas seguem funcionando normalmente.

Pontos principais

  • Na noite de 14 de outubro, drones atingiram Balakovo, na região de Saratov, com o centro de dados do Sberbank entre os alvos confirmados.
  • O centro de dados do Sberbank segue em construção, mas a primeira fase já havia sido inaugurada e opera parcialmente.
  • O projeto do centro de dados está avaliado em 122,2 bilhões de rublos (cerca de US$ 1,4–1,5 bi) e planejava sediar serviços da plataforma estatal GosTekh.
  • Sberbank confirmou o ataque por meio do primeiro vice-presidente Alexander Vedyakhin, mas afirmou que todos os sistemas operam normalmente.
  • Usuários em toda a Rússia relataram falhas em Sberbank, GigaChat, Samokat, Rostelecom, MTS, Megafon, T2, Mail.ru, VK, Ozon, Avito, Gosuslugi e outros serviços.
  • O governador Roman Busargin confirmou o ataque, reportou uma pessoa morta e danos a prédios residenciais, e afirmou que toda a infraestrutura da cidade opera normalmente.
  • A empresa privada ucraniana Fire Point, desenvolvedora de drones de ataque e mísseis, assumiu a autoria do golpe ao centro de dados.

Por que importa

O centro de dados do Sberbank em Balakovo está entre os maiores planejados na Rússia, com custo estimado em 122,2 bilhões de rublos (US$ 1,4–1,5 bi), e deveria sediar serviços da plataforma estatal GosTekh. Reportava-se ainda que abrigaria o maior supercomputador do país, com lançamento previsto para 2027. O golpe a um projeto de infraestrutura digital estratégica ocorre após uma sequência de ataques ucranianos a centros de dados da Yandex na Rússia, sinalizando uma nova frente no conflito que mira a infraestrutura digital do Estado russo.

O que aconteceu

Na noite de 14 de outubro de 2026, drones ucranianos promoveram um ataque massivo à cidade de Balakovo, na região russa de Saratov. O alvo confirmado foi o centro de dados do Sberbank, ainda em construção, mas cuja primeira fase já operava parcialmente. O ataque provocou incêndios na zona industrial — registrada por satélites da NASA FIRMS — e explosões em vários distritos da cidade, segundo moradores. O governador da região, Roman Busargin, confirmou o ataque e reportou danos a prédios residenciais, com uma pessoa morta e a informação de que a infraestrutura da cidade seguia funcionando normalmente. Imagens de satélite indicam possíveis danos a instalações próximas, incluindo a metalúrgica MZ Balakovo, a TEC-4 e uma subestação elétrica (REM). A empresa privada ucraniana Fire Point assumiu a responsabilidade pelo ataque. Apesar de o Sberbank afirmar que todos os sistemas seguem operando normalmente, usuários de toda a Rússia relataram falhas nos serviços do banco, em sua rede neural GigaChat, no aplicativo de entregas Samokat, bem como em provedores como Rostelecom, MTS, Megafon, T2, Reg.ru e plataformas como Mail.ru, VK, Ozon, Avito, Alfa-Bank, VTB, Rosselkhozbank, Tochka Bank e o portal Gosuslugi. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, relatou que 493 drones voaram em direção à região de Moscou durante a noite, com 180 destruídos na aproximação da capital e restrições temporárias aplicadas em diversos aeroportos russos.

O que dizem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas enfatizam a confirmação pela empresa de defesa Fire Point do ataque ao centro de dados do Sberbank, apresentado como um dos maiores projetos de infraestrutura digital da Rússia. O foco também recai sobre o custo estimado do projeto (122,2 bilhões de rublos) e sobre seu papel planejado de hospedar a plataforma estatal GosTekh e um futuro supercomputador. Mídia e autoridades ucranianas também destacaram a negação dos ataques a refinarias, descritos como informação falsa russa, contrastando com a versão apresentada por Moscou via TASS e pelo vice-primeiro-ministro Alexander Novak.

O que dizem as fontes internacionais

A cobertura internacional, incluindo veículos do Azerbaijão e da Alemanha, enquadrou o ataque principalmente como um impacto para consumidores russos, mencionando falhas generalizadas em serviços digitais e ilustrações do cotidiano, como atrasos em entregas de pizza atribuídas ao Samokat. O foco recaiu sobre as interrupções em plataformas bancárias, de comunicação e comércio eletrônico, e menos sobre a dimensão estratégica do alvo.

Onde as versões divergem

O desacordo mais explícito diz respeito à alegação russa, veiculada pela TASS e atribuída ao vice-primeiro-ministro Alexander Novak, de que a Ucrânia teria atacado refinarias nas regiões de Saratov e Ryazan durante a noite. O assessor presidencial ucraniano Dmytro Lytvyn negou oficialmente qualquer ataque a refinarias, classificando os relatórios como informação falsa. Um segundo ponto de divergência opõe a leitura do governador Busargin — uma morte confirmada e toda a infraestrutura da cidade operando normalmente — aos indicadores de danos significativos ao centro de dados do Sberbank registrados por analistas OSINT e por imagens de satélite da NASA FIRMS. Por fim, a declaração do Sberbank, feita por Alexander Vedyakhin, de que todos os sistemas operam normalmente contrasta com o grande volume de relatos de usuários registrando falhas em serviços do banco e em uma ampla gama de plataformas russas.

Contexto

Antes do ataque a Balakovo, drones ucranianos já haviam atingido três centros de dados da Yandex na Rússia: em Sasovo (região de Ryazan), em 8 de outubro; em Kaluga, em 9 de outubro; e em Vladimir, na noite de 10 para 11 de outubro, com Zelensky tendo confirmado publicamente ao menos o ataque de Sasovo. Em 11 de outubro, o presidente dos EUA Donald Trump anunciou que Rússia e Ucrânia haviam concordado com um cessar-fogo no setor de energia, mas Moscou não confirmou o acordo. Zelensky declarou na sequência que a Ucrânia havia suspendido ataques à infraestrutura energética russa por dois dias, enquanto a Rússia continuava atacando alvos energéticos ucranianos, cenário sob o qual o ataque ao centro de dados do Sberbank ocorreu.