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Zelensky afirma que não pretende renunciar e considera impossível realizar eleições durante a guerra

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em entrevista ao jornalista Piers Morgan que não pretende renunciar e que a realização de eleições durante a guerra é impossível, em resposta à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Zelensky estimou em 10% as chances de realizar eleições e citou os ataques russos em curso como o principal obstáculo.

Pontos principais

  • Zelensky afirmou que não planeja renunciar.
  • A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Piers Morgan.
  • Zelensky estimou em 10% as chances de realizar eleições durante a guerra.
  • Segundo Zelensky, ataques com centenas a milhares de drones por hora e a impossibilidade de garantir o voto de soldados na linha de frente tornam as eleições inviáveis.
  • Zelensky afirmou que quem decide sobre sua substituição é o povo ucraniano, não Trump, Elon Musk ou qualquer outro.
  • Zelensky afirmou que pessoas influentes querem removê-lo porque ele nunca reconhecerá territórios ucranianos como russos.
  • Trump acusou Zelensky de esforços insuficientes para um acordo e mencionou a possibilidade de trocar o líder ucraniano após um acordo EUA–Rússia sobre combustível russo.

Por que importa

A declaração aborda diretamente a pressão dos Estados Unidos sobre a liderança ucraniana e a legitimidade do governo durante a guerra. Zelensky fixa publicamente sua posição sobre a impossibilidade de eleições em condições de segurança atuais e vincula a questão da liderança aos esforços diplomáticos em curso em torno de um cessar-fogo.

O que aconteceu

Em entrevista ao jornalista Piers Morgan, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que não pretende renunciar e que a realização de eleições durante a guerra é impossível. Segundo Zelensky, pessoas influentes querem afastá-lo do cargo porque ele nunca reconhecerá territórios ucranianos como russos. Ele estimou em 10% as chances de realizar eleições e citou como obstáculos os ataques russos — com centenas a milhares de drones por hora — e a impossibilidade de garantir que soldados na linha de frente possam votar. Zelensky afirmou que os militares deveriam ser os primeiros a votar, por estarem dando e terem dado suas vidas. Anteriormente, Zelensky havia dito estar disposto a realizar eleições caso a Rússia concordasse com um cessar-fogo de 60 dias, proposta rejeitada pelo Kremlin, que afirmou que Putin se absteria de ataques por apenas um dia. Trump já havia sugerido trocar o presidente da Ucrânia após um acordo EUA–Moscou sobre o fornecimento de combustível russo e acusou Zelensky de esforços insuficientes para um acordo.

Onde as versões divergem

Zelensky considera a realização de eleições durante a guerra essencialmente impossível, atribuindo cerca de 10% de chance de viabilizá-las. Trump, por outro lado, sugeriu publicamente a possibilidade de mudar a liderança da Ucrânia, o que implica que eleições ou uma troca de governo estariam em discussão, em contraste direto com a posição do presidente ucraniano.

Contexto

Zelensky já havia declarado estar disposto a realizar eleições caso a Rússia concordasse com um cessar-fogo de 60 dias, condição rejeitada pelo Kremlin, que disse que Putin se absteria de ataques por apenas um dia. Trump tem criticado publicamente Zelensky pelo ritmo das negociações e pelos preços dos combustíveis nos EUA, e sugeriu mudar o presidente da Ucrânia após um acordo EUA–Rússia sobre o fornecimento de combustível russo.