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Zelensky diz que terminais Starlink e Starshield param de funcionar a 130–161 km/h em trechos da frente

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em 19 de outubro de 2026 que terminais Starlink e Starshield usados pelas Forças Armadas ucranianas deixam de funcionar a velocidades de 130–161 km/h em diferentes trechos da frente. Segundo ele, ouvindo o relatório do comandante-chefe Mykhailo Drapatyi, a restrição prejudica a logística de frontline e limita o uso de drones de ataque de médio alcance e de interceptores de Shaheds. Zelensky disse que o tema será tratado com parceiros internacionais "em todos os níveis" no mesmo dia e anunciou o aumento da produção de torres de tiro contra drones Shahed.

Pontos principais

  • Zelensky informou em 19 de outubro de 2026 que terminais Starlink e Starshield param de funcionar a 130–161 km/h em trechos da frente
  • A restrição compromete a logística de frontline e limita o uso de drones de ataque de médio alcance e interceptores de Shaheds, segundo Zelensky
  • A informação foi baseada em relatório do comandante-chefe das Forças Armadas, Mykhailo Drapatyi
  • Zelensky afirmou que o tema seria tratado com parceiros internacionais "em todos os níveis" no mesmo dia 19 de outubro
  • O 7º Corpo das Forças de Assalto Aéreo reportou quedas de conexão já a 110–120 km/h na direção de Huliaipole
  • Trump disse em 16 de outubro que a Casa Branca não está envolvida na restrição; The Telegraph reportou que Elon Musk propôs a limitação a Trump
  • EUA e UE disputam parte do espectro de rádio que pode afetar a capacidade do Starlink na Ucrânia
  • 28 subestações e outras instalações de energia foram danificadas por ataques russos no fim de semana, também reportados na mesma reunião seletiva

Por que importa

A perda de conectividade Starlink em movimento impacta diretamente a mobilidade de frontline e o uso de drones pelas Forças Armadas ucranianas, incluindo drones de ataque de médio alcance e interceptores de Shaheds. A restrição foi aplicada, segundo autoridades ucranianas, ao pacote militar Starshield, que antes não tinha esse tipo de limite, o que indica uma mudança nas condições de serviço. As fontes divergem sobre quem determinou a medida: a Casa Branca nega envolvimento, The Telegraph reporta que Elon Musk a propôs a Donald Trump, e Zelensky diz que o sinal veio do governo dos EUA. Uma disputa separada entre EUA e UE sobre alocação de espectro de rádio pode afetar a capacidade futura do Starlink na Ucrânia, e o episódio ocorre em meio a ataques russos à infraestrutura energética e a relatos de ameaça dos EUA de suspender o compartilhamento de inteligência e compras de armas se Kiev atacar alvos energéticos na Rússia.

O que aconteceu

Em 19 de outubro de 2026, após ouvir o relatório do comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Mykhailo Drapatyi, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou publicamente que terminais Starlink e Starshield usados pelas Forças Armadas ucranianas deixam de funcionar a velocidades de 130–161 km/h em vários trechos da frente. Segundo ele, a limitação compromete a logística de frontline e restringe o uso de drones de ataque de médio alcance e interceptores de Shaheds. Zelensky disse que o tema seria tratado com parceiros internacionais "em todos os níveis" no mesmo dia e que "a velocidade importa para salvar vidas". Na mesma reunião seletiva, ele foi informado de que 28 subestações e outras instalações de energia foram danificadas por ataques russos no fim de semana, ouviu o primeiro-ministro sobre a preparação da infraestrutura para a temporada de aquecimento, anunciou aumento da produção de torres de tiro eficazes contra Shaheds junto com o ministro da Defesa, o comandante-chefe e o comandante da Força Aérea, e tratou da cooperação com os países bálticos em logística. Reportagens anteriores indicam que o 7º Corpo das Forças de Assalto Aéreo já havia registrado quedas de conexão a 110–120 km/h na direção de Huliaipole, e uma fonte do Ministério da Defesa mencionou corte acima de 160 km/h.

O que dizem as fontes ucranianas

Fontes ucranianas centram a cobertura no impacto operacional para as Forças Armadas — logística prejudicada e uso limitado de drones de ataque de médio alcance e interceptores de Shaheds — e enquadram a restrição como medida politicamente motivada que afeta a soberania ucraniana no campo de batalha. Destacam as reações oficiais, incluindo o pronunciamento de Zelensky a Musk classificando a redução como "grande erro", e o anúncio de que o tema será tratado com parceiros internacionais. A imprensa cita fontes ucranianas — Ministério da Defesa, 7º Corpo das Forças de Assalto Aéreo, Serhiy Sternenko e Serhiy Beskrestnov (Flash) — que primeiro relataram os limiares técnicos e a cronologia da restrição. Várias matérias empacotam o caso Starlink junto com os danos à infraestrutura energética e atrasos em fornecimentos de defesa aérea, apresentando-os como uma campanha de pressão combinada da Rússia e de seus parceiros.

O que dizem as fontes internacionais

A cobertura internacional, em itens referenciados por Financial Times e CNN, enquadra a restrição dentro de dinâmicas políticas mais amplas dos EUA: uma reportagem baseada na Financial Times sobre fricções comerciais EUA–UE em torno do espectro de satélite, e uma matéria da CNN sobre relatos de que a administração Trump teria ameaçado suspender o compartilhamento de inteligência e compras europeias de armas americanas para a Ucrânia caso Kiev ataque alvos energéticos no interior da Rússia. A reportagem estrangeira sublinha a ambiguidade sobre a responsabilidade — autoridades dos EUA negando envolvimento da Casa Branca, Musk responsabilizando o governo dos EUA e The Telegraph atribuindo o movimento a Musk pessoalmente. Os textos também destacam o ângulo regulatório transatlântico, com os EUA alertando a Europa contra medidas de espectro que possam degradar o serviço Starlink na Ucrânia, conectando a conectividade militar a uma disputa comercial mais ampla entre EUA e UE.

Onde as versões divergem

As fontes divergem sobre o limiar de velocidade em que a conexão Starlink cai: Zelensky, citando o comandante-chefe, indica 130–161 km/h; o 7º Corpo das Forças de Assalto Aéreo reportou quedas já a 110–120 km/h na direção de Huliaipole; e relatórios anteriores de 13–14 de outubro e uma fonte do Ministério da Defesa apontavam corte acima de 160 km/h. Há também divergência sobre quem originou a restrição do Starshield: a Casa Branca e Donald Trump negam envolvimento; The Telegraph reporta que Elon Musk propôs a limitação a Trump; Zelensky diz que o sinal veio do governo dos EUA; Musk responsabiliza o governo dos EUA e não sua empresa; e comentaristas ucranianos atribuem a medida diretamente à SpaceX.

Contexto

Relatos anteriores de Serhiy Sternenko e Serhiy Beskrestnov (Flash) indicavam que a SpaceX restringiu a operação do Starlink para as Forças Armadas ucranianas na semana de 13–14 de outubro, com missões abortadas devido à perda de conectividade. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em 17 de outubro que o pacote militar Starshield está indisponível na Ucrânia, rejeitando acusações de que a Casa Branca estaria por trás da restrição; Donald Trump disse em 16 de outubro que a Casa Branca não estava envolvida, enquanto The Telegraph reportou que Musk propôs a limitação a Trump. Propostas da Comissão Europeia para reservar frequências de rádio para operadoras europeias motivaram um alerta do embaixador Andrew Puzder, e a SpaceX afirmou que as mudanças poderiam piorar o serviço Starlink na Ucrânia. Zelensky já havia apontado para o desenvolvimento de uma alternativa europeia ao Starlink e de um sistema ucraniano de satélites. Na mesma reunião seletiva, foi informado de que 28 subestações e outras instalações de energia foram danificadas por ataques russos no fim de semana e anunciou produção ampliada de torres de tiro eficazes contra drones Shahed.